PT da Bahia critica “prefeiturismo”, defende sociedade civil e movimentos sociais e lança estratégia para reeleição de Lula e Jerônimo em 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia aprovou, no sábado (06/09/2025), em Salvador, uma resolução que propõe um novo modelo de governabilidade baseado na articulação com a sociedade civil e movimentos sociais. O texto, apresentado pelas tendências Democracia Socialista e Resistência Socialista, critica o chamado “prefeiturismo”, entendido como a excessiva prioridade dada aos prefeitos na condução política do governo.

Segundo os defensores da proposta, a dependência de alianças com gestores municipais, sobretudo com prefeitos ligados ao bolsonarismo, não assegura fidelidade eleitoral em 2026 e enfraquece a identidade histórica do partido. A resolução enfatiza que a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues exige uma estratégia que vá além de acordos locais e retome o protagonismo dos movimentos sociais.

Defesa de protagonismo político e retomada de base social

Durante os debates, os petistas defenderam que o partido precisa reforçar seus vínculos históricos com a base popular. O deputado estadual Robinson Almeida (PT-BA), dirigente da Democracia Socialista, destacou que o PT não pode prescindir das lutas sociais.

“O PT não pode prescindir das lutas sociais e se tornar refém do prefeiturismo, nem depender de acordos com prefeitos bolsonaristas que não nos dão garantia de apoio político-eleitoral à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues em 2026. Nossa força vem da sociedade civil, das lutas dos movimentos sociais e das pautas que defendemos historicamente. É esse caminho que pode garantir a sustentabilidade do nosso projeto e ampliar a base popular para novas vitórias”, afirmou.

A resolução também sublinha a importância de ampliar a presença do partido na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa da Bahia, consideradas essenciais para sustentar os governos de Lula e Jerônimo e garantir a implementação de políticas progressistas no Legislativo.

Pautas prioritárias: democracia, justiça social e direitos trabalhistas

O encontro reafirmou compromissos históricos do PT com a defesa da democracia, o combate ao fascismo, a taxação dos super ricos e o fim da escala 6×1, considerada nociva às relações de trabalho. A agenda foi apresentada como um eixo de mobilização junto à sociedade para consolidar vitórias eleitorais em 2026.

“O partido precisa estar ao lado do povo e dos movimentos sociais. É com essas bandeiras que vamos garantir novas vitórias para Lula, Jerônimo e para o Brasil que queremos construir”, reforçou Robinson Almeida.

Lideranças envolvidas na resolução

A resolução foi articulada pelas tendências Democracia Socialista (DS) e Resistência Socialista (RS), que reúnem dirigentes de destaque no cenário baiano, como:

  • Robinson Almeida
  • Zé Neto
  • Afonso Florence (secretário da Casa Civil)
  • Neusa Cadore (secretária de Políticas para as Mulheres)
  • Joseildo Ramos
  • Osni Cardoso (secretário de Desenvolvimento Rural)
  • Waldenor Pereira
  • Zé Raimundo
  • Maria Del Carmen

Essas lideranças defendem que a mobilização partidária precisa recuperar protagonismo para além das negociações institucionais, colocando em primeiro plano o diálogo com sindicatos, organizações comunitárias e movimentos sociais urbanos e rurais.

Reposicionamento estratégico

A resolução aprovada pelo PT da Bahia marca um reposicionamento estratégico no cenário político estadual e nacional. Ao criticar o “prefeiturismo”, o partido sinaliza descontentamento com a dependência excessiva de alianças locais e busca fortalecer sua base histórica de sustentação. Essa postura pode representar tanto um reforço de identidade ideológica quanto um risco de tensionamento com aliados municipais fundamentais no jogo eleitoral. O desafio será equilibrar a retomada do vínculo com a sociedade civil sem perder o apoio institucional necessário para a governabilidade em 2026.


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