Prefeitos do Piemonte da Diamantina afirmaram neste sábado (16/05/2026), durante agenda do Programa de Governo Participativo (PGP 2026) do governador Jerônimo Rodrigues, que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto representa, na Bahia, o campo político de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações foram feitas pelos gestores Dudu, de Antônio Gonçalves; Analdinho Oliveira, de Caém; e Dr. Everson, de Várzea do Poço, no contexto da plenária territorial realizada em Jacobina, etapa que integra a estratégia governista de escuta popular e articulação política no interior baiano. A programação do PGP 2026 no Piemonte da Diamantina foi divulgada como parte de uma agenda voltada à construção de diretrizes para o próximo ciclo de gestão estadual, com participação de lideranças políticas, prefeitos, movimentos sociais e representantes da sociedade civil.
Prefeitos associam ACM Neto ao campo de oposição a Lula na Bahia
Durante o encontro, os prefeitos defenderam que a disputa política estadual deve ser compreendida a partir da relação entre o governo baiano e o governo federal. Para os gestores, a aliança entre Jerônimo Rodrigues e Lula é apresentada como eixo de continuidade de obras, programas sociais, investimentos regionais e políticas públicas no interior da Bahia.
O prefeito Dudu, de Antônio Gonçalves, afirmou que ACM Neto seria o candidato contrário ao projeto político liderado por Lula e Jerônimo. Segundo ele, o ex-prefeito de Salvador se opõe a iniciativas consideradas estratégicas pelo grupo governista, como investimentos em estradas vicinais, ampliação da rede de saúde, abertura de universidades e obras estruturantes, entre elas a Ponte Salvador-Itaparica.
Na avaliação de Dudu, ACM Neto representa uma corrente política vinculada ao legado do carlismo e com maior identificação com Salvador do que com as demandas do interior. A declaração insere o debate local em uma narrativa mais ampla da política baiana, marcada pela disputa entre o grupo liderado pelo PT, atualmente no governo estadual, e a oposição ligada ao União Brasil.
Gestores defendem continuidade da aliança entre Jerônimo e Lula
O prefeito de Caém, Analdinho Oliveira, também reforçou a leitura de que ACM Neto ocupa o espaço de oposição ao presidente Lula na Bahia. Aliado histórico do grupo petista, o gestor afirmou que a base governista teria conduzido transformações no estado e no país, associando os avanços administrativos à presença do PT no governo federal e no governo estadual.
Analdinho destacou que Jerônimo Rodrigues integra a base política de Lula e afirmou que a maioria dos prefeitos baianos estaria alinhada ao governador. A declaração tem caráter político e deve ser compreendida como parte da estratégia de mobilização da base governista para o ciclo eleitoral de 2026.
A etapa do PGP 2026 em Jacobina ocorreu em um ambiente de pré-campanha e de fortalecimento territorial da base aliada. Conforme informações públicas sobre a programação, o evento reuniu Jerônimo Rodrigues, Geraldo Júnior, Rui Costa e Jaques Wagner, além de lideranças municipais e representantes de segmentos sociais, com foco em demandas do Território de Identidade Piemonte da Diamantina.
Dr. Everson cita entregas em Várzea do Poço
O prefeito de Várzea do Poço, Dr. Everson, afirmou que a parceria entre Jerônimo Rodrigues e Lula resultou em benefícios para o município, com entregas, obras e políticas públicas. Segundo ele, a população reconhece o esforço do grupo governista para levar ações de desenvolvimento à região.
Na avaliação do gestor, o apoio político deve considerar quem atua em favor das demandas municipais. A declaração reforça a tentativa de vincular o debate eleitoral à agenda concreta dos municípios, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde, educação e políticas públicas regionais.
O discurso dos prefeitos também evidencia o papel crescente dos gestores municipais na disputa política estadual. Em territórios do interior, prefeitos funcionam como mediadores entre a população e os governos estadual e federal, influenciando a percepção pública sobre obras, programas e alianças partidárias.
PGP 2026 amplia escuta política no interior baiano
O Programa de Governo Participativo 2026 foi organizado como instrumento de escuta territorial para recolher demandas e formular propostas para o próximo ciclo político-administrativo da Bahia. A agenda no Piemonte da Diamantina incluiu atividades em Jacobina, município considerado polo regional, com participação de lideranças políticas e sociais.
De acordo com registros públicos da programação, o PGP busca percorrer os territórios de identidade da Bahia, reunindo representantes de partidos aliados, prefeitos, movimentos sociais e segmentos da sociedade civil. A iniciativa tem função dupla: levantar prioridades locais e consolidar apoio político em regiões estratégicas para a eleição de 2026.
No Piemonte da Diamantina, os temas recorrentes envolvem infraestrutura regional, estradas, saúde, educação, abastecimento, desenvolvimento econômico e políticas voltadas ao semiárido. Ao vincular essas demandas à parceria entre governo estadual e governo federal, os prefeitos buscaram apresentar a aliança Jerônimo-Lula como caminho de continuidade administrativa.








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