O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder da maioria na Assembleia Legislativa da Bahia, afirmou que as críticas da oposição aos empréstimos contratados pelo governo estadual ignoram a capacidade fiscal do estado e o volume de investimentos realizados. Para o parlamentar, a ofensiva política não se sustenta diante dos indicadores econômicos e da trajetória de recuperação das contas públicas desde 2007.
Rosemberg lembrou um ditado popular para sintetizar sua posição: “Ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto”, afirmando que os ataques seriam motivados pela dificuldade da oposição em reconhecer o desempenho fiscal baiano.
“Só faz empréstimo quem tem capacidade de pagar, e a Bahia tem. Por isso somos hoje o estado que mais investe no Brasil, superando São Paulo”, declarou.
Segundo o líder do governo, os recursos provenientes de financiamentos são direcionados a áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Ele citou hospitais, policlínicas regionais, escolas de tempo integral e obras estruturantes como exemplos de projetos financiados por meio dos empréstimos.
A gestão fiscal como eixo do debate
Rosemberg sustenta que a crítica da oposição desconsidera a mudança estrutural na saúde financeira do estado nas últimas duas décadas. Ele afirma que a relação dívida/receita da Bahia já chegou a 182% em 2002, durante o governo Paulo Souto, representante do grupo político de ACM Neto. O índice, segundo o parlamentar, seria cinco vezes superior ao patamar atual, resultado de ações implementadas a partir da gestão de Jaques Wagner, em 2007.
A narrativa governista se apoia na comparação histórica para reforçar a ideia de responsabilidade fiscal. O deputado argumenta que a Bahia deixou para trás um cenário de restrições e passou a ocupar posição de destaque nacional em investimentos públicos, mesmo em contextos de incerteza econômica.
Prioridades e impactos dos investimentos
O governo estadual argumenta que a política de contratação de crédito está alinhada a um projeto de expansão da infraestrutura social. Na avaliação de Rosemberg, as policlínicas regionais transformaram o acesso à saúde, ao mesmo tempo em que novos hospitais vêm ampliando a cobertura no interior do estado.
Na educação, os empréstimos financiam a construção de escolas de tempo integral, consideradas estratégicas para elevar a qualidade do ensino. Em segurança pública, há investimentos em equipamentos, viaturas, tecnologia e requalificação de unidades operacionais.
Já na área de infraestrutura, a gestão destaca estradas, obras urbanas, mobilidade e projetos estruturantes, que, segundo o governo, seriam essenciais para dinamizar a economia e atrair investimentos privados.
Reações da oposição e disputa narrativa
A oposição, por sua vez, questiona o volume dos empréstimos, o ritmo de endividamento e a capacidade futura de pagamento. Parlamentares adversários afirmam que o governo estaria ampliando compromissos financeiros de longo prazo sem apresentar contrapartidas suficientes em eficiência, qualidade das entregas e avaliação de impacto socioeconômico.
Para Rosemberg, essa crítica é infundada e marcada por “má vontade política”. Ele sustenta que os indicadores fiscais comprovam a solidez das contas e critica o que chama de “memória seletiva” da oposição.
“Os mesmos que hoje criticam foram responsáveis pela maior relação dívida/receita da história da Bahia”, declarou.











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