Nova Rodoviária da Bahia inicia operação oficial em Águas Claras e amplia integração do transporte em Salvador; Governador Jerônimo destaca modernização 

A Nova Rodoviária da Bahia iniciou oficialmente suas operações nesta terça-feira (20/01/2026), no bairro de Águas Claras, em Salvador, marcando uma nova fase para a mobilidade urbana e intermunicipal da capital baiana. Os primeiros ônibus começaram a chegar ao terminal nas primeiras horas do dia, em um ato simbólico de abertura que contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e de equipes do Governo do Estado. A recepção aos passageiros foi organizada pela Secretaria de Turismo da Bahia, com uma ação de boas-vindas que valorizou elementos da cultura baiana como cartão de visita para quem desembarca na capital.

A chegada dos primeiros veículos evidenciou o início efetivo do funcionamento do novo equipamento público, concebido para substituir gradualmente o antigo terminal e atender à crescente demanda por transporte rodoviário. Passageiros relataram surpresa com a dimensão e a organização do espaço, destacando a sensação de modernidade e conforto logo no desembarque.

Vinda do município de Candeias, a turista Maria das Dores destacou a impressão inicial ao conhecer o novo terminal. Segundo ela, o porte da rodoviária e a estrutura oferecida se assemelham à de um aeroporto, com ambientes amplos, bem sinalizados e organizados, o que, em sua avaliação, melhora significativamente a experiência de chegada a Salvador.

Estrutura moderna e aumento da capacidade operacional

Durante a recepção aos primeiros passageiros, o governador Jerônimo Rodrigues enfatizou que a nova rodoviária representa um avanço concreto na infraestrutura de transporte do estado. De acordo com o governador, o equipamento foi projetado para ser maior, mais acessível e tecnologicamente atualizado, ampliando a capacidade operacional e oferecendo melhores condições tanto para usuários quanto para operadores do sistema rodoviário.

Jerônimo destacou ainda que a modernização do terminal responde a uma demanda histórica por mais conforto, organização e dignidade no transporte intermunicipal. Para o governo estadual, a nova rodoviária contribui para reduzir gargalos logísticos e melhorar a fluidez do deslocamento de milhares de pessoas que utilizam diariamente o transporte rodoviário para trabalho, estudo ou turismo.

O novo terminal foi planejado para operar de forma integrada aos demais sistemas de transporte da capital, o que, segundo o governo, deve reduzir o tempo de deslocamento e facilitar a conexão entre diferentes modais, fortalecendo a mobilidade regional.

Hub multimodal e integração com outros sistemas de transporte

Desde a concepção do projeto, a Nova Rodoviária da Bahia foi pensada como um hub multimodal. O complexo integra, em um único espaço, o transporte rodoviário intermunicipal, o metrô, os ônibus urbanos e metropolitanos e, futuramente, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ampliando as opções de deslocamento para moradores e visitantes.

Essa integração física e operacional permite ao usuário transitar entre diferentes meios de transporte com mais rapidez e menor custo, reduzindo a dependência do transporte individual. Para especialistas em mobilidade urbana, a concentração de modais em um mesmo ponto contribui para maior eficiência do sistema e para a reorganização do fluxo viário da cidade.

A localização em Águas Claras também foi definida de forma estratégica, considerando a expansão urbana da capital e a necessidade de redistribuir o tráfego de ônibus de longa e média distância, antes concentrado em áreas mais centrais de Salvador.

Serviços ampliados e foco no atendimento ao cidadão

Além das funções tradicionais de embarque e desembarque, a Nova Rodoviária da Bahia foi estruturada como um centro de serviços. O terminal reúne praça de alimentação, lotérica, clínicas, farmácia, caixas eletrônicos, áreas comerciais com lojas e quiosques e uma unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

Segundo o governador, a proposta é transformar a rodoviária em um espaço funcional para o cotidiano da população, onde o passageiro possa resolver demandas básicas enquanto aguarda sua viagem. Essa concepção amplia o papel do terminal, que passa a funcionar como um equipamento urbano de múltiplos usos, e não apenas como ponto de passagem.

A expectativa do governo estadual é que a presença desses serviços contribua para melhorar a experiência do usuário e gere novas oportunidades econômicas, com a criação de empregos diretos e indiretos no entorno do complexo.

Acolhimento cultural como estratégia de recepção turística

A recepção aos primeiros passageiros foi marcada por ações culturais organizadas pela Secretaria de Turismo da Bahia, com apresentações e elementos simbólicos da cultura local. Para a chefe de gabinete da Setur-BA, Giuliana Brito, o acolhimento reforça o papel da rodoviária como porta de entrada do estado.

Segundo a gestora, o primeiro contato do visitante com a Bahia influencia diretamente a percepção sobre o destino. Por isso, a valorização da identidade cultural, da hospitalidade e das tradições locais foi incorporada à estratégia de inauguração do terminal, associando infraestrutura moderna à preservação de elementos culturais.

A Setur avalia que a nova rodoviária pode se tornar um importante vetor de estímulo ao turismo interno e interestadual, ao oferecer uma experiência mais positiva já no momento da chegada.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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