Nesta quarta-feira (01/04/2026) o deputado estadual Robinson Almeida (PT) acusou a gestão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, de utilizar a estrutura da administração municipal para acomodar aliados políticos em cargos comissionados. Segundo o parlamentar, a prática envolveria a nomeação de parentes de gestores do interior do estado, em meio a críticas sobre falhas em serviços públicos essenciais na capital baiana.
De acordo com Robinson Almeida, há indícios de que a Prefeitura de Salvador estaria sendo utilizada como instrumento político para fortalecimento de alianças regionais, especialmente vinculadas ao grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto. O deputado sustenta que a ocupação de cargos estratégicos por pessoas ligadas a lideranças do interior evidencia uma prática de favorecimento político.
Entre os exemplos citados, o parlamentar mencionou a contratação de Luciana Barletta Reis, apontada como irmã do prefeito de Ilhéus, Valderico Reis Jr., que estaria nomeada na administração municipal com salário de aproximadamente R$ 15,6 mil. Outro caso destacado envolve o ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hage, que, segundo o deputado, recebe cerca de R$ 24,6 mil em cargo comissionado.
Críticas à gestão e impacto nos serviços públicos
O deputado afirmou que, enquanto a estrutura administrativa seria utilizada para acomodação política, a população de Salvador enfrentaria dificuldades em áreas essenciais. Ele citou problemas recorrentes nos setores de saúde pública, assistência social e combate à desnutrição infantil, ressaltando que tais fragilidades contrastariam com o aumento de nomeações políticas.
Na avaliação do parlamentar, o uso de recursos públicos para manutenção de alianças políticas comprometeria a eficiência da gestão e desviaria o foco das prioridades administrativas. “O dinheiro do contribuinte está sendo utilizado para financiar apoiadores políticos”, declarou.
Pedido de investigação e repercussão política
Robinson Almeida também solicitou a atuação do Ministério Público, defendendo a abertura de investigação para apurar eventuais irregularidades nas nomeações. Segundo ele, a prática, se confirmada, poderia configurar desvio de finalidade no uso da máquina pública.
As declarações ampliam o ambiente de disputa política no estado, especialmente em um contexto de articulações que antecedem as eleições de 2026. O episódio insere-se em um cenário mais amplo de tensionamento entre grupos políticos na Bahia, com repercussões tanto na capital quanto no interior.







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