ACM Neto se apoia na elite baiana e ignora apoio de prefeitos a Jerônimo, afirma deputado Angelo Almeida

O deputado estadual Angelo Almeida (PT) afirmou neste domingo (24/05/2026) que o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, estaria sustentando sua estratégia política em setores economicamente privilegiados da Bahia, em vez de demonstrar apoio popular e municipalista mais amplo. A declaração ocorreu após eventos realizados por ACM Neto em Guanambi e Vitória da Conquista, incluindo agenda na sexta-feira, 22/05/2026, e elevou o tom da disputa política estadual em torno da base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT), da utilização de recursos vinculados a fundações partidárias e de questionamentos sobre pagamentos recebidos pelo ex-prefeito em consultoria relacionada ao Banco Master. A crítica foi publicada por veículos locais no sábado, 23/05/2026.

Deputado questiona narrativa de apoio popular de ACM Neto

Angelo Almeida contestou a afirmação atribuída a ACM Neto de que teria apoio direto da população, mesmo diante da adesão de centenas de prefeitos à base do governador Jerônimo Rodrigues. Segundo o parlamentar petista, o ex-prefeito de Salvador tenta desqualificar o peso político das lideranças municipais que apoiam o atual governo estadual.

ACM Neto insiste em desmerecer as centenas de prefeitos que apoiam Jerônimo, jactando-se que o povo está com ele. Mas, que povo, Neto?”, questionou Angelo Almeida, ao sustentar que a presença política do adversário no interior estaria concentrada em ambientes de elite.

O deputado afirmou que os registros dos eventos recentes em Guanambi e Vitória da Conquista indicariam a predominância de empresários, lideranças econômicas e grupos de maior renda nas agendas promovidas por ACM Neto. “As fotos dos recentes eventos em Guanambi e Vitória da Conquista retratam isso com clareza. Em Conquista nesta sexta-feira (22), o ambiente super chique onde Neto reuniu os riquinhos da região não deixa dúvida sobre isto”, declarou.

Crítica atinge Fundação Índigo e MBA em segurança pública

Além da disputa sobre apoio político, Angelo Almeida direcionou críticas ao anúncio de uma parceria entre a Fundação Índigo, presidida por ACM Neto, e a Fundação Getulio Vargas (FGV) para a criação de um MBA em segurança pública. A Fundação Índigo é vinculada ao União Brasil e tem ACM Neto como presidente, segundo registros públicos disponíveis sobre a entidade.

O deputado questionou a prioridade da iniciativa e associou o projeto ao debate sobre o uso de recursos públicos destinados às legendas.

O povo nem sabe o que é MBA, ACM Neto, e você pega o recurso público do fundo partidário para enterrar nesta iniciativa eleitoreira? Quer beneficiar quem com isso? Porque o povo não vai poder participar!”, afirmou Angelo Almeida.

O questionamento se insere em uma discussão mais ampla sobre o financiamento de partidos políticos e suas fundações. O Fundo Partidário, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos previstos em lei. A análise das contas anuais dos partidos é realizada pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do TSE.

Prestação de contas entra no centro da disputa política

Angelo Almeida afirmou que ACM Neto deveria explicar despesas realizadas pela fundação do partido antes de anunciar novas iniciativas. O parlamentar disse que haveria despesas desaprovadas por integrantes do Conselho Fiscal do próprio União Brasil, correligionários do ex-prefeito.

A crítica amplia o embate entre governo e oposição na Bahia, deslocando o debate da arena eleitoral para o campo da transparência partidária, da destinação de recursos públicos e da prestação de contas de estruturas vinculadas a legendas. No material analisado, não há manifestação de ACM Neto sobre as acusações apresentadas por Angelo Almeida.

A discussão é politicamente sensível porque envolve dois temas de forte impacto público: segurança pública, área central no debate eleitoral baiano, e uso de recursos partidários, matéria sujeita a fiscalização institucional. O TSE informa que a prestação de contas partidárias pode ser consultada em bases oficiais, inclusive por meio do repositório de dados eleitorais.

Deputado cita Banco Master e cobra explicações de ACM Neto

Na mesma declaração, Angelo Almeida também mencionou o caso envolvendo pagamentos atribuídos a ACM Neto por consultoria relacionada ao Banco Master. Segundo o parlamentar, o ex-prefeito ainda não teria apresentado explicações convincentes sobre os valores recebidos.

Mas explicar os atos suspeitos que pratica não é o forte de ACM Neto. Cadê que ele convenceu alguém com o conto da carochinha da consultoria que lhe rendeu mais de R$ 5,5 milhões pagos pelo Banco Master?”, afirmou o deputado.

Reportagem da Folha de S.Paulo citou que ACM Neto recebeu R$ 5,5 milhões em consultoria no contexto de pagamentos feitos pelo Banco Master a diferentes atores políticos e empresariais. A informação também foi mencionada em reportagens e colunas que trataram das relações entre o banco e figuras públicas.


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