PGP 2026 amplia disputa por participação popular na Bahia e vira alvo de críticas entre governo e oposição

O avanço do Programa de Governo Participativo 2026 (PGP 2026) na Bahia, conduzido pelo grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT), passou a ocupar posição central na disputa política estadual ao combinar plenárias territoriais, escuta popular, articulação com prefeitos, participação de movimentos sociais e formulação de propostas para o próximo ciclo eleitoral. Em manifestação política nesta quarta-feira (27/05/2026), o presidente estadual do PT, Tássio Brito, afirmou que a oposição tenta reproduzir o formato do programa sem apresentar, segundo ele, a mesma capacidade de mobilização social e territorial. A crítica ocorre em meio à realização de encontros do PGP em diferentes regiões baianas, com previsão de passagem pelos 27 territórios de identidade do estado.

PGP 2026 se consolida como instrumento de mobilização territorial

O Programa de Governo Participativo tem sido apresentado pela base governista como mecanismo de escuta direta da população, com reuniões voltadas à coleta de demandas regionais e à organização de propostas para áreas como saúde, educação, infraestrutura, cultura, juventude, desenvolvimento social e planejamento territorial. Segundo publicações recentes, a edição de 2026 foi iniciada em Irecê e Seabra, com atividades voltadas aos territórios de Irecê e Chapada Diamantina, incluindo agenda de juventude, cultura e educação.

No Jornal Grande Bahia, a cobertura sobre o tema registra que o PGP 2026 também realizou plenária em Feira de Santana, reunindo o governador Jerônimo Rodrigues, lideranças políticas, prefeitos, vereadores, movimentos sociais, juventude e representantes da sociedade civil no Portal do Sertão. A agenda foi tratada como parte de uma estratégia que associa escuta popular, prestação de contas e mobilização política regional.

A programação também avançou para regiões como Piemonte da Diamantina, Sisal e Alto Sertão, com encontros em municípios como Jacobina, Serrinha e Macaúbas. Essas etapas reforçam a intenção declarada da base governista de organizar uma agenda estadual com alcance territorial amplo, articulando lideranças políticas locais e demandas específicas de cada região.

Tássio Brito atribui reação da oposição ao crescimento do PGP

Tássio Brito afirma que a repercussão positiva do PGP no interior baiano teria provocado preocupação na oposição. Segundo o presidente estadual do PT, a tentativa de lançamento de uma versão alternativa do modelo enfrentaria resistência por não carregar, na avaliação dele, a essência do programa governista: a escuta direta da população.

A declaração deve ser tratada editorialmente como posição partidária, e não como conclusão factual independente. O dirigente petista sustenta que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) teria histórico de decisões centralizadas, descumprimento de acordos políticos e distanciamento de lideranças do interior. Essas afirmações integram a disputa política e exigem, em eventual aprofundamento jornalístico, contraponto da oposição.

Tássio também afirma que, enquanto o PGP reúne prefeitos, vereadores, movimentos sociais e participantes em plenárias regionais, a oposição enfrentaria dificuldade de capilaridade no estado. A crítica busca associar o programa de Jerônimo Rodrigues a uma agenda de participação social e, simultaneamente, caracterizar a movimentação adversária como tentativa de reprodução eleitoral sem densidade popular.

Participação popular é apresentada como eixo de gestão

De acordo com o material fornecido, o PT baiano sustenta que o diferencial do PGP está na participação popular permanente. Tássio Brito afirma que o governo Jerônimo teria transformado o diálogo social em método de gestão, aproximando o Estado de demandas formuladas por prefeitos, movimentos sociais, trabalhadores, juventude e lideranças comunitárias.

A defesa do PGP também dialoga com documentos e práticas de planejamento do Governo da Bahia. A Secretaria do Planejamento já relacionou o PGP ao processo de construção do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, instrumento que organiza diretrizes, programas e metas da administração pública estadual. A Seplan informou que o PPA foi orientado por elementos como o PDI Bahia 2035, o PGP e os Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentável.

Em dezembro de 2023, o Governo da Bahia sancionou a lei do PPA Participativo 2024-2027, estruturado com 47 programas temáticos e 9 programas especiais, além de previsão de R$ 150 bilhões em investimentos no quadriênio, segundo publicação oficial da Casa Civil. A mesma fonte afirma que a Bahia vinha incorporando participação social na elaboração dos últimos quatro Planos Plurianuais.

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