Presidente do PT na Bahia rebate ACM Neto e acusa oposição de “arrogância e desespero” contra Jerônimo Rodrigues

O presidente estadual do PT na Bahia, Tássio Brito, rebateu, no sábado 06/06/2026, em Itaberaba, no território do Piemonte do Paraguaçu, declaração atribuída ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que afirmou querer “humilhar” o governador Jerônimo Rodrigues. Durante plenária territorial do Programa de Governo Participativo — PGP 2026, o dirigente petista classificou a fala do adversário como um “combo de arrogância e desespero” e afirmou que a oposição estaria reagindo à mobilização política em torno do projeto liderado pelo governador baiano.

Tássio Brito associa fala de ACM Neto ao estilo político da oposição

A manifestação ocorreu durante atividade do PGP 2026, iniciativa vinculada ao campo político governista para reunir propostas, lideranças e representantes sociais nos territórios baianos. No discurso, Tássio Brito buscou apresentar a declaração de ACM Neto como expressão de um modo de atuação política que, segundo ele, estaria associado à tradição familiar e ao histórico de poder do grupo adversário na Bahia.

“Por que falam em humilhar Jerônimo? Porque Jerônimo tem a cara do povo baiano, é um igual, filho de vaqueiro”, afirmou o presidente estadual do PT. A declaração reforçou a estratégia discursiva de associar o governador a uma trajetória popular e interiorana, em contraste com a imagem atribuída por Tássio aos adversários políticos.

O dirigente petista também criticou o que definiu como práticas simbólicas ligadas à memória política da Bahia. Ao citar mudanças de nomes de espaços públicos, Tássio mencionou o antigo nome do aeroporto de Salvador, 2 de Julho, data vinculada à Independência do Brasil na Bahia, e afirmou que adversários teriam priorizado homenagens familiares em vez de transformações administrativas concretas.

PGP 2026 é apresentado como instrumento de mobilização territorial

A plenária em Itaberaba integrou a agenda do Programa de Governo Participativo 2026, que percorre territórios de identidade da Bahia com o objetivo de coletar contribuições para a formulação de propostas. No caso do Piemonte do Paraguaçu, a atividade reuniu lideranças políticas, representantes partidários, integrantes de movimentos sociais e participantes da sociedade civil.

Segundo Tássio Brito, a presença de prefeitos, lideranças sindicais, movimentos sociais e representantes partidários nas plenárias demonstraria a capilaridade política do grupo liderado por Jerônimo Rodrigues. Para o dirigente, a força do PGP estaria vinculada ao reconhecimento de ações do governo estadual e à continuidade de um projeto iniciado em gestões anteriores do PT na Bahia.

O presidente do PT afirmou que a oposição tenta desqualificar a mobilização, mas não encontraria respaldo político suficiente nos territórios. “Não adianta a oposição desmerecer isso porque não encontra eco”, declarou, ao defender que a participação popular no programa indica fortalecimento da base governista no interior do estado.

Dirigente petista defende legado do grupo liderado por Lula e Jerônimo

Em sua fala, Tássio Brito atribuiu ao projeto político liderado pelo PT avanços em áreas como segurança alimentar, dignidade social, trabalho e educação. A declaração buscou situar a disputa estadual no contexto mais amplo do alinhamento político entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O dirigente também afirmou que Jerônimo teria realizado entregas expressivas em três anos e meio de gestão. A frase, de caráter político, foi apresentada como argumento de campanha e de mobilização partidária, não como dado comparativo independente. No contexto da plenária, a declaração serviu para reforçar a narrativa de continuidade administrativa e defesa do legado petista na Bahia.

Para Tássio, o grupo governista chega fortalecido ao ciclo eleitoral de 2026. Ele citou nomes como Jaques Wagner, Rui Costa, Otto Alencar e Geraldo Júnior, destacando que a força da chapa não estaria apenas nos personagens políticos, mas no projeto defendido por eles.

Disputa antecipa tom da eleição de 2026 na Bahia

A troca de declarações entre aliados de Jerônimo Rodrigues e ACM Neto evidencia a intensificação antecipada do ambiente eleitoral na Bahia. Embora o calendário formal das eleições de 2026 ainda imponha limites legais à campanha, as agendas públicas, entrevistas, plenárias e manifestações partidárias já funcionam como instrumentos de posicionamento político.

No campo governista, o PGP 2026 é apresentado como mecanismo de escuta popular e construção programática. Na prática, também cumpre função política ao reunir bases municipais, lideranças locais e segmentos organizados em torno da reeleição ou da continuidade do grupo no comando do Governo da Bahia.

Do lado oposicionista, a crítica à gestão estadual tende a se concentrar em áreas sensíveis para o eleitorado, como segurança pública, saúde, infraestrutura e desenvolvimento econômico. A declaração atribuída a ACM Neto, ao mencionar o desejo de “humilhar” o adversário, passou a ser explorada pelo PT como símbolo de uma postura considerada incompatível com o discurso de respeito institucional.


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