Nesta quarta-feira (24/06/2026), o Brasil entrou oficialmente na contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, marcada para ocorrer entre 24/06/2027 e 25/07/2027, em oito cidades brasileiras. O torneio, organizado pela FIFA com participação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), será a primeira edição da competição feminina realizada no país e também a primeira na América do Sul, reunindo 32 seleções, estádios usados na Copa masculina de 2014 e uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do futebol feminino, à ampliação da participação de meninas e mulheres no esporte e à projeção internacional do Brasil como sede de grandes eventos esportivos.
Brasil sediará Mundial Feminino pela primeira vez
A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 marcará um novo capítulo na história esportiva brasileira. Depois de sediar as Copas do Mundo masculinas de 1950 e 2014, o país receberá pela primeira vez o maior torneio internacional de seleções femininas de futebol.
A escolha do Brasil como sede foi definida em 17/05/2024, durante o Congresso da FIFA, realizado em Bangcoc, na Tailândia. A candidatura brasileira venceu a proposta conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda por 119 votos a 78, consolidando a primeira edição do Mundial Feminino em território sul-americano.
O torneio ocorrerá em um momento de expansão global do futebol feminino. A edição de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia, registrou crescimento de público, audiência, engajamento digital e interesse comercial, reforçando a capacidade da modalidade de atrair investimentos, ampliar sua base de torcedores e gerar impacto institucional além dos estádios.
CBF aponta expectativa de legado esportivo e social
O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que a realização do torneio no Brasil terá significado histórico para o país e poderá inspirar meninas em todas as regiões. Segundo ele, o Mundial será uma oportunidade para demonstrar a relação dos brasileiros com o futebol e destacar a força do futebol feminino nacional.
A vice-presidente da CBF, presidente da Federação Paraibana de Futebol e integrante da Comissão de Competições Femininas de Clubes da FIFA, Michelle Ramalho, destacou que os preparativos já estão em curso e que a organização do evento será determinante para a entrega de uma competição bem-sucedida.
A ex-zagueira Aline Pellegrino, gerente de competições da CBF e diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo Feminina 2027, afirmou que o torneio poderá contribuir para uma mudança cultural e social. Vice-campeã mundial com a Seleção Brasileira em 2007, ela avalia que o evento deve fortalecer bases estruturais para ampliar o acesso de meninas ao futebol.
Oito cidades brasileiras receberão jogos da Copa
A FIFA confirmou oito cidades-sede para a Copa do Mundo Feminina 2027: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Todas participaram da organização da Copa do Mundo masculina de 2014, o que reforça a experiência brasileira na realização de grandes eventos esportivos internacionais.
Os estádios escolhidos são Mineirão, em Belo Horizonte; Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília; Arena Castelão, em Fortaleza; Beira-Rio, em Porto Alegre; Arena Pernambuco, em Recife; Maracanã, no Rio de Janeiro; Arena Fonte Nova, em Salvador; e Neo Química Arena, em São Paulo.
A presença de Salvador entre as sedes dá à Bahia papel direto na organização do Mundial. A Arena Fonte Nova, localizada em uma das capitais de maior tradição cultural e turística do país, deverá integrar a estratégia de promoção do evento, reunindo esporte, mobilidade urbana, recepção de visitantes, serviços públicos e oportunidades econômicas ligadas ao turismo.
Torneio terá 32 seleções e calendário de 24 de junho a 25 de julho de 2027
A Copa do Mundo Feminina de 2027 manterá o formato com 32 seleções, modelo já adotado na edição de 2023. Até o momento indicado no material da CBF, estavam classificadas 14 equipes: Brasil, Austrália, Filipinas, Japão, Coreia do Norte, China, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Alemanha, França, Espanha e Dinamarca.
O Brasil tem vaga garantida por ser o país-sede. As demais seleções avançam por meio dos torneios classificatórios continentais, cuja definição completa seguirá o calendário internacional da FIFA e das confederações regionais.
A competição terá abertura em 24/06/2027 e final em 25/07/2027. O período concentrará partidas em diferentes regiões do país, exigindo coordenação entre FIFA, CBF, governos locais, autoridades de segurança, operadores de transporte, redes hoteleiras, setor turístico e estruturas de comunicação.
Histórico do Mundial Feminino reforça peso da competição
A Copa do Mundo Feminina da FIFA teve sua primeira edição oficial em 1991, na China. Desde então, foram realizadas nove edições, vencidas por apenas cinco seleções: Estados Unidos, com quatro títulos; Alemanha, com dois; Noruega, Japão e Espanha, com uma conquista cada.
Antes da criação oficial do Mundial, a FIFA promoveu, em 1988, o Torneio Experimental na China, com 12 seleções. O Brasil terminou em terceiro lugar, resultado que antecedeu a formalização da competição internacional feminina pela entidade.
Ao longo das edições, o torneio deixou de ser um evento de menor visibilidade para se tornar uma das principais competições do calendário esportivo global. O crescimento se reflete no aumento da audiência, na profissionalização das equipes, na valorização das atletas e no interesse comercial de patrocinadores e plataformas de transmissão.
Brasil busca título inédito após campanhas históricas
A Seleção Brasileira Feminina disputará em casa a chance de conquistar sua primeira estrela mundial. A equipe tem trajetória marcada por talento individual, pioneirismo e momentos expressivos, mas ainda não venceu a Copa do Mundo Feminina.
O melhor resultado brasileiro ocorreu em 2007, quando a Seleção foi vice-campeã mundial. O país também terminou em terceiro lugar em 1999 e chegou às quartas de final em 2003 e 2011. Em 2015 e 2019, caiu nas oitavas de final. Em 2023, foi eliminado ainda na fase de grupos.
A realização do torneio no Brasil amplia a responsabilidade esportiva da Seleção. Jogar em casa pode representar vantagem competitiva pelo apoio da torcida, mas também aumenta a pressão por desempenho, preparação emocional e consistência técnica ao longo da competição.
Marta, Formiga e a memória da Seleção Brasileira
O Brasil ocupa lugar importante na história individual da Copa do Mundo Feminina. Marta é a maior artilheira da competição, com 17 gols, superando nomes históricos como Birgit Prinz, da Alemanha, e Abby Wambach, dos Estados Unidos, ambas com 14 gols.
Outra referência brasileira é Formiga, que disputou sete edições do Mundial e soma 27 partidas na competição. Ela aparece entre as jogadoras com maior número de jogos em Copas do Mundo Femininas, atrás apenas da norte-americana Kristine Lilly, que entrou em campo 30 vezes.
Segundo levantamento apresentado pela CBF, 110 atletas já defenderam a Seleção Brasileira em Copas do Mundo ou no Torneio Experimental de 1988. Entre as que mais participaram de Mundiais estão Formiga, Marta, Cristiane e Bárbara, nomes que simbolizam diferentes fases da construção do futebol feminino brasileiro.
Campanhas do Brasil em Copas do Mundo Femininas
A trajetória brasileira no Mundial evidencia avanços, frustrações e ciclos de renovação. O país começou a competição oficial de 1991 ainda em contexto de baixa estruturação do futebol feminino, mas alcançou resultados mais expressivos a partir do fim da década de 1990.
Principais campanhas do Brasil:
- 1988 — terceiro lugar no Torneio Experimental da China;
- 1991 — eliminado na fase de grupos;
- 1995 — eliminado na fase de grupos;
- 1999 — terceiro lugar;
- 2003 — quartas de final;
- 2007 — vice-campeão;
- 2011 — quartas de final;
- 2015 — oitavas de final;
- 2019 — oitavas de final;
- 2023 — eliminado na fase de grupos.
A sequência demonstra que o Brasil chegou a figurar entre as principais forças internacionais, mas enfrentou dificuldades para manter regularidade nas fases decisivas. O ciclo até 2027 será decisivo para avaliar se a Seleção conseguirá transformar tradição técnica em competitividade sustentada.
Bahia e Salvador entram no mapa global do futebol feminino
A escolha de Salvador como uma das cidades-sede confere à Bahia participação estratégica no Mundial. A Arena Fonte Nova deverá receber partidas em um evento com grande capacidade de mobilização turística, midiática e econômica.
Para a capital baiana, o torneio poderá gerar impacto em setores como hotelaria, bares, restaurantes, transporte, segurança, serviços culturais e comércio. A experiência também exigirá planejamento público para circulação de torcedores, operação urbana, acessibilidade, comunicação oficial e integração entre diferentes órgãos.
Além da dimensão econômica, a presença do Mundial em Salvador amplia a visibilidade do futebol feminino no Nordeste. O evento poderá estimular escolinhas, projetos sociais, clubes, federações, redes de ensino e iniciativas voltadas à participação de meninas no esporte.
Legado dependerá de planejamento além do torneio
A realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil representa oportunidade institucional, mas o legado não será automático. Para produzir efeitos duradouros, o torneio precisará estar associado a políticas de formação esportiva, fortalecimento de competições femininas, melhoria de infraestrutura e ampliação de oportunidades profissionais para atletas, treinadoras, árbitras, gestoras e demais profissionais da modalidade.
O discurso da CBF aponta para um legado social e cultural, com foco em inspirar novas gerações. No entanto, a materialização desse objetivo dependerá de ações concretas antes, durante e depois da competição, especialmente em regiões onde o acesso de meninas ao futebol ainda enfrenta barreiras estruturais, culturais e econômicas.
A Copa de 2027 também colocará em teste a capacidade de articulação entre FIFA, CBF, governos estaduais, prefeituras e setor privado. A entrega do evento exigirá governança, transparência, planejamento operacional e comunicação eficiente com a sociedade.
Principais dados da competição
1. Evento
- Competição: Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.
- País-sede: Brasil.
- Ineditismo: primeira Copa do Mundo Feminina da FIFA realizada no Brasil e na América do Sul.
- Período do torneio: de 24/06/2027 a 25/07/2027.
- Número de seleções: 32 equipes.
- Contexto: o Brasil já sediou duas Copas do Mundo masculinas, em 1950 e 2014.
2. Escolha do Brasil como sede
- Data da escolha: 17/05/2024.
- Local da votação: Congresso da FIFA, em Bangcoc, na Tailândia.
- Resultado da votação: Brasil venceu por 119 votos a 78.
- Candidatura derrotada: proposta conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda.
3. Cidades-sede
- Belo Horizonte
- Brasília
- Fortaleza
- Porto Alegre
- Recife
- Rio de Janeiro
- Salvador
- São Paulo
4. Estádios confirmados
- Mineirão — Belo Horizonte.
- Arena BRB Mané Garrincha — Brasília.
- Arena Castelão — Fortaleza.
- Beira-Rio — Porto Alegre.
- Arena Pernambuco — Recife.
- Maracanã — Rio de Janeiro.
- Arena Fonte Nova — Salvador.
- Neo Química Arena — São Paulo.
5. Seleções classificadas citadas no conteúdo
- Brasil
- Austrália
- Filipinas
- Japão
- Coreia do Norte
- China
- Coreia do Sul
- Argentina
- Colômbia
- Nova Zelândia
- Alemanha
- França
- Espanha
- Dinamarca
6. Dirigentes e personagens citados
- Samir Xaud: presidente da CBF.
- Michelle Ramalho: vice-presidente da CBF, presidente da Federação Paraibana de Futebol e integrante da Comissão de Competições Femininas de Clubes da FIFA.
- Aline Pellegrino: gerente de competições da CBF e diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo Feminina 2027.
- Marta: maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina da FIFA.
- Formiga: uma das atletas com mais partidas na história do Mundial.
- Cristiane e Bárbara: entre as brasileiras com mais participações em Copas do Mundo.
7. Dados históricos da Copa do Mundo Feminina
- Primeira edição oficial: 1991, na China.
- Torneio Experimental da FIFA: 1988, também na China.
- Resultado do Brasil no Torneio Experimental de 1988: terceiro lugar.
- Seleções campeãs da Copa do Mundo Feminina:
- Estados Unidos: 4 títulos.
- Alemanha: 2 títulos.
- Noruega: 1 título.
- Japão: 1 título.
- Espanha: 1 título.
8. Recordes e marcas brasileiras
- Marta: maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina, com 17 gols.
- Formiga: disputou 27 partidas em Copas do Mundo Femininas.
- Kristine Lilly: recordista geral de partidas, com 30 jogos.
- Atletas brasileiras em Mundiais: 110 jogadoras já defenderam a Seleção Brasileira em Copas do Mundo ou no Torneio Experimental.
9. Participações brasileiras mais frequentes
- Formiga: 7 Copas do Mundo.
- Marta: 6 Copas do Mundo.
- Cristiane: 5 Copas do Mundo.
- Bárbara: 5 Copas do Mundo.
10. Campanhas do Brasil
- 1988: terceiro lugar no Torneio Experimental da China.
- 1991: eliminado na fase de grupos.
- 1995: eliminado na fase de grupos.
- 1999: terceiro lugar.
- 2003: quartas de final.
- 2007: vice-campeão.
- 2011: quartas de final.
- 2015: oitavas de final.
- 2019: oitavas de final.
- 2023: eliminado na fase de grupos.
11. Relevância esportiva
- O Brasil buscará em casa a primeira estrela mundial da Seleção Feminina.
- A melhor campanha brasileira foi o vice-campeonato de 2007.
- O Mundial de 2027 será uma oportunidade para fortalecer a transição entre tradição técnica e competitividade internacional.
12. Relevância institucional e social
- A competição é apresentada pela CBF como oportunidade de legado esportivo, cultural e social.
- O torneio poderá ampliar o acesso de meninas ao futebol.
- O evento tende a estimular investimentos em formação, estrutura, competições femininas e visibilidade da modalidade.
- A realização no Brasil deverá envolver FIFA, CBF, governos locais, federações, clubes, setor turístico, segurança pública, transporte e comunicação.
13. Relevância para Salvador e Bahia
- Salvador será uma das oito cidades-sede.
- A Arena Fonte Nova receberá partidas do Mundial.
- A Bahia terá participação direta na agenda internacional do futebol feminino.
- O evento pode gerar impactos em turismo, hotelaria, comércio, mobilidade, serviços e promoção institucional da capital baiana.
Leia +
Bahia inicia contagem regressiva para Copa do Mundo Feminina 2027 com ato no Dique do Tororó









Deixe um comentário