O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, criticou nesta terça-feira (16/06/2026) o secretário municipal da Saúde de Salvador, Rodrigo Alves, e afirmou que o auxiliar do prefeito Bruno Reis tem usado as redes sociais para fazer declarações sem compromisso com os fatos sobre a assistência pública na capital baiana. A manifestação ocorreu em meio à disputa política sobre a gestão da saúde em Salvador, com questionamentos envolvendo a maternidade municipal, a capacidade de atendimento da rede municipal e a relação entre os serviços administrados pela Prefeitura e pelo Governo do Estado.
Rosemberg Pinto afirmou que Rodrigo Alves tem feito publicações nas redes sociais para atribuir às maternidades estaduais suposta ineficiência no atendimento à população. Segundo o parlamentar, a crítica do secretário municipal não corresponde à realidade do sistema público de saúde em Salvador e desconsidera problemas estruturais da própria rede administrada pela Prefeitura.
Na avaliação do deputado, o comportamento do titular da Secretaria Municipal da Saúde revela uma estratégia política de transferência de responsabilidades. Rosemberg disse que o secretário “fala o que lhe convém” e classificou a postura como típica do bolsonarismo, mencionando a passagem de Rodrigo Alves pela superintendência do Ibama na Bahia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar também afirmou que o secretário municipal tem adotado tom de confronto nas redes sociais, mas ainda não apresentou explicações consideradas suficientes sobre a demora na inauguração da maternidade municipal, que, segundo a crítica, levou 14 anos para ser entregue e ainda não operaria com 100% de sua capacidade.
Crítica mira gestão de Bruno Reis e ACM Neto
Rosemberg Pinto atribuiu a maior responsabilidade pela situação ao prefeito Bruno Reis e ao ex-prefeito ACM Neto, liderança do União Brasil na Bahia. Para o deputado, a escolha de Rodrigo Alves para comandar a saúde municipal demonstraria uma opção administrativa inadequada para uma área de alta complexidade social, orçamentária e técnica.
O líder governista na Assembleia Legislativa afirmou que a saúde pública de Salvador exige gestão especializada, planejamento permanente, integração entre redes assistenciais e compromisso com dados verificáveis. Na interpretação do parlamentar, o debate público não pode ser reduzido a vídeos, frases de impacto ou disputas partidárias nas plataformas digitais.
A crítica ocorre em um tema sensível para a população de Salvador. A rede de saúde da capital envolve unidades municipais, serviços estaduais, maternidades, hospitais, atenção básica, urgência, emergência e regulação de pacientes. Em contextos de pressão assistencial, divergências entre Prefeitura e Governo do Estado tendem a ganhar dimensão política e eleitoral.
Questionamentos sobre a maternidade municipal
Um dos pontos centrais da manifestação de Rosemberg Pinto é a maternidade municipal de Salvador. O deputado questiona a demora de 14 anos para a inauguração da unidade e afirma que o equipamento ainda não funcionaria em plena capacidade, argumento usado para rebater declarações atribuídas ao secretário Rodrigo Alves sobre a eficiência das maternidades estaduais.
Segundo o parlamentar, não é correto sustentar que demandas da rede estadual estariam sendo absorvidas por um serviço municipal que, em sua avaliação, ainda apresenta limitações. A crítica busca deslocar o foco do debate para a capacidade real de atendimento da Prefeitura, especialmente em um setor no qual a demanda por leitos, profissionais e estrutura assistencial é permanente.
Rosemberg também sustentou que o secretário deveria explicar, de forma objetiva, o estágio de funcionamento da maternidade, os serviços efetivamente disponíveis, a capacidade instalada, o volume de atendimentos e o cronograma para eventual ampliação plena da operação. Esses dados são essenciais para que a população avalie a consistência das declarações públicas feitas por gestores.
Passagem pelo Ibama é usada como elemento político
Na manifestação, Rosemberg Pinto retomou a passagem de Rodrigo Alves pela superintendência do Ibama na Bahia durante o governo Jair Bolsonaro. O deputado citou reportagens nacionais que noticiaram controvérsias envolvendo decisões administrativas relacionadas a multas ambientais e empreendimentos de alto padrão em Salvador e no litoral norte baiano.
O parlamentar afirmou que, à época, Rodrigo Alves ganhou espaço na imprensa nacional por ter cancelado multas de infrações ambientais e liberado empreendimentos de luxo. Para Rosemberg, esse histórico reforçaria sua crítica ao perfil político e administrativo do atual secretário municipal da Saúde.









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