O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto, afirmou, na terça-feira (02/06/2026), que o ex-prefeito ACM Neto e o prefeito Bruno Reis “humilham Salvador todos os dias” ao manterem, segundo ele, problemas estruturais no transporte público, na saúde municipal, na manutenção urbana e na oferta de oportunidades à população. A declaração foi feita em resposta ao uso da palavra “humilhação” por ACM Neto no debate político baiano e amplia a disputa entre governo e oposição em torno da gestão da capital baiana e dos indicadores sociais do município.
Rosemberg associa fala de ACM Neto à realidade dos serviços públicos em Salvador
Rosemberg Pinto afirmou que ACM Neto “tem muita autoridade para falar em humilhação” porque, segundo o parlamentar, a população de Salvador convive diariamente com dificuldades atribuídas aos sucessivos governos municipais liderados pelo ex-prefeito e por seu sucessor político, Bruno Reis.
De acordo com o deputado, a população soteropolitana enfrenta problemas em áreas essenciais, como transporte público, saúde municipal, iluminação urbana, manutenção de equipamentos públicos e infraestrutura nos bairros. Para Rosemberg, essas questões têm impacto direto na rotina dos moradores, especialmente entre os que dependem dos serviços públicos municipais.
“A população de Salvador é humilhada todos os dias quando enfrenta ônibus velhos, lotados e sem ar-condicionado, quando encontra postos de saúde com estrutura insuficiente para atender a demanda, quando vê equipamentos públicos precisando de manutenção e quando volta para casa por ruas mal iluminadas”, afirmou o líder governista.
Deputado cita indicadores sociais e aponta contradição na capital baiana
O parlamentar também declarou que os problemas percebidos pela população aparecem nos indicadores sociais da capital. Segundo Rosemberg, Salvador é uma das cidades mais importantes do país, mas figura de forma recorrente em levantamentos nacionais com resultados negativos em áreas ligadas à desigualdade social.
“Salvador é uma das cidades mais importantes do Brasil, mas aparece repetidamente entre as capitais com piores indicadores sociais. Foi apontada como a pior capital do país em indicadores do Mapa das Desigualdades entre as Capitais. Estamos falando de pobreza, desemprego, desnutrição infantil, baixo PIB per capita, por exemplo. Isso não é discurso político. São números”, declarou.
O Mapa da Desigualdade entre as Capitais, elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, compara indicadores socioeconômicos das capitais brasileiras em áreas como renda, saúde, educação, moradia, saneamento, violência e meio ambiente. O levantamento passou a ser usado no debate político baiano por expor fragilidades sociais persistentes em Salvador.
Crítica mira legado de ACM Neto e gestão de Bruno Reis
Na avaliação de Rosemberg Pinto, a contradição entre a relevância econômica, histórica e política de Salvador e a realidade enfrentada por grande parte da população evidencia o que ele classificou como fracasso das administrações ligadas ao grupo de ACM Neto.
“Humilhação é uma mãe perder horas para conseguir atendimento. Humilhação é o trabalhador passar uma parte importante do seu dia dentro de um ônibus. Humilhação é o jovem crescer sem oportunidades enquanto Salvador lidera rankings que nenhuma cidade gostaria de liderar. Humilhação é uma capital com enorme potencial continuar convivendo com desigualdades tão profundas”, afirmou.
A crítica do líder governista busca transferir o eixo do debate político da retórica eleitoral para a avaliação concreta da administração municipal. Ao mencionar transporte, saúde, iluminação e desigualdade, Rosemberg procura associar a palavra “humilhação” não a uma disputa de campanha, mas às condições de vida da população que depende dos serviços municipais.
Oposição é acusada de tentar inverter o debate público
Rosemberg Pinto também afirmou que a oposição tenta inverter o debate público ao utilizar ataques políticos contra o governo estadual enquanto, segundo ele, evita responder pelos problemas acumulados em Salvador.
“Antes de falar em humilhação, ACM Neto deveria explicar por que Salvador continua acumulando problemas históricos mesmo depois de anos sob o comando do seu grupo político. Os números mostram uma cidade marcada pela pobreza, pelo desemprego e pela desigualdade. Quem governou a cidade e escolheu o sucessor tem responsabilidade sobre esse resultado”, disse.
O parlamentar sustentou que a população conhece a realidade local porque a enfrenta diariamente. Para ele, o debate não deve se limitar a estratégias de comunicação, marketing político ou redes sociais, mas precisa considerar a experiência concreta dos moradores nos bairros, nos pontos de ônibus, nas unidades de saúde e nos espaços públicos da capital.
“Os moradores de Salvador conhecem essa realidade porque vivem ela todos os dias. Não é uma discussão de marketing ou de redes sociais. É a vida concreta de quem depende do transporte público, dos serviços municipais e das oportunidades que a cidade deveria oferecer”, declarou.









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