O médico Marcelo Emerenciano, ex-prefeito de Cocos e pré-candidato a deputado federal pelo Avante, criticou nesta quinta-feira (11/06/2026) o ex-prefeito de Salvador ACM Neto após o dirigente do União Brasil defender que o Governo da Bahia compre vagas em hospitais privados para atender pacientes graves. Segundo Emerenciano, a proposta apresentada pelo adversário político já integra a política estadual de saúde, por meio da contratação de leitos na rede privada e filantrópica, em paralelo à ampliação da rede pública, à modernização de hospitais regionais e ao funcionamento das Policlínicas Regionais de Saúde.
Marcelo Emerenciano afirmou que ACM Neto “age de má-fé ou é desinformado” ao tratar da compra de leitos hospitalares como se fosse uma proposta inédita para enfrentar dificuldades na assistência a pacientes graves. A declaração foi feita em reação à defesa, pelo ex-prefeito de Salvador, de maior utilização da rede privada para ampliar o atendimento no sistema estadual.
De acordo com o médico e ex-prefeito de Cocos, a contratação de vagas hospitalares em unidades privadas e filantrópicas já ocorre na Bahia há anos. Ele citou, como dado central, a existência de mais de 3.770 leitos contratados em toda a Bahia desde 2023, número apresentado como parte da estratégia de apoio à rede assistencial.
“O Governo do Estado já compra leitos na rede privada e filantrópica. São mais de 3.770 em toda a Bahia desde 2023”, afirmou Marcelo Emerenciano, ao sustentar que a fala de ACM Neto demonstraria desconhecimento sobre a estrutura de atendimento existente no estado.
Debate ocorre em meio à disputa política sobre filas, regulação e regionalização da assistência
A crítica de Marcelo Emerenciano ocorre em um contexto de intensificação do debate político sobre a saúde pública baiana, especialmente em relação à regulação de pacientes, à oferta de leitos e à capacidade do Estado de garantir atendimento oportuno em casos de maior gravidade.
ACM Neto tem utilizado a área da saúde como uma das principais frentes de crítica à gestão estadual. Ao defender a compra de vagas em hospitais privados, o ex-prefeito busca associar a proposta à necessidade de resposta imediata para pacientes que aguardam transferência ou atendimento especializado.
Emerenciano, por sua vez, argumenta que a formulação apresentada pelo adversário político desconsidera medidas já adotadas pelo Governo da Bahia. Para ele, a discussão não deve se limitar à contratação complementar de leitos, mas considerar o conjunto de investimentos públicos realizados para descentralizar a assistência e reduzir a dependência histórica da capital.
Ex-prefeito de Cocos defende expansão da rede pública e hospitais regionais
Além da contratação de leitos na rede privada e filantrópica, Marcelo Emerenciano destacou a ampliação da rede própria estadual. Segundo ele, o Governo da Bahia teria incorporado mais de 2 mil leitos à estrutura pública, ao mesmo tempo em que avançou na construção, ampliação e modernização de hospitais regionais.
O médico também citou as Policlínicas Regionais de Saúde como parte da política de interiorização da assistência. O modelo, implantado por meio de consórcios interfederativos, tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas, exames e especialidades médicas fora dos grandes centros urbanos.
Na avaliação de Emerenciano, essa estratégia teria contribuído para reduzir a necessidade de deslocamentos longos em busca de atendimento em Salvador. Ele afirmou que, nos governos Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, a saúde baiana avançou de forma consistente na regionalização dos serviços.
Declaração reforça defesa da continuidade administrativa
Marcelo Emerenciano associou os investimentos atuais a uma linha de continuidade administrativa iniciada em gestões anteriores do PT na Bahia. O argumento central é que a política estadual de saúde teria passado por um processo gradual de expansão, com reforço à rede própria e contratação complementar de serviços.
“Desde os governos Wagner e Rui, e agora com Jerônimo, a saúde da Bahia avançou de forma consistente. Acabou aquela realidade de pacientes viajando centenas de quilômetros e ambulâncias lotando as estradas em busca de atendimento na capital”, declarou.
Na sequência, o pré-candidato afirmou que há diferença entre quem executa políticas públicas e quem apenas critica a gestão.
“Tem quem trabalha, entrega e amplia serviços. E tem quem aparece apenas para criticar sem conhecer a realidade. Neto fala muito e, infelizmente, fala muita besteira”, concluiu.









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