Na segunda-feira, 15/06/2026, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, autorizou, na Governadoria, em Salvador, o início das obras da etapa onshore, em terra, da Ponte Salvador–Itaparica, com intervenções previstas no município de Vera Cruz e participação do vice-governador Geraldo Júnior, de representantes do consórcio formado por empresas chinesas, da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste e da Superintendência do Patrimônio da União na Bahia. A medida marca uma nova fase do maior projeto de infraestrutura em execução no estado, com impacto previsto na mobilidade regional, na logística, no turismo, na geração de empregos e na integração econômica entre Salvador, Ilha de Itaparica, Baixo Sul e outras regiões baianas.
Governo da Bahia autoriza nova etapa da Ponte Salvador–Itaparica
A autorização assinada pelo governador contempla as intervenções terrestres do projeto em Vera Cruz e inclui a Portaria de Autorização de Obras em Área da União, abrangendo mais de 35 mil m² de terrenos. Essa etapa permitirá a implantação de uma plataforma linear provisória, estrutura considerada estratégica para dar suporte logístico à construção e viabilizar as fases seguintes da obra.
Durante o ato, Jerônimo Rodrigues classificou a autorização como um “marco histórico” para a Bahia. Segundo o chefe do Executivo estadual, o empreendimento deverá transformar a realidade socioeconômica do estado, com geração de emprego, ampliação da renda e redução de distâncias para a população que depende de deslocamentos diários entre a capital, a ilha e municípios do entorno.
A etapa em terra é considerada decisiva porque antecede a fase mais visível da implantação da ponte sobre a Baía de Todos-os-Santos. Segundo o titular da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste, Mateus Dias, essa era uma das últimas autorizações necessárias para o início da fase executiva. O secretário afirmou que a cravação da primeira estaca do primeiro pilar está prevista para julho de 2026.
Cessão de áreas da União viabiliza avanço do empreendimento
A autorização envolve áreas sob domínio da União e integra o conjunto de medidas necessárias para garantir segurança jurídica e administrativa ao projeto. De acordo com o superintendente do Patrimônio da União na Bahia, Otávio Freire, a fase faz parte da cessão de condições especiais de áreas localizadas em Salvador, na Ilha de Itaparica e em Vera Cruz.
Além das áreas terrestres, o processo inclui o chamado espelho d’água, correspondente ao trajeto da ponte sobre a Baía de Todos-os-Santos. Segundo Freire, a cessão desse patrimônio ao Estado da Bahia foi aprovada, permitindo a continuidade das providências voltadas à implantação do sistema viário.
A presença da SPU na etapa reforça a dimensão institucional do projeto. Obras desse porte dependem não apenas de execução técnica, mas também de licenciamento, autorizações patrimoniais, articulação federativa e definição precisa das áreas necessárias à implantação da infraestrutura.
Prefeitos de Vera Cruz e Itaparica acompanham autorização
O evento contou com a presença dos prefeitos Igor Pinho, de Vera Cruz, e José Elias das Virgens, de Itaparica, acompanhados de comitivas municipais. As administrações locais demonstram expectativa de que a ponte gere mudanças relevantes na infraestrutura urbana, na circulação de pessoas e mercadorias, no turismo e na atividade econômica da região.
Para os municípios diretamente envolvidos, a obra representa uma alteração estrutural na forma de conexão com Salvador e com outras áreas do estado. A expectativa é de que a nova ligação reduza o isolamento relativo da Ilha de Itaparica, amplie a atratividade turística e pressione as gestões municipais a planejarem ordenamento urbano, mobilidade, serviços públicos e uso do solo.
A presença dos gestores municipais também evidencia que o empreendimento ultrapassa a dimensão rodoviária. A ponte tende a produzir impactos administrativos, fundiários, ambientais, imobiliários e sociais, exigindo planejamento público consistente para que os benefícios econômicos não sejam acompanhados por desorganização urbana ou agravamento de desigualdades locais.
Estrutura da Ponte Salvador–Itaparica
A Ponte Salvador–Itaparica terá 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos e é apresentada pelo Governo da Bahia como a maior ponte da América Latina. O projeto integra o Sistema Rodoviário Salvador–Itaparica, apontado como um dos maiores investimentos em infraestrutura do país.
Além da ponte, o sistema prevê 4,4 quilômetros de vias estruturadas em Salvador, uma via expressa de 22 quilômetros na Ilha de Itaparica e a duplicação de 8 quilômetros da BA-001, no trecho entre Tairu e a Ponte do Funil. O conjunto das intervenções busca reorganizar a conexão entre a capital baiana, a Ilha de Itaparica e o interior do estado.
A nova infraestrutura deverá fortalecer a logística regional, reduzir o tempo de deslocamento e ampliar a integração econômica de áreas historicamente dependentes de travessias marítimas e trajetos rodoviários mais longos. Com o início das obras em terra, a população passa a acompanhar uma etapa concreta de implantação de um projeto debatido há anos na Bahia.
Impactos esperados na mobilidade, turismo e economia
A Ponte Salvador–Itaparica é planejada como uma ligação estratégica entre Salvador, a Ilha de Itaparica, o Baixo Sul e outras regiões baianas. A expectativa do Governo do Estado é que a obra reduza significativamente o tempo de deslocamento, favoreça o transporte de pessoas e mercadorias e aumente a competitividade logística da Bahia.
No campo econômico, o empreendimento pode ampliar a geração de empregos diretos e indiretos durante a execução das obras e estimular novas oportunidades em turismo, comércio, serviços, construção civil e atividades ligadas à cadeia logística. Municípios da ilha e do entorno poderão experimentar aumento da circulação de visitantes, expansão de investimentos e valorização de áreas urbanas.

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