O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), reagiu neste sábado (06/06/2026), em Itaberaba, à declaração recente de ACM Neto (União Brasil), que afirmou pretender “humilhar” o petista no debate político. Antes da plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 no território do Piemonte do Paraguaçu, Jerônimo defendeu que a disputa eleitoral deve respeitar limites institucionais, regras democráticas e compromisso com a população baiana.
A manifestação ocorreu em um momento de acirramento antecipado da disputa pelo Governo da Bahia em 2026. Jerônimo Rodrigues foi questionado sobre a declaração de ACM Neto e respondeu associando o episódio à necessidade de preservar o respeito no ambiente político, mesmo em contexto de oposição, divergência programática e embate eleitoral.
“Você imagina uma pessoa que quer se candidatar, quer ser governador para humilhar as pessoas? O papel dele é esse? Eu quero me eleger só para humilhar as pessoas?”, questionou o governador, ao criticar o tom adotado pelo adversário político.
A fala de Jerônimo buscou deslocar o debate da esfera pessoal para o campo institucional. Segundo o petista, a política deve ser conduzida com regras, limites e responsabilidade pública, sem transformar a disputa eleitoral em espaço de agressão pessoal ou desqualificação do oponente.
“A política também tem um tatame de respeito”, afirma Jerônimo
Ao comentar a declaração de ACM Neto, Jerônimo utilizou uma metáfora esportiva para defender que até ambientes de confronto possuem normas. O governador citou modalidades como boxe, caratê e judô para argumentar que a disputa política, assim como uma luta, não pode prescindir de regras.
“É igual a uma luta de boxe, uma luta de caratê, uma luta de judô, tem regras. O senhor não pode sair descumprindo regras só porque é uma luta. Não dá para matar uma pessoa, humilhar uma pessoa em um tatame. A política também tem um tatame de respeito. E mesmo a oposição merece o respeito”, afirmou.
A declaração reforça uma tentativa de Jerônimo de enquadrar o episódio como discussão sobre ética política, convivência democrática e limites do discurso eleitoral. Ao mencionar que “mesmo a oposição merece respeito”, o governador buscou apresentar a crítica não apenas como defesa pessoal, mas como princípio aplicável ao conjunto da vida pública.









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