O engenheiro civil João Vianey Marval Silva, conhecido como João Vianey, consolidou trajetória técnica ligada à infraestrutura urbana e rodoviária antes de assumir posição de destaque na gestão municipal de Feira de Santana. À frente da Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA) desde 2021, ele passou a atuar diretamente em obras de pavimentação, drenagem, manutenção viária, estradas vicinais, praças, lagoas urbanas, mobilidade e intervenções estruturantes. Em 2026, sua projeção administrativa aumentou com a aprovação, pela Câmara Municipal, do projeto encaminhado pelo Executivo que transforma a SOMA em Secretaria Municipal de Infraestrutura.
Natural de Salvador, João Vianey tem 41 anos, mas reside em Feira de Santana desde os 7 anos de idade. Sua trajetória pessoal está diretamente vinculada ao município, onde também viveu na sede do distrito de Maria Quitéria, experiência que reforça sua relação com a realidade urbana, rural e distrital feirense. Divorciado, é pai de três filhos: Paulo, de 14 anos; João, de 12; e Davi, de 3 anos.
Formação técnica e início da carreira
João Vianey é engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em 2008 e especialista em Pavimentação Rodoviária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), formação concluída em 2012. A base acadêmica orientou sua atuação profissional em obras de infraestrutura, mobilidade, conservação viária, drenagem e pavimentação.
Além da formação técnica, iniciou uma especialização em Gestão Pública, também pela UFBA, embora não tenha concluído o curso. Segundo o próprio gestor, o contato com esse campo de estudo, somado à experiência prática acumulada na administração municipal, contribuiu para ampliar sua compreensão sobre planejamento, execução de políticas públicas, gestão de equipes, definição de prioridades, rotina operacional e funcionamento da máquina pública.
Após a graduação, atuou entre 2008 e 2010 na supervisão de obras de recuperação de rodovias da malha estadual. Nesse período, passou a lidar diretamente com serviços de recomposição de pavimento, conservação de trechos rodoviários, fiscalização de intervenções e acompanhamento técnico de obras em vias públicas.
Entre 2010 e 2015, integrou a gestão da infraestrutura da concessão das rodovias BR-324 e BR-116, dois dos principais corredores logísticos da Bahia. A BR-324 conecta Salvador a Feira de Santana, enquanto a BR-116 exerce papel de eixo nacional de integração entre o Nordeste, o Sudeste e o Sul do país. A experiência conferiu a Vianey conhecimento técnico vinculado ao transporte de pessoas, mercadorias e serviços essenciais.
Atuação no BRT e presença em obras de mobilidade urbana
A experiência de João Vianey na infraestrutura municipal ganhou projeção com sua atuação na supervisão de obras do Bus Rapid Transit (BRT) de Feira de Santana, entre 2015 e 2020. O sistema de mobilidade urbana, marcado por intervenções viárias, túneis, corredores e ajustes no trânsito, tornou-se uma das principais obras públicas da cidade naquele período.
Em 2017, o Jornal Grande Bahia registrou a participação de João Vianey como engenheiro responsável pelas obras dos túneis construídos pela administração municipal. Na ocasião, ao comentar falhas em placas de acabamento do túnel da Avenida Maria Quitéria, ele explicou que os elementos deslocados não tinham função estrutural, mas estética, e que o sistema de travamento não oferecia risco à estrutura nem aos usuários.
Esse episódio revelou uma característica central de sua atuação pública: a comunicação técnica em situações de cobrança social. Em obras urbanas complexas, especialmente aquelas que alteram o cotidiano do trânsito, o gestor técnico precisa explicar riscos, prazos, reparos e impactos com clareza. No caso do túnel da Avenida Maria Quitéria, a resposta pública buscou separar falha de acabamento de risco estrutural, distinção essencial em engenharia civil.
Entrada no primeiro escalão operacional da Prefeitura
Em 7 de janeiro de 2021, João Vianey foi nomeado pelo então prefeito Colbert Martins Filho para comandar a Superintendência Municipal de Manutenção e Operações, substituindo José Pinheiro. A nomeação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Município, segundo registro do Jornal Grande Bahia.
À época, Vianey afirmou que havia sido convidado após atuar na coordenação do gerenciamento das obras do BRT e que sua missão inicial seria compreender a estrutura disponível, avaliar recursos e definir prioridades para manutenção urbana e rural. Ele descreveu a superintendência como responsável por serviços de manutenção urbana, estradas, limpeza de aguadas, microdrenagem, recomposição de meio-fio e operações tapa-buraco.
Na mesma entrevista, o engenheiro ressaltou que o pavimento urbano possui vida útil limitada e que o período chuvoso agrava a deterioração das vias por causa da infiltração de água. A declaração sintetiza uma visão técnica recorrente em sua trajetória: infraestrutura não se resume à execução de obras novas, mas exige manutenção permanente, planejamento preventivo e capacidade operacional para reduzir impactos sobre a população. (
Gestão da SOMA e rotina de obras públicas
À frente da SOMA, João Vianey passou a aparecer em agendas relacionadas a pavimentação, drenagem, manutenção de ruas, recuperação de lagoas, revitalização de espaços públicos e acompanhamento de intervenções urbanas. Em 2022, por exemplo, o Jornal Grande Bahia registrou sua explicação sobre a aplicação de pavimento em concreto na Avenida Tomé de Souza, com construção de passagens molhadas para melhorar o escoamento das águas pluviais e preservar a estrutura do piso.
O gestor avalia que os cerca de cinco anos de atuação na Superintendência representaram um período de grande aprendizado sobre a gestão pública municipal. A experiência envolveu contato direto com demandas de bairros, distritos, vias estruturantes, sistemas de drenagem, manutenção urbana, recuperação de pavimento, praças, lagoas, estradas vicinais, limpeza de aguadas, recomposição de meio-fio e serviços de resposta rápida, como operações tapa-buraco.
João Vianey também destaca a convivência com quadros experientes da administração municipal, especialmente o secretário Carlos Brito, a quem atribui papel de aconselhamento e orientação ao longo de sua trajetória no serviço público. Esse processo contribuiu para aproximar sua formação técnica das exigências administrativas de uma cidade em expansão territorial, com demandas crescentes por infraestrutura urbana e rural.
Em 2025, no início do quinto mandato do prefeito José Ronaldo de Carvalho, João Vianey foi mantido entre os nomes indicados para compor a estrutura de governo, novamente como superintendente de Operações e Manutenção. O Jornal Grande Bahia o incluiu na lista dos primeiros nomeados pelo Executivo municipal.
No mesmo ano, ele acompanhou o prefeito em visita técnica à Avenida Artêmia Pires, quando foram avaliadas condições para a duplicação total da via. Segundo o registro do Jornal Grande Bahia, a inspeção indicou que cerca de 90% a 92% da extensão apresentava condições para receber pista dupla, enquanto aproximadamente 8% exigia análise técnica adicional.
Lagoas, drenagem e requalificação urbana
Nos últimos anos, a atuação de João Vianey também passou a se relacionar com intervenções em áreas ambientais urbanas, especialmente lagoas e canais de drenagem. Em 2025, decreto municipal publicado no Diário Oficial citou João Vianey como superintendente de Operações e Manutenção da SOMA, em contexto de organização de comissões técnicas de fiscalização para obras de construção e reforma no município.
Em 2026, ele atuou na urbanização da Lagoa do Papagaio, intervenção que prevê drenagem, limpeza, regularização de terreno, pavimentação, calçadas, ciclovias, barreiras de proteção e equipamentos de lazer. Segundo reportagens, Vianey afirmou que a rede de drenagem já executada atendia áreas críticas, como a Rua dos Franceses e a Fagundes Filho.
O Jornal Grande Bahia também passou a reunir publicações recentes sob a tag João Vianey, com registros sobre requalificação da Lagoa do Papagaio, estudos para revitalização da Lagoa da Pindoba, pavimentação, iluminação e intervenções em bairros e distritos. Esse conjunto de publicações indica que sua atuação pública está associada, sobretudo, à infraestrutura de proximidade: ruas, drenagem, praças, lagoas, mobilidade e manutenção cotidiana da cidade.
Da SOMA à Secretaria Municipal de Infraestrutura
A mudança institucional mais relevante para o perfil público de João Vianey ocorreu em 2 de junho de 2026, quando a Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou, em segunda votação, o projeto encaminhado pelo Executivo para elevar a SOMA à condição de Secretaria Municipal de Infraestrutura. A próxima etapa indicada pela Prefeitura é a sanção do projeto pelo prefeito José Ronaldo e a publicação no Diário Oficial do Município.
Segundo a Prefeitura, a nova secretaria deverá ter orçamento próprio e assumir atribuições já exercidas pela SOMA, como pavimentação, manutenção de ruas e avenidas, recuperação do pavimento, patrolamento de estradas vicinais, drenagem e revitalização de praças. A elevação do órgão foi apresentada como antigo desejo do prefeito José Ronaldo, sob o argumento de que Feira de Santana necessita de estrutura mais robusta para enfrentar problemas de infraestrutura na sede e nos distritos.
O comunicado da PMFS registra que a titularidade da SOMA é exercida pelo engenheiro João Vianey. A alteração administrativa, portanto, projeta seu nome para um patamar superior na estrutura municipal, embora a efetiva configuração da nova secretaria dependa da sanção, da publicação oficial e da regulamentação administrativa subsequente.
Na prática, a criação da Secretaria Municipal de Infraestrutura sinaliza uma tentativa de reorganizar uma área que opera sob pressão permanente. Feira de Santana enfrenta demandas acumuladas em pavimentação, drenagem, conservação de vias, requalificação de espaços públicos, manutenção de estradas vicinais e recuperação de equipamentos urbanos. Ao ganhar orçamento próprio e status de secretaria, a estrutura passa a ter maior autonomia administrativa e maior capacidade de planejamento.
Drenagem e pavimentação são apontadas como principais demandas de Feira de Santana
Ao tratar dos principais desafios da nova estrutura de infraestrutura municipal, João Vianey afirma que as demandas mais urgentes de Feira de Santana estão concentradas em drenagem e pavimentação, duas áreas diretamente relacionadas ao crescimento urbano, à mobilidade e à qualidade de vida da população.
Segundo o gestor, ainda existem regiões do município com problemas recorrentes de escoamento de águas pluviais, exigindo projetos técnicos detalhados e investimentos elevados.
“As demandas mais latentes se referem a drenagem e pavimentação. Temos regiões no município que ainda têm problemas sérios e recorrentes de drenagem, que demandam projetos detalhados e elevados investimentos”, afirmou João Vianey.
O secretário destaca que, com os empréstimos aprovados para o município, a Prefeitura já iniciou a mobilização para intervenções em áreas consideradas prioritárias, entre elas Campo Limpo e Baraúnas. Paralelamente, a equipe técnica detalha estudos voltados ao plano de manejo e drenagem de águas pluviais em outros bairros, como Panorama e Conceição.
“Com os empréstimos que foram aprovados, já estamos mobilizados para intervir no Campo Limpo e Baraúnas e detalhando os estudos do plano de manejo e drenagem de águas pluviais em outros bairros, como Panorama e Conceição”, declarou.
Crescimento urbano amplia demanda por pavimentação
Além da drenagem, João Vianey aponta a pavimentação como uma das frentes mais relevantes para a Secretaria Municipal de Infraestrutura. Segundo ele, Feira de Santana enfrenta dois desafios simultâneos: a expansão horizontal da cidade, que aumenta a necessidade de pavimentação de novas vias e estradas vicinais, e o envelhecimento dos pavimentos já existentes.
“Com relação à pavimentação, além do crescimento horizontal, que gera uma demanda de pavimentação de estradas vicinais, temos a necessidade de manutenção dos pavimentos que já se encontram envelhecidos”, explicou João Vianey.
A avaliação indica que a infraestrutura municipal não se limita à abertura de novas frentes de obras. O planejamento também precisa contemplar a manutenção permanente da malha viária existente, especialmente em áreas onde o pavimento já apresenta desgaste provocado pelo tempo, pelo tráfego intenso e pela ação das chuvas.
Missão da Secretaria de Infraestrutura
João Vianey define a missão da nova estrutura como a execução e manutenção da infraestrutura urbana e rural de Feira de Santana, com foco em desenvolvimento, mobilidade e melhoria das condições de vida da população.
“A missão é executar e manter a infraestrutura urbana e rural do município, promovendo desenvolvimento, mobilidade e qualidade de vida para a população, com eficiência, transparência e compromisso ao interesse público”, afirmou.
A declaração sintetiza o papel institucional da Secretaria Municipal de Infraestrutura no novo desenho administrativo da Prefeitura. A pasta passa a concentrar uma agenda ampla, que envolve pavimentação, drenagem, conservação de vias, estradas vicinais, manutenção urbana, recuperação de espaços públicos e intervenções estruturantes em bairros e distritos.
A fala de João Vianey também reforça que a infraestrutura deve ser tratada como política pública contínua, e não apenas como execução pontual de obras. Em uma cidade de crescimento acelerado como Feira de Santana, a combinação entre planejamento técnico, orçamento, capacidade operacional e transparência será decisiva para enfrentar problemas históricos e reduzir passivos acumulados na sede e na zona rural.
Avaliação sobre José Ronaldo e o modelo de gestão
Ao avaliar o perfil administrativo do prefeito José Ronaldo de Carvalho, João Vianey afirma que a gestão municipal é eficiente, participativa e focada em ações estruturantes em diferentes áreas. Na avaliação do gestor, a infraestrutura ocupa posição central nesse modelo por reunir obras de impacto direto sobre mobilidade, drenagem, pavimentação, conservação urbana, recuperação ambiental, manutenção de espaços públicos e qualidade de vida.
Segundo Vianey, as gestões anteriores de José Ronaldo foram marcadas por grandes investimentos em infraestrutura, que contribuíram para transformar Feira de Santana e sustentar indicadores de desenvolvimento consolidados ao longo dos anos. Ele afirma que o atual governo mantém essa linha administrativa, com previsão de novos investimentos, especialmente em drenagem, recuperação de lagoas e pavimentação.
Perfil profissional e inserção comunitária
O perfil de João Vianey é marcado por uma trajetória essencialmente técnica. Diferentemente de gestores que chegam à infraestrutura por trajetória predominantemente política, ele construiu carreira em áreas diretamente relacionadas à engenharia civil, à pavimentação rodoviária, à mobilidade urbana e à manutenção viária.
Sua formação em engenharia pela UEFS, a especialização em pavimentação pela UFBA, a experiência em rodovias estaduais, concessões federais, BRT e manutenção municipal formam uma linha profissional coerente. O eixo dessa trajetória é a infraestrutura como campo de execução prática, em que decisões de projeto, drenagem, conservação e fiscalização têm impacto direto na circulação urbana e na qualidade de vida.
Ao mesmo tempo, sua história pessoal reforça a inserção local. Embora tenha nascido em Salvador, João Vianey cresceu em Feira de Santana, viveu no distrito de Maria Quitéria e constituiu vínculos familiares no município. Essa combinação entre formação técnica, experiência operacional e pertencimento territorial ajuda a explicar sua projeção no atual momento administrativo.
Em Feira de Santana, essa trajetória se conecta a um desafio histórico: uma cidade em expansão territorial, com crescimento urbano acelerado, forte fluxo de veículos, pressão sobre vias estruturantes, demandas reprimidas de pavimentação em bairros e distritos, além de problemas recorrentes de drenagem em períodos chuvosos.
A infraestrutura, nesse contexto, não é apenas uma área operacional. Trata-se de um eixo de ordenamento urbano, desenvolvimento econômico, mobilidade, segurança viária e qualidade de vida. A ausência de manutenção regular compromete vias, amplia custos futuros e atinge diretamente a população. Por isso, a elevação da SOMA à condição de secretaria tende a ampliar a cobrança pública sobre resultados, prazos, planejamento e capacidade de execução.
Com a nova estrutura, João Vianey passa a ocupar posição ainda mais relevante na administração municipal. O engenheiro reúne formação técnica, experiência em obras rodoviárias e urbanas, vivência no serviço público municipal e vínculo pessoal com a cidade desde a infância. A combinação desses elementos sustenta sua projeção como um dos nomes centrais da gestão José Ronaldo na condução de obras de pavimentação, drenagem, recuperação de lagoas, manutenção urbana e intervenções estruturantes.







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