Nesta segunda-feira, 13/07/2026, a Copa do Mundo da FIFA 2026 entra na semana decisiva com quatro campeãs mundiais na disputa pelas duas vagas na final: França e Espanha se enfrentam na terça-feira (14), no Estádio de Dallas, enquanto Inglaterra e Argentina jogam na quarta-feira (15), no Estádio de Atlanta. As partidas estão previstas para as 16h, pelo horário de Brasília, e reúnem seleções invictas, algumas das principais estrelas do futebol internacional e dois confrontos carregados de antecedentes esportivos.
Semifinais reúnem quatro seleções entre as favoritas ao título
A fase semifinal coloca frente a frente quatro equipes que chegaram à etapa decisiva por caminhos distintos, mas sustentadas por números expressivos. A França venceu as seis partidas que disputou; a Espanha acumulou cinco vitórias e um empate; a Inglaterra também soma cinco triunfos e uma igualdade; e a Argentina mantém 100% de aproveitamento, apesar das dificuldades encontradas nas fases eliminatórias.
Além da disputa pelo título, o torneio concentra uma corrida individual de alcance histórico. Lionel Messi e Kylian Mbappé, com oito gols cada, dividem a liderança da artilharia. Harry Kane e Jude Bellingham, ambos com seis gols, aparecem entre os principais responsáveis pela campanha inglesa.
A final será disputada no domingo, 19/07/2026, no Estádio de Nova York/Nova Jersey. O vencedor de França x Espanha enfrentará quem avançar no duelo entre Inglaterra e Argentina.
França x Espanha opõe eficiência ofensiva e controle territorial
França e Espanha disputarão, em Dallas, o 39º confronto da história entre as duas seleções. O retrospecto geral favorece a equipe espanhola, que venceu 18 dos 38 encontros anteriores, contra 13 triunfos franceses e sete empates.
Apesar da vantagem espanhola no conjunto dos confrontos, a França possui histórico relevante em partidas oficiais. O único duelo anterior entre as seleções em Copas do Mundo ocorreu nas oitavas de final de 2006, quando os franceses venceram por 3 a 1, com gols de Franck Ribéry, Patrick Vieira e Zinedine Zidane.
A Espanha, entretanto, levou vantagem nos dois encontros competitivos mais recentes. A equipe eliminou a França na semifinal da Eurocopa de 2024, por 2 a 1, e voltou a superar o adversário na semifinal da Liga das Nações de 2025, em uma partida de nove gols, vencida por 5 a 4.
França tenta alcançar a terceira final consecutiva
A seleção francesa chega à semifinal com a única campanha perfeita entre as equipes europeias. Foram seis vitórias em seis jogos, com 16 gols marcados e apenas dois sofridos. O time também não foi vazado nas três partidas eliminatórias disputadas até aqui.
Nas quartas de final, a França derrotou o Marrocos por 2 a 0. Mbappé marcou o primeiro gol, após desperdiçar uma cobrança de pênalti, e participou da construção da jogada que resultou no segundo, anotado por Ousmane Dembélé.
Caso avance, a equipe disputará sua quinta final de Copa do Mundo, depois das decisões de 1998, 2006, 2018 e 2022. A classificação também colocaria os franceses em um grupo restrito: somente Brasil e Alemanha conseguiram chegar a três finais consecutivas do Mundial.
A Alemanha alcançou a decisão em 1982, 1986 e 1990. O Brasil repetiu a sequência em 1994, 1998 e 2002. A França tenta agora completar a série formada pelas campanhas de 2018, 2022 e 2026.
Mbappé pode assumir novo recorde francês
Kylian Mbappé é o principal nome ofensivo da seleção comandada por Didier Deschamps. Com oito gols em 2026, o atacante chegou a 20 gols em Copas do Mundo, apenas um atrás de Messi na classificação histórica do torneio.
O francês marcou quatro vezes em 2018, oito em 2022 e oito na atual edição. Aos 27 anos, tornou-se o jogador mais jovem a alcançar 20 partidas em Mundiais.
A semifinal será sua 21ª partida em Copas do Mundo. Com isso, Mbappé ultrapassará Hugo Lloris e se tornará o francês com mais jogos disputados na competição.
Além dos 20 gols, o atacante acumula cinco assistências em Mundiais. Sua capacidade de acelerar transições, atacar espaços e decidir em confrontos eliminatórios representa o principal desafio para a defesa espanhola.
Espanha sustenta invencibilidade e melhor defesa
A Espanha também chega invicta à semifinal, com cinco vitórias e um empate. A equipe marcou 15 gols e sofreu apenas um, apresentando uma das defesas mais eficientes da competição.
O primeiro gol sofrido ocorreu nas quartas de final, na vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica. Fabián Ruiz abriu o placar, Charles De Ketelaere empatou e Mikel Merino marcou o gol da classificação aos 43 minutos do segundo tempo.
A campanha ampliou para 36 partidas a sequência espanhola sem derrotas em todas as competições. A marca igualou a série obtida pela Argentina entre 2019 e 2022 e deixou a Espanha a um jogo do recorde de 37 partidas da Itália.
A última derrota espanhola ocorreu diante da Colômbia, antes da Eurocopa de 2024. Desde então, a seleção conquistou o título europeu, venceu a Liga das Nações e chegou à semifinal da Copa do Mundo.
Posse de bola organiza o modelo espanhol
A seleção dirigida por Luis de la Fuente mantém como característica central o controle da posse de bola, mas apresenta um modelo mais vertical do que aquele utilizado pela geração campeã mundial em 2010.
A Espanha liderou a fase de grupos em volume de passes, com 2.191 tentativas e 2.013 acertos nas três primeiras partidas. O domínio territorial permanece como uma de suas principais ferramentas para reduzir o tempo de ataque dos adversários e controlar o ritmo do jogo.
Rodri exerce função central na circulação da bola e na proteção defensiva. Lamine Yamal oferece amplitude, drible e criação pelo lado direito, enquanto jogadores como Pedri, Fabián Ruiz, Mikel Merino e Mikel Oyarzabal ampliam as alternativas no meio-campo e no ataque.
A solidez espanhola também depende do goleiro Unai Simón, que estabeleceu durante o torneio uma nova sequência recorde sem sofrer gols em Copas do Mundo.
Inglaterra x Argentina reedita uma das rivalidades mais simbólicas das Copas
A segunda semifinal será realizada em Atlanta e reunirá duas seleções ligadas por uma das rivalidades mais reconhecidas do futebol internacional. Inglaterra e Argentina disputarão o 15º encontro registrado e o sexto em Copas do Mundo.
O retrospecto geral favorece a Inglaterra, com seis vitórias. As bases estatísticas divergem sobre a quantidade de triunfos argentinos porque um amistoso disputado em 1953 foi interrompido e recebe classificações distintas: algumas fontes o registram como vitória argentina, enquanto outras o separam dos jogos concluídos. Cinco encontros terminaram empatados.
Nos Mundiais, as equipes se enfrentaram em 1962, 1966, 1986, 1998 e 2002. A Inglaterra venceu três desses jogos; a Argentina ganhou em 1986; e o confronto de 1998 terminou empatado antes da classificação argentina nos pênaltis.
Maradona, Beckham e os capítulos de uma rivalidade histórica
O confronto de 1966, pelas quartas de final, terminou com vitória inglesa por 1 a 0 e ficou marcado pela expulsão do capitão argentino Antonio Rattín. A Inglaterra avançou e conquistou naquela edição seu único título mundial.
Em 1986, nas quartas de final disputadas no México, Diego Maradona marcou dois dos gols mais conhecidos da história do futebol. O primeiro, anotado com a mão, ficou conhecido como “La Mano de Dios”. O segundo, após superar vários adversários desde o campo defensivo, recebeu posteriormente o reconhecimento de “Gol do Século”.
A Argentina venceu por 2 a 1, eliminou os ingleses e conquistou o título mundial.
Em 1998, as seleções empataram por 2 a 2 nas oitavas de final. A partida teve a expulsão de David Beckham, e a Argentina avançou nos pênaltis.
Quatro anos depois, na Copa de 2002, Beckham marcou de pênalti o gol da vitória inglesa por 1 a 0. Desde então, os países se enfrentaram apenas uma vez, em um amistoso disputado em 2005 e vencido pela Inglaterra por 3 a 2.
Inglaterra tenta retornar à final após 60 anos
A Inglaterra chega à semifinal com cinco vitórias e um empate. A equipe marcou 13 gols e busca disputar sua segunda final de Copa do Mundo, exatamente 60 anos depois do título conquistado em Londres, em 1966.
O time comandado pelo alemão Thomas Tuchel eliminou República Democrática do Congo, México e Noruega nas fases de mata-mata. A classificação mais recente ocorreu com uma vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, após prorrogação.
Jude Bellingham marcou os dois gols ingleses, incluindo o gol decisivo no tempo extra. Com isso, chegou a seis gols no torneio e se consolidou como um dos principais protagonistas da campanha.
Kane e Bellingham concentram produção ofensiva
Harry Kane também soma seis gols em 2026. O capitão ampliou para 14 gols sua marca em Copas do Mundo, mantendo-se como o maior artilheiro inglês na história do torneio.
Kane havia marcado seis gols em 2018 e dois em 2022. Com os seis da atual edição, ultrapassou Gary Lineker e abriu vantagem na classificação nacional.
Kane e Bellingham formaram a primeira dupla inglesa a alcançar pelo menos seis gols cada em uma mesma edição da Copa do Mundo. A produção dos dois corresponde a 12 dos 13 gols marcados pela Inglaterra no torneio.
O desempenho de Bellingham acrescenta uma nova dimensão ao ataque. O meio-campista atua entre a construção e a área adversária, oferece presença física, finalização e capacidade para decidir partidas equilibradas.
Argentina defende o título e a invencibilidade em semifinais
Atual campeã mundial, a Argentina venceu as seis partidas disputadas na Copa de 2026 e chegou à semifinal com 17 gols, figurando entre os ataques mais produtivos do torneio.
Apesar do aproveitamento integral, a trajetória eliminatória exigiu maior esforço físico. A seleção precisou superar adversidades nas partidas contra Cabo Verde, Egito e Suíça e disputou duas prorrogações durante o mata-mata.
Nas quartas de final, a equipe derrotou a Suíça por 3 a 1, após prorrogação. Alexis Mac Allister marcou no primeiro tempo, Dan Ndoye empatou e Julián Álvarez e Lautaro Martínez definiram o resultado no tempo extra.
A seleção acumula 12 partidas sem perder em Copas do Mundo e marcou pelo menos dois gols nos últimos 12 jogos que disputou no torneio. A sequência evidencia a regularidade ofensiva construída sob o comando de Lionel Scaloni.
Argentina venceu todas as semifinais que disputou
A Argentina possui um retrospecto singular em semifinais de Copa do Mundo. A seleção avançou à decisão nas cinco vezes em que chegou a essa fase: 1930, 1986, 1990, 2014 e 2022.
O registro não considera a edição de 1978, disputada em formato com uma segunda fase de grupos, sem semifinal eliminatória.
Caso supere a Inglaterra, a Argentina disputará sua sétima final e poderá se tornar a primeira seleção a conquistar duas Copas consecutivas desde o Brasil de 1958 e 1962.
Messi enfrentará a Inglaterra pela primeira vez
Lionel Messi disputará contra a Inglaterra uma partida inédita em sua carreira internacional. O jogador não participou do amistoso entre os países em 2005 porque cumpria suspensão decorrente da expulsão sofrida em sua estreia pela seleção argentina.
Desde então, as equipes não voltaram a se enfrentar. Assim, o primeiro duelo de Messi contra os ingleses ocorrerá justamente em uma semifinal de Copa do Mundo.
O capitão argentino soma oito gols no torneio e divide a artilharia com Mbappé. Com 21 gols, Messi é o maior goleador da história das Copas do Mundo, seguido pelo francês, que possui 20.
Messi também lidera a competição em finalizações, com 33 tentativas, e exerce papel central na criação ofensiva argentina. Na semifinal, chegará à sua 33ª partida em Copas do Mundo, ampliando o recorde de participações na competição.
Aos 39 anos, o atacante continua responsável pela organização das principais jogadas ofensivas da equipe, alternando movimentações no meio-campo, passes em profundidade e aproximações da área.
Confrontos apresentam equilíbrio técnico e modelos distintos
França e Espanha representam modelos diferentes de controle da partida. A equipe francesa tende a acelerar quando recupera a bola, utilizando a velocidade de Mbappé, Dembélé e Michael Olise. A seleção espanhola procura manter o adversário distante de sua área por meio da posse e da ocupação organizada dos espaços.
O confronto poderá ser definido pela capacidade espanhola de proteger os corredores laterais e pela eficiência francesa nas transições. A equipe que conseguir impor o ritmo nos primeiros minutos terá melhores condições de obrigar a adversária a atuar fora de suas características habituais.
Em Atlanta, a Inglaterra dispõe de maior capacidade física no meio-campo e de jogadores que atacam a área em velocidade. A Argentina possui maior experiência em jogos eliminatórios, capacidade para reduzir o ritmo da partida e um sistema ofensivo organizado ao redor da movimentação de Messi.
O desgaste argentino causado pelas prorrogações representa uma variável relevante. Em contrapartida, a seleção de Scaloni demonstrou capacidade para administrar momentos de pressão e resolver partidas nos minutos finais. A Inglaterra, por sua vez, mostrou poder de reação, mas apresentou oscilações técnicas na vitória sobre a Noruega.








Deixe um comentário