A inauguração do Skatepark do Subúrbio, na orla de Praia Grande, em Periperi, tornou-se ponto de comparação política e administrativa após o deputado estadual Bobô (PCdoB) criticar, nesta exta-feira, 03/07/2026, a situação da pista municipal de skate de Ipitanga, entre Praia do Flamengo e Stella Maris, que aparece em vídeo divulgado nas redes sociais tomada por água acumulada. Enquanto o Governo da Bahia apresenta o novo equipamento como parte das intervenções associadas ao VLT de Salvador e Região Metropolitana, com cerca de 5 mil metros quadrados e estrutura concebida para atender exigências técnicas da modalidade, a pista mantida pela Prefeitura de Salvador foi apontada pelo parlamentar como exemplo de falha de manutenção, prejuízo aos praticantes de skate e risco sanitário para moradores.
Skatepark do Subúrbio integra projeto de requalificação urbana associado ao VLT
O novo equipamento esportivo foi implantado na orla de Praia Grande, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, como parte das intervenções ligadas ao projeto do Veículo Leve sobre Trilhos — VLT. Segundo o Governo da Bahia, o skatepark foi concebido com pistas voltadas às modalidades olímpicas Park e Street, atendendo às exigências da World Skate e aos parâmetros técnicos utilizados pelo circuito profissional Skate Total Urbe — STU.
A Companhia de Transportes do Estado da Bahia — CTB — apresentou o projeto como um complexo de padrão internacional, situado em uma região historicamente marcada por carências de infraestrutura urbana e oferta desigual de equipamentos públicos. A proposta combina esporte, lazer, convivência comunitária e requalificação territorial, ampliando a dimensão do investimento para além da prática esportiva.
A estrutura passou a ganhar projeção nacional ao sediar a etapa STU National Finals 2026 — Etapa Salvador, programada para ocorrer entre 3 e 5 de julho, no Skatepark do Subúrbio, com participação de atletas, organizadores e representantes de órgãos estaduais. A CTB informou que o evento reúne os principais nomes do skate brasileiro e marca a inserção do equipamento no calendário nacional da modalidade.
Bobô aponta contraste entre investimento estadual e manutenção municipal
O deputado estadual Bobô, ex-jogador de futebol e parlamentar reeleito para o período 2023–2027 pelo PCdoB/Federação Brasil da Esperança, afirmou que a diferença entre o novo skatepark do Subúrbio e a pista de Ipitanga revela duas formas distintas de tratar o esporte, a juventude e o espaço público em Salvador. O perfil institucional do parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia registra sua trajetória no esporte e sua atuação legislativa, incluindo vínculo com a área de desporto e lazer.
“Enquanto o Governo do Estado entrega no Subúrbio um equipamento moderno, certificado, capaz de receber competição nacional e internacional, a Prefeitura deixa uma pista pública virar poça d’água. Isso impede o uso pelos skatistas e ainda coloca moradores em risco, porque água parada é convite para mosquito da dengue”, afirmou Bobô.
A declaração do parlamentar concentra a crítica em dois eixos: a falta de condições de uso da pista municipal e o potencial impacto sanitário da água acumulada. No vídeo mencionado pelo deputado, a lâmina d’água ocupa parte da área destinada à prática esportiva, o que inviabilizaria o uso regular do equipamento e exigiria resposta administrativa da gestão municipal.
Pista de Ipitanga vira alvo de cobrança por drenagem e manutenção
A pista de Ipitanga, localizada entre áreas de forte circulação na orla norte de Salvador, aparece na crítica de Bobô como símbolo de deficiência na conservação de equipamentos públicos. Para o parlamentar, a existência de uma pista sem drenagem adequada compromete a finalidade do espaço, afasta os praticantes e reduz o retorno social do investimento público.
“Pista de skate não é reservatório de água parada. Se a Prefeitura entrega ou mantém um equipamento público, tem obrigação de cuidar, limpar, drenar e garantir segurança. O que aparece no vídeo é o padrão da propaganda: inaugura, fotografa, abandona e depois anuncia revitalização daquilo que deixou deteriorar”, criticou Bobô.
A fala amplia a cobrança administrativa e insere o caso no debate sobre continuidade de políticas públicas. Obras esportivas e de lazer dependem de manutenção periódica, limpeza, fiscalização, correção de drenagem e uso comunitário permanente. Sem essas etapas, o equipamento tende a perder função social e a se converter em área ociosa, deteriorada ou insegura.
Água parada amplia preocupação com arboviroses
A presença de água acumulada em equipamento público também tem implicações sanitárias. O Aedes aegypti é apontado pelo Ministério da Saúde como a principal espécie transmissora dos vírus da dengue, da chikungunya e da zika no Brasil. O órgão federal orienta ações permanentes de eliminação de criadouros, especialmente em áreas urbanas com concentração de pessoas.
No caso da pista de Ipitanga, a crítica do deputado associa o problema estrutural a uma preocupação de saúde pública. Embora a existência de água acumulada não confirme, por si só, a presença de focos do mosquito, ela constitui condição que exige verificação, limpeza e eventual intervenção técnica por parte dos órgãos municipais responsáveis pela manutenção urbana e vigilância em saúde.
A eventual omissão na correção de falhas de drenagem pode produzir efeito duplo: impede o uso esportivo e amplia a percepção de abandono do espaço. Em áreas de lazer frequentadas por jovens, famílias e moradores do entorno, a ausência de manutenção não é apenas questão estética, mas fator que interfere na segurança, na saúde e na confiança da população na administração pública.
Esporte, juventude e espaço público entram no centro do debate
Para Bobô, a comparação entre o Skatepark do Subúrbio e a pista de Ipitanga resume a diferença entre política pública estruturada e obra sem conservação. O parlamentar afirmou que o equipamento estadual representa investimento em uma região historicamente menos atendida por intervenções urbanas de grande visibilidade, enquanto a situação da pista municipal indicaria falha de gestão e de acompanhamento posterior à entrega.
“O esporte precisa de investimento sério, não de maquiagem. Quando se entrega um equipamento público, é preciso garantir uso permanente, manutenção e respeito à juventude. O Governo do Estado mostrou que é possível fazer uma obra moderna e inclusiva. A Prefeitura precisa explicar por que uma pista de skate na orla virou poça d’água e ameaça à saúde dos moradores”, disse Bobô.
Equipamentos esportivos exigem política permanente, não apenas entrega formal
A diferença entre inaugurar e manter é central no debate levantado pelo parlamentar. Equipamentos esportivos em áreas públicas precisam de gestão continuada, com orçamento de conservação, equipes de limpeza, inspeção periódica, escuta dos usuários e integração com programas de iniciação esportiva. Sem esses elementos, a obra perde capacidade de produzir inclusão, convivência e formação cidadã.
No caso do Skatepark do Subúrbio, o discurso institucional do Governo da Bahia vincula a obra à requalificação urbana e ao VLT, ampliando o alcance do equipamento para mobilidade, lazer e desenvolvimento territorial. No caso da pista de Ipitanga, a crítica de Bobô exige resposta objetiva da Prefeitura de Salvador sobre drenagem, manutenção e condições de uso.







Deixe um comentário