Neste sábado, 11/07/2026, Inglaterra e Argentina conquistaram as duas últimas vagas nas semifinais da Copa do Mundo da FIFA 2026 ao vencerem, respectivamente, Noruega e Suíça em partidas equilibradas e definidas somente na prorrogação. Em Miami, Jude Bellingham marcou duas vezes e comandou a vitória inglesa por 2 a 1. Horas depois, em Kansas City, a seleção argentina aproveitou a vantagem numérica após a expulsão de Breel Embolo e superou os suíços por 3 a 1, com gols decisivos de Julián Álvarez e Lautaro Martínez. Os resultados confirmaram o confronto entre Argentina e Inglaterra na quarta-feira, 15/07/2026, em Atlanta.
Inglaterra reage contra a Noruega e avança na prorrogação
A Inglaterra encontrou dificuldades diante da organização defensiva e da intensidade física da Noruega no Estádio de Miami. Sob calor e umidade elevados no sul da Flórida, as duas equipes adotaram postura cautelosa durante parte do primeiro tempo, com poucas oportunidades claras nos minutos iniciais.
A seleção norueguesa abriu o placar aos 36 minutos, depois de recuperar a bola no campo defensivo. Patrick Berg acionou Andreas Schjelderup pela esquerda, e o atacante avançou sobre a marcação inglesa antes de finalizar para vencer o goleiro Jordan Pickford. A vantagem refletia o melhor momento da equipe escandinava, que também criou oportunidades com Alexander Sørloth e Martin Ødegaard.
A Noruega teve a possibilidade de ampliar aos 44 minutos, quando construiu uma situação de superioridade numérica no ataque. Sørloth, porém, optou pela finalização em vez do passe para Erling Haaland, permitindo a recuperação da defesa inglesa. O desperdício ganharia importância poucos minutos depois.
Bellingham empata antes do intervalo
Nos acréscimos da primeira etapa, Anthony Gordon encontrou Jude Bellingham nas proximidades da área. O meio-campista dominou, superou a marcação e finalizou no canto de Ørjan Nyland, empatando o confronto antes do intervalo.
O lance provocou contestação da comissão técnica norueguesa. O treinador Ståle Solbakken afirmou que, antes da jogada do gol, uma tentativa de afastamento teria atingido o cabo que sustentava uma câmera aérea. A FIFA informou que o sensor instalado na bola não registrou qualquer contato que justificasse a interrupção da partida.
Na etapa final, a Noruega voltou a ameaçar. Torbjørn Heggem chegou a marcar após cobrança de escanteio, mas o gol foi anulado depois de revisão do árbitro assistente de vídeo, que identificou uma falta de Haaland sobre Elliot Anderson. Em outra oportunidade, David Møller Wolfe desviou de cabeça e acertou o travessão inglês.
Bellingham decide no início da prorrogação
Com o empate por 1 a 1 mantido até o fim do tempo regulamentar, o confronto seguiu para a prorrogação. Aos três minutos do período adicional, Morgan Rogers arriscou uma finalização de longa distância. Nyland rebateu para o centro da área, e Bellingham aproveitou o rebote para marcar o segundo gol da Inglaterra.
A Noruega tentou reagir, mas enfrentou dificuldades físicas. Haaland, que havia marcado sete gols no Mundial, deixou o campo durante a segunda etapa da prorrogação após sofrer uma pancada e demonstrar sinais de desgaste. Foi a primeira partida da competição em que o atacante norueguês não marcou.
A Inglaterra administrou a vantagem e confirmou a vitória por 2 a 1, alcançando a quarta semifinal de sua história em Copas do Mundo. As participações anteriores nessa fase ocorreram em 1966, quando o país conquistou o título, além de 1990 e 2018.
Apesar da classificação, o técnico Thomas Tuchel demonstrou insatisfação com o desempenho. O treinador reconheceu a importância do resultado, mas apontou erros técnicos, lentidão na circulação da bola e dificuldades para controlar o confronto.
Bellingham, por outro lado, destacou a capacidade psicológica da equipe para reagir às adversidades. Com os dois gols marcados diante da Noruega, o jogador chegou a seis gols na Copa de 2026, igualando o companheiro Harry Kane na artilharia inglesa da competição.
Para a Noruega, a eliminação encerrou uma campanha de forte repercussão. De volta a uma Copa do Mundo depois de 28 anos, a seleção eliminou o Brasil nas oitavas de final, alcançou pela primeira vez as quartas e apresentou jogadores como Haaland, Ødegaard e Schjelderup ao centro da fase decisiva do torneio.
Argentina abre vantagem, mas Suíça reage em Kansas City
No segundo confronto do sábado, disputado no Arrowhead Stadium, em Kansas City, a Argentina iniciou a partida pressionando a defesa suíça e abriu o placar aos 10 minutos.
Lionel Messi cobrou escanteio na primeira trave, e Alexis Mac Allister desviou de cabeça para o canto oposto do goleiro Gregor Kobel. Foi a primeira vez que a Suíça esteve em desvantagem no Mundial de 2026.
A seleção europeia, que disputava sua primeira quartas de final desde 1954, manteve a organização e conseguiu limitar a participação ofensiva de Messi durante boa parte do jogo. A Argentina controlou a posse em determinados períodos, mas encontrou dificuldades para ampliar.
A Suíça cresceu no segundo tempo e passou a exigir intervenções do goleiro Emiliano Martínez. Aos 67 minutos, Ricardo Rodríguez avançou pela esquerda e encontrou Dan Ndoye, que finalizou entre as pernas do goleiro argentino para empatar a partida.
Expulsão de Embolo altera equilíbrio do confronto
O momento de maior controvérsia ocorreu cinco minutos depois do empate. Inicialmente, o árbitro português João Pinheiro mostrou cartão amarelo ao argentino Leandro Paredes por uma suposta falta sobre Breel Embolo.
Após revisão do VAR pelo protocolo de identificação incorreta, a arbitragem entendeu que Embolo havia caído antes do contato e aplicou cartão amarelo por simulação. Como o atacante suíço já havia sido advertido, recebeu o segundo amarelo e foi expulso aos 72 minutos.
A decisão provocou protestos da equipe suíça. O treinador Murat Yakin questionou a aplicação do protocolo e afirmou que a expulsão alterou o desenvolvimento da partida. A Suíça passou a atuar com dez jogadores justamente quando havia alcançado seu melhor momento no confronto.
Mesmo em superioridade numérica, a Argentina não conseguiu decidir no tempo regulamentar. Mac Allister desperdiçou uma cabeçada, enquanto Messi finalizou para fora nos acréscimos. O empate por 1 a 1 levou a partida à prorrogação.
Julián Álvarez e Lautaro Martínez garantem classificação argentina
A resistência suíça permaneceu até os minutos finais da prorrogação. Aos 112 minutos, Julián Álvarez recebeu fora da área e acertou uma finalização de longa distância no ângulo de Kobel, marcando um dos gols mais relevantes da campanha argentina.
A Suíça avançou em busca do empate e ofereceu espaços. Nos acréscimos, Thiago Almada finalizou, Kobel defendeu parcialmente e Lautaro Martínez aproveitou o rebote para estabelecer o placar de 3 a 1.
A vitória manteve a Argentina na disputa pelo segundo título mundial consecutivo. Caso conquiste a competição, a seleção sul-americana será a primeira a defender com sucesso o troféu desde o Brasil, campeão em 1958 e 1962.
Messi não marcou pela primeira vez após uma sequência de nove partidas com gols em Copas do Mundo, mas participou diretamente do primeiro gol ao cobrar o escanteio convertido por Mac Allister. Aos 39 anos, o capitão argentino segue na disputa por seu segundo título mundial.
A Suíça encerrou a campanha sem conseguir alcançar uma semifinal inédita. Mesmo com um jogador a menos durante aproximadamente 50 minutos, considerando a prorrogação, a equipe manteve o empate até os instantes finais e obrigou a Argentina a recorrer a finalizações de média e longa distância.
Argentina e Inglaterra disputam vaga na final
Argentina e Inglaterra se enfrentarão na quarta-feira, 15/07/2026, às 16 horas, pelo horário de Brasília, no Estádio de Atlanta. O vencedor avançará para a decisão marcada para domingo, 19/07, na região de Nova York e Nova Jersey.
O confronto reunirá duas seleções campeãs mundiais. A Argentina venceu as edições de 1978, 1986 e 2022, enquanto a Inglaterra conquistou seu único título em 1966. Segundo a Reuters, será também a primeira vez que uma seleção inglesa enfrentará Messi em uma Copa do Mundo.
A outra semifinal será disputada entre França e Espanha na terça-feira, 14/07/2026, em Dallas. A definição das quartas deixou entre as quatro primeiras colocadas as seleções que ocupavam as quatro posições iniciais do ranking da FIFA no início da fase decisiva: Argentina, Espanha, França e Inglaterra.
Capacidade competitiva de Inglaterra e Argentina
Os jogos de sábado confirmaram a capacidade competitiva de Inglaterra e Argentina, mas também expuseram fragilidades que poderão ser determinantes na semifinal. A equipe inglesa permitiu que a Noruega controlasse períodos relevantes do confronto e dependeu da eficiência individual de Bellingham para reverter o placar. A Argentina, por sua vez, voltou a enfrentar dificuldades contra um adversário organizado e somente rompeu a resistência suíça nos minutos finais da prorrogação.
A expulsão de Embolo deverá permanecer como um dos principais temas de debate das quartas de final. Embora o VAR tenha atuado dentro de um protocolo destinado a corrigir a identificação do jogador envolvido, a substituição de um cartão aplicado ao argentino por uma segunda advertência ao suíço produziu consequência direta sobre o equilíbrio esportivo. A análise institucional da arbitragem deverá distinguir a correção formal da decisão de seus efeitos concretos sobre a partida.
A semifinal colocará frente a frente duas equipes que avançaram mais pela capacidade de sobreviver às dificuldades do que pelo domínio absoluto dos adversários. O desempenho físico após as prorrogações, os ajustes defensivos, a atuação de Bellingham e Messi e a interpretação dos lances pelo VAR estarão entre os elementos centrais a serem acompanhados. O resultado definirá uma das finalistas da primeira Copa do Mundo disputada por 48 seleções.







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