Na segunda-feira (24/08/2026), o deputado estadual Bobô (PCdoB) criticou a retirada de ônibus do Nordeste de Amaralina, em Salvador, e cobrou explicações da Prefeitura de Salvador sobre uma medida que, segundo relato atribuído a rodoviários, teria sido determinada pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). O parlamentar sustentou que a interrupção prejudicou moradores que dependem do transporte público para trabalhar, estudar e cumprir atividades cotidianas e argumentou que as forças estaduais de segurança teriam informado não haver confronto na região, enquanto o patrulhamento permanecia reforçado.
Bobô questiona retirada dos ônibus e impacto sobre moradores
A crítica do deputado concentra-se na relação entre as condições de segurança registradas na região e a decisão de interromper a circulação dos coletivos. Segundo Bobô, a retirada dos veículos seria desnecessária diante da informação de que não havia confronto e de que o policiamento permanecia reforçado.
O parlamentar argumentou que a suspensão do serviço transfere diretamente aos moradores as consequências de uma situação de segurança pública que, conforme a versão apresentada por ele, estava sendo acompanhada pelas forças estaduais.
“A população não pode ser penalizada com a falta de transporte justamente quando as forças de segurança estão atuando para garantir tranquilidade e combater a criminalidade”, afirmou Bobô.
O posicionamento coloca no centro da discussão dois serviços públicos essenciais: de um lado, a atuação das forças de segurança; de outro, a manutenção do transporte coletivo necessário aos deslocamentos da população.
Semob é citada como responsável por determinação
Rodoviários atribuíram à Semob a determinação para retirada dos ônibus do Nordeste de Amaralina. Bobô cobrou da Prefeitura esclarecimentos sobre os fundamentos da medida e sobre a necessidade de interromper a circulação dos coletivos diante do cenário descrito.
Parlamentar aponta custos adicionais para trabalhadores e estudantes
Ao criticar a interrupção, Bobô destacou os efeitos práticos da ausência do transporte coletivo para moradores que precisam deixar ou retornar à região.
Segundo o deputado, trabalhadores, estudantes e famílias podem ser obrigados a percorrer distâncias maiores a pé ou recorrer a meios de transporte mais caros.
“Mães, pais de família, trabalhadores e estudantes são obrigados a andar longas distâncias ou pagar por transporte por aplicativo. É uma dificuldade criada desnecessariamente para quem já enfrenta tantas dificuldades”, declarou.
Bobô relaciona episódio ao debate político sobre segurança pública
Além de questionar os aspectos operacionais da suspensão, o deputado introduziu uma interpretação política sobre a medida e relacionou o episódio à disputa de narrativas em torno da segurança pública na Bahia.
Bobô mencionou o prefeito Bruno Reis e o aliado político ACM Neto ao questionar se a retirada dos ônibus poderia contribuir para ampliar a percepção de insegurança e fortalecer críticas dirigidas ao Governo do Estado.
“Será que o prefeito Bruno Reis quer criar um mal-estar para fortalecer o discurso de seu aliado ACM Neto de aterrorizar a população, acusando o governo de não tomar medidas a favor da segurança pública?”, questionou.
Para o deputado, políticas de segurança e garantia da mobilidade não deveriam ser tratadas de forma dissociada. Sua posição é a de que a presença policial destinada a assegurar tranquilidade à população precisa ser acompanhada pela preservação do direito de circulação e dos serviços essenciais.








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