Pesquisa na Bahia: ACM Neto lidera com 48,9% contra 38,7% de Jerônimo; Rui Costa e Wagner estão à frente para o Senado

Nesta segunda-feira (03/08/2026), pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas sobre as Eleições 2026 na Bahia apontou ACM Neto com 48,9% das intenções de voto para governador, diante de 38,7% do governador Jerônimo Rodrigues, no principal cenário estimulado. Para as duas vagas ao Senado, Rui Costa aparece com 44,6% e o senador Jaques Wagner com 35,1%, seguidos por João Roma, com 24,1%, e Angelo Coronel, com 21,9%. O levantamento também registrou 55,2% de aprovação à administração estadual. Foram entrevistados 1.400 eleitores em 60 municípios, entre 31/07 e 02/08, com margem estimada de erro de 2,7 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03043/2026.

ACM Neto tem 48,9% e Jerônimo registra 38,7%

No primeiro cenário estimulado para o Governo da Bahia, ACM Neto lidera com 48,9%, seguido pelo governador Jerônimo Rodrigues, com 38,7%. A diferença nominal entre os dois é de 10,2 pontos percentuais.

Ronaldo Mansur aparece com 0,7%, enquanto Aroldo Félix e José Estêvão registram 0,1% cada. Os entrevistados que disseram não saber ou não opinar somam 4,4%, e aqueles que escolheram nenhum candidato, voto branco ou nulo representam 7%.

O cenário confirma a concentração da disputa estadual nos dois principais candidatos. Juntos, ACM Neto e Jerônimo Rodrigues alcançam 87,6% da amostra total, enquanto os demais nomes somam menos de 1%.

Cenário com dois candidatos amplia percentuais

Na simulação formada exclusivamente por ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, o ex-prefeito de Salvador alcança 50,9%, enquanto o governador registra 40%. Nesse cenário, a distância nominal chega a 10,9 pontos percentuais.

Os entrevistados que não souberam responder correspondem a 2,9%, enquanto votos brancos, nulos ou em nenhum dos dois nomes somam 6,1%. A redução dos indecisos em relação à consulta espontânea demonstra o efeito da apresentação dos candidatos ao eleitor.

O cenário com dois nomes não deve ser interpretado automaticamente como uma projeção de segundo turno. Ele representa uma simulação específica do instituto e não incorpora outros candidatos, eventuais mudanças nas candidaturas ou os movimentos da campanha eleitoral.

Consulta espontânea registra 39,1% de indecisos

Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados pelos entrevistadores, ACM Neto aparece com 31,2% e o governador Jerônimo Rodrigues com 22,9%. A diferença entre os dois é de 8,3 pontos percentuais.

Rui Costa foi citado por 0,8%, Aroldo Félix por 0,1% e outros nomes também somaram 0,8%. Votos brancos, nulos ou em nenhum candidato representam 5,1%.

O maior grupo, entretanto, é formado por eleitores que não souberam ou não quiseram indicar um candidato: 39,1%. O índice mostra que parcela significativa do eleitorado ainda não havia formulado espontaneamente sua escolha no período da coleta.

Recortes mostram diferenças por idade, escolaridade e atividade econômica

Entre os homens, ACM Neto registra 51,4%, diante de 37,6% de Jerônimo Rodrigues. No eleitorado feminino, o ex-prefeito alcança 46,7%, enquanto o governador aparece com 39,7%, reduzindo a distância observada entre os entrevistados do sexo masculino.

ACM Neto apresenta seus maiores percentuais entre os eleitores com Ensino Superior, com 53,8%, e entre aqueles de 35 a 44 anos, com 52,9%. Entre integrantes da População Economicamente Ativa, o candidato registra 52,4%, contra 35,6% do governador.

Jerônimo Rodrigues obtém desempenho mais elevado entre pessoas com 60 anos ou mais, grupo no qual alcança 46,2%, diante de 43,8% de ACM Neto. Entre os integrantes da população não economicamente ativa, o governador aparece com 44%, enquanto o adversário registra 43%. No segmento com Ensino Fundamental, os percentuais são de 44,5% para Neto e 43,3% para Jerônimo.

Os dados segmentados devem ser interpretados como recortes descritivos da amostra. Como cada grupo reúne quantidade menor de entrevistas do que o conjunto estadual, a incerteza estatística desses resultados é superior à margem geral informada pelo instituto.

Rejeição de Jerônimo chega a 41% e a de ACM Neto fica em 28,2%

Na pergunta de rejeição eleitoral para governador, 41% afirmaram que não votariam em Jerônimo Rodrigues, enquanto 28,2% rejeitaram ACM Neto. A diferença entre os dois índices é de 12,8 pontos percentuais.

Ronaldo Mansur apresenta rejeição de 14,4%; Aroldo Félix, de 13,6%; e José Estêvão, de 12%. Outros 10,9% não souberam responder e 8,6% disseram que poderiam votar em todos os nomes apresentados.

A pergunta admitia respostas múltiplas, permitindo que cada entrevistado rejeitasse mais de um candidato. Por essa razão, os percentuais não devem ser somados como se correspondessem a uma distribuição única de votos.

Rui Costa e Jaques Wagner lideram corrida pelas duas vagas ao Senado

Na pesquisa estimulada para o Senado, Rui Costa lidera com 44,6%, seguido pelo senador Jaques Wagner, com 35,1%. João Roma aparece em terceiro lugar, com 24,1%, enquanto Angelo Coronel registra 21,9%.

Na sequência estão Professora Delliana, com 6,4%; Marcelo Santtana, com 2,1%; Marcelo Carvalho, com 1,8%; e Gregorio Gould, com 1,6%. Votos em nenhum candidato, em branco ou nulo somam 13,4%, enquanto 6,9% não souberam responder.

Como cada entrevistado poderia indicar até dois candidatos, os percentuais da disputa ao Senado também não somam 100%. Nas Eleições 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, pois serão renovados dois terços da Casa — duas cadeiras em cada estado e no Distrito Federal.

Espontânea mostra elevado nível de indefinição

Na consulta espontânea ao Senado, 73,7% dos eleitores não souberam ou não quiseram citar candidatos. O percentual é significativamente superior ao registrado na disputa pelo Governo da Bahia.

Rui Costa aparece espontaneamente com 8,4%, seguido por Jaques Wagner, com 6,4%; João Roma, com 4,6%; Angelo Coronel, com 2,9%; Otto Alencar, com 1%; Gregorio Gould, com 0,1%; e outros nomes, com 0,5%.

O índice de votos em ninguém, branco ou nulo é de 7,4%. A distância entre os resultados espontâneos e estimulados indica que a escolha para o Senado dependia, no período da pesquisa, de maior reconhecimento dos nomes apresentados pelo entrevistador.

Jaques Wagner apresenta maior rejeição entre candidatos ao Senado

Na pergunta de rejeição para o Senado, Jaques Wagner aparece com 34,1%, seguido por Rui Costa, com 23,1%. Angelo Coronel registra 20,9% e João Roma, 19,4%.

Gregorio Gould apresenta rejeição de 10%; Marcelo Santtana, 9,5%; Marcelo Carvalho, 9,1%; e Professora Delliana, 8,3%. Outros 15,6% não souberam responder, enquanto 9,2% disseram que poderiam votar em todos os nomes.

Assim como na rejeição para governador, cada entrevistado poderia indicar mais de um candidato. Os índices medem resistências individuais e não constituem projeção direta do resultado eleitoral.

Aprovação do Governo Jerônimo chega a 55,2%

A administração do governador Jerônimo Rodrigues é aprovada por 55,2% dos entrevistados, enquanto 41,5% desaprovam. Outros 3,3% não souberam responder.

Na avaliação qualitativa, 14,9% classificaram a gestão como ótima e 25% como boa, resultando em 39,9% de avaliação positiva. A administração foi considerada regular por 24%.

As avaliações negativas somam 34,4%, formadas por 6,5% que classificam a gestão como ruim e 27,9% que a consideram péssima. Outros 1,8% não souberam responder. Os índices de aprovação e avaliação positiva resultam de perguntas diferentes e, portanto, não devem ser tratados como indicadores equivalentes.

Aprovação cresce em relação à pesquisa de julho

Em maio, a administração estadual apresentava aprovação de 53,9%, desaprovação de 42,6% e 3,4% de entrevistados sem opinião. Em julho, a aprovação recuou para 52%, enquanto a desaprovação aumentou para 45,1%.

Na pesquisa de agosto, a aprovação avançou para 55,2%, alta de 3,2 pontos percentuais em relação a julho e de 1,3 ponto na comparação com maio. A desaprovação caiu 3,6 pontos em relação a julho, passando de 45,1% para 41,5%.

A avaliação positiva também aumentou, de 37,1% em julho para 39,9% em agosto. A avaliação negativa recuou de 36,1% para 34,4%, enquanto a classificação regular passou de 24,9% para 24%.

Pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 60 municípios da Bahia

O levantamento teve como objetivo medir a situação eleitoral para o Governo da Bahia e o Senado Federal, além de avaliar a administração do governador Jerônimo Rodrigues. As entrevistas foram realizadas pessoalmente, em domicílios, durante três dias de coleta.

A amostra foi selecionada em etapas. Inicialmente, o instituto sorteou os municípios e as localidades por meio do método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho — PPT, considerando a população eleitoral. Na etapa seguinte, os entrevistados foram escolhidos por quotas proporcionais de gênero, idade, escolaridade e renda domiciliar mensal.

Segundo o relatório, a pesquisa apresenta nível de confiança de 95% e margem estimada de erro de aproximadamente 2,7 pontos percentuais para os resultados gerais. Pelo menos 30% dos questionários foram auditados, equivalentes a um mínimo de 420 entrevistas verificadas pela equipe de supervisão.

Perfil da amostra eleitoral

As mulheres representam 52,9% da amostra, com 741 entrevistas, enquanto os homens correspondem a 47,1%, ou 659 entrevistados. Na divisão por escolaridade, 81% possuem até o Ensino Médio e 19% cursaram o Ensino Superior.

A maior faixa etária é formada por eleitores entre 45 e 59 anos, que representam 26% da amostra. Pessoas com 60 anos ou mais correspondem a 20,9%; eleitores de 35 a 44 anos, a 19,9%; aqueles entre 25 e 34 anos, a 19,3%; e os jovens de 16 a 24 anos, a 14%.

A População Economicamente Ativa — PEA — corresponde a 62,8% dos entrevistados, enquanto os integrantes da população não economicamente ativa representam 37,2%. Esses parâmetros orientaram a composição da amostra estadual utilizada pelo instituto.

Contexto político da coleta

O período de entrevistas coincidiu com uma etapa decisiva do calendário político baiano. A oposição já havia homologado sua chapa, enquanto a convenção da base governista foi realizada no segundo dia de coleta, em 01/08. Dessa forma, parte das entrevistas ocorreu antes ou durante a oficialização das candidaturas governistas e parte foi realizada depois do evento.

Essa sobreposição temporal impede atribuir diretamente qualquer variação ao impacto das convenções. Para medir eventual efeito da exposição pública, das alianças formalizadas e do início da campanha, será necessária a comparação com levantamentos posteriores, realizados após um período maior de circulação das chapas oficiais.

O levantamento de agosto também sucede pesquisas de outros institutos que apresentaram diferenças metodológicas e resultados distintos. A comparação entre pesquisas exige atenção ao período de coleta, tamanho da amostra, forma das entrevistas, formulação das perguntas, candidatos incluídos e margem de erro. Uma pesquisa anterior da Quaest, por exemplo, registrou cenário mais equilibrado entre os principais concorrentes e aprovação de 57% à gestão estadual.

Linha do tempo da disputa eleitoral na Bahia

  • Maio de 2026 — BA-03619/2026: ACM Neto registrava 47,8% e Jerônimo Rodrigues, 38,7%. Para o Senado, Rui Costa aparecia com 48,8% e Jaques Wagner com 40,6%. A administração estadual tinha 53,9% de aprovação.
  • Julho de 2026 — BA-04848/2026: ACM Neto avançou para 49,2% e Jerônimo recuou para 37,5%. Rui Costa alcançou 50,6% e Wagner, 36,7%. A aprovação do governo caiu para 52%.
  • 22/07/2026: convenção partidária homologou a candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia e as candidaturas de Angelo Coronel e João Roma ao Senado.
  • 31/07 a 02/08/2026: o Paraná Pesquisas realizou as 1.400 entrevistas do levantamento registrado sob o número BA-03043/2026.
  • 01/08/2026: convenção da Federação Brasil da Esperança e de partidos aliados oficializou as candidaturas de Jerônimo Rodrigues à reeleição e de Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado.
  • Agosto de 2026 — BA-03043/2026: ACM Neto aparece com 48,9% e Jerônimo com 38,7%. Rui Costa registra 44,6%, Wagner 35,1%, João Roma 24,1% e Angelo Coronel 21,9%. A aprovação do governo sobe para 55,2%.

A pesquisa consolida um cenário de vantagem numérica de ACM Neto na metodologia adotada pelo Paraná Pesquisas, mas também revela estabilidade relativa da disputa. Entre maio e agosto, o candidato passou de 47,8% para 48,9%, enquanto Jerônimo Rodrigues permaneceu com os mesmos 38,7%. A diferença, que havia aumentado em julho, recuou de 11,7 para 10,2 pontos percentuais em agosto. Não houve, portanto, alteração estrutural suficiente para caracterizar ruptura na tendência observada pelo instituto.

Os dados revelam uma aparente dissociação entre avaliação administrativa e preferência eleitoral. O governo é aprovado por 55,2%, mas o governador registra 38,7% no principal cenário estimulado. Ao mesmo tempo, Jerônimo apresenta rejeição superior à do adversário. Essa combinação indica que aprovação da administração, avaliação qualitativa e disposição de voto constituem dimensões distintas do comportamento eleitoral. No Senado, Rui Costa e Jaques Wagner ocupam as primeiras posições, mas a elevada indefinição espontânea demonstra que a disputa pelas duas vagas ainda apresenta menor grau de cristalização.

O levantamento foi realizado no início da fase formal das Eleições 2026 e estabelece uma referência para acompanhar os efeitos das convenções, da propaganda, dos apoios nacionais e da mobilização territorial das chapas. Os próximos levantamentos deverão mostrar se ACM Neto preservará a dianteira, se Jerônimo conseguirá converter a aprovação administrativa em intenção de voto e se Rui Costa e Jaques Wagner manterão vantagem sobre João Roma e Angelo Coronel. Metodologia, registros oficiais, margens de erro e evolução temporal deverão permanecer sob acompanhamento jornalístico permanente.


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