A pesquisa AtlasIntel/A Tarde, divulgada nesta quinta-feira, 03/09/2026, aponta ACM Neto (União Brasil) com 53,2% das intenções de voto para o Governo da Bahia no agrupamento denominado Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna, diante de 46,1% do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro cenário estimulado. No mesmo recorte regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial com 49,1%, enquanto a corrida pelas duas vagas do Senado apresenta proximidade nominal entre Rui Costa, Jaques Wagner, Angelo Coronel e João Roma.
O levantamento ouviu 1.804 eleitores da Bahia entre 28/08 e 02/09/2026, por meio do método de recrutamento digital aleatório Atlas RDR. A margem de erro informada é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, para o conjunto estadual da pesquisa. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BA-08891/2026 e BR-07739/2026.
O documento, entretanto, não informa o número de entrevistados em cada cidade nem apresenta margens de erro próprias para os recortes territoriais. Os resultados de Santo Antônio de Jesus, Ilhéus e Itabuna aparecem reunidos em uma única coluna, identificada como “mesorregião”, o que impede atribuir os percentuais separadamente a qualquer um dos municípios.
ACM Neto lidera os três cenários no agrupamento regional
No primeiro cenário para governador, ACM Neto registra 53,2%, contra 46,1% de Jerônimo Rodrigues. A diferença nominal é de 7,1 pontos percentuais.
Ronaldo Mansur (PSOL) aparece com 0,3%, enquanto Estêvão (DC) alcança 0,1% e Aroldo Félix (UP) não pontua. Votos brancos ou nulos representam 0,1%, e 0,2% não souberam responder.
No segundo cenário, a configuração permanece praticamente inalterada. ACM Neto marca 53,1%, e o governador, 46,1%, uma distância nominal de 7 pontos.
- 1º turno — cenário 1: ACM Neto 53,2%; Jerônimo Rodrigues 46,1%; vantagem de 7,1 p.p.
- 1º turno — cenário 2: ACM Neto 53,1%; Jerônimo Rodrigues 46,1%; vantagem de 7 p.p.
- Eventual 2º turno: ACM Neto 53,2%; Jerônimo Rodrigues 46,3%; vantagem de 6,9 p.p.
No segundo cenário, Ronaldo Mansur mantém 0,3%. Ariel Capistrano (DC) e Aroldo Félix não pontuam, enquanto brancos ou nulos somam 0,3% e os indecisos representam 0,2%.
Em uma simulação direta de segundo turno, ACM Neto alcança novamente 53,2%, ante 46,3% de Jerônimo. Votos brancos ou nulos ficam em 0,2%, e os entrevistados que não souberam responder correspondem a 0,3%.
Resultado regional contrasta com o empate registrado na Bahia
No conjunto do estado, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro cenário, ACM Neto tem 49,1%, e Jerônimo Rodrigues, 47,9%. A diferença nominal é de 1,2 ponto percentual, inferior à margem estadual de 2 pontos informada pelo instituto.
No segundo cenário, os percentuais estaduais são de 48,8% para o candidato do União Brasil e 47,5% para o governador. Na simulação de segundo turno, Neto registra 49,2%, e Jerônimo, 48,6%.
A comparação mostra uma vantagem nominal mais ampla de ACM Neto no agrupamento Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna do que no resultado estadual. Essa constatação é descritiva. Como o relatório não apresenta margem de erro específica para o recorte regional, não é possível determinar, apenas com os dados publicados, se a diferença local configura liderança estatisticamente consolidada.
Agrupamento representa 18,2% do perfil territorial da amostra
O perfil da pesquisa atribui ao agrupamento Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna uma participação de 18,2% na composição territorial da amostra ponderada. É o terceiro maior recorte apresentado pelo instituto.
Salvador responde por 27,8% do perfil, enquanto o agrupamento Barreiras + Guanambi + Vitória da Conquista representa 23%. Juazeiro + Paulo Afonso + Irecê corresponde a 15,6%, e Feira de Santana, a 15,4%.
O percentual de participação territorial não deve ser convertido automaticamente em número bruto de entrevistas. O documento não informa quantos questionários foram efetivamente coletados em cada agrupamento nem como os casos se distribuem entre Santo Antônio de Jesus, Ilhéus e Itabuna.
Também não está esclarecido se a nomenclatura empregada abrange exclusivamente os municípios mencionados ou áreas territoriais associadas a esses centros regionais. A ausência dessa especificação limita comparações municipais e exige cautela na interpretação jornalística e política dos resultados.
Desaprovação e resistência à reeleição acompanham cenário eleitoral
No agrupamento regional, 46% dos entrevistados aprovam o desempenho de Jerônimo Rodrigues, 51% desaprovam e 3% não souberam responder. A avaliação qualitativa apresenta 41% de conceitos ótimo ou bom, 15% de regular e 44% de ruim ou péssimo.
Quando questionados sobre a continuidade do governador, 46,3% afirmam que Jerônimo merece ser reeleito, enquanto 53,5% entendem que ele não merece um novo mandato. Outros 0,2% não souberam responder.
Os percentuais de intenção de voto, aprovação e apoio à reeleição estão próximos, mas medem dimensões diferentes. A semelhança numérica sugere uma relação agregada entre julgamento administrativo e escolha eleitoral, sem demonstrar que todos os entrevistados responderam de maneira idêntica às diferentes perguntas.
No conjunto estadual, Jerônimo registra 48% de aprovação e 46% de desaprovação. Sobre a reeleição, 48% afirmam que ele merece continuar no cargo, 47,7% respondem negativamente e 4,3% não sabem.
Maioria considera que Bahia segue um mau caminho
No recorte Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna, 54% avaliam que a Bahia segue um mau caminho, diante de 46% que apontam um bom caminho. A tabela não registra indecisos nessa divisão, após o arredondamento dos resultados.
A percepção sobre o Brasil também é majoritariamente negativa, embora por margem menor: 51% consideram que o país segue um mau caminho e 49% avaliam o percurso como positivo.
No resultado estadual, a avaliação sobre a Bahia aparece dividida: 47% indicam bom caminho, 47% apontam mau caminho e 6% não sabem. Para o Brasil, 53% dos entrevistados baianos avaliam que o país está em um bom caminho, 45% discordam e 3% não souberam responder, com diferença decorrente de arredondamento.
Lula lidera disputa presidencial no mesmo agrupamento
A preferência por ACM Neto para governador não se reproduz automaticamente na eleição presidencial. Lula lidera o primeiro turno no agrupamento com 49,1%.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 18,6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 16,1%. Renan Santos registra 6,8%; Augusto Cury, 3,6%; e Romeu Zema, 0,4%. Votos brancos ou nulos somam 1,2%, enquanto 4,1% não sabem.
No conjunto da Bahia, Lula tem 52,8%, Flávio Bolsonaro alcança 24,4%, Augusto Cury registra 7,5%, Caiado aparece com 5,5% e Renan Santos soma 4%. O desempenho de Caiado no agrupamento Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna é, portanto, nominalmente superior ao percentual estadual.
Lula vence as quatro simulações de segundo turno
Lula permanece à frente em todas as simulações presidenciais de segundo turno apresentadas para o recorte regional.
- Lula x Flávio Bolsonaro: Lula 49,7%; Flávio Bolsonaro 23,7%; brancos, nulos ou indecisos 26,6%.
- Lula x Ronaldo Caiado: Lula 52,8%; Ronaldo Caiado 31,8%; brancos, nulos ou indecisos 15,4%.
- Lula x Romeu Zema: Lula 52,7%; Romeu Zema 33,2%; brancos, nulos ou indecisos 14,1%.
- Lula x Renan Santos: Lula 53,1%; Renan Santos 28,6%; brancos, nulos ou indecisos 18,3%.
Os dados indicam uma diferenciação entre as escolhas para os governos estadual e federal: o agrupamento apresenta vantagem nominal para ACM Neto na Bahia e, simultaneamente, liderança de Lula na disputa presidencial.
Esse comportamento agregado não permite identificar, sem acesso aos microdados, quantos entrevistados combinam pessoalmente o voto em ACM Neto com o apoio a Lula. A pesquisa mostra a coexistência das duas preferências no recorte, mas não fornece uma tabela cruzando diretamente os votos estadual e presidencial por mesorregião.
Senado tem quatro candidaturas próximas
Na disputa pelas duas vagas do Senado, o consolidado do primeiro e do segundo votos coloca Rui Costa (PT) na liderança do agrupamento regional, com 24,1%.
Jaques Wagner (PT) aparece com 21,8%, seguido por Angelo Coronel (Republicanos), com 20,4%, e João Roma (PL), com 19,2%. A professora Delliana registra 2,4%, e Carlos Sodré, 0,4%.
Votos brancos ou nulos representam 7,5%, e 4% não souberam responder. Como cada eleitor escolhe dois candidatos ao Senado, os números correspondem ao consolidado das duas escolhas apresentado pelo levantamento.
No resultado estadual, Rui Costa registra 28,2%, Jaques Wagner tem 23,7%, João Roma alcança 18,3% e Angelo Coronel aparece com 16%. No agrupamento Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna, Coronel supera nominalmente Roma, invertendo a ordem observada no conjunto da Bahia.
A proximidade entre os quatro primeiros colocados torna o recorte politicamente relevante, mas a inexistência de margem de erro específica para a subdivisão impede classificar estatisticamente as posições intermediárias.
Avaliação dos prefeitos não pode ser individualizada
A pesquisa também pergunta sobre o “prefeito da sua cidade”. No agrupamento regional, 50% aprovam o desempenho do gestor municipal, 35% desaprovam e 15% não sabem.
Na avaliação qualitativa, 40% classificam a administração municipal como ótima ou boa, 32% como regular e 28% como ruim ou péssima.
Esses números não podem ser atribuídos individualmente aos prefeitos de Santo Antônio de Jesus, Ilhéus ou Itabuna. Como os resultados estão reunidos em uma única coluna e o documento não informa a distribuição municipal das entrevistas, qualquer associação direta com uma gestão específica ultrapassaria as informações disponibilizadas.
Criminalidade e saúde lideram problemas estaduais
A pesquisa identifica a criminalidade, citada por 82%, e o acesso à saúde, mencionado por 52,3%, como os principais problemas da Bahia. Qualidade da educação aparece com 21,8%, seguida por violência contra a mulher, com 19,5%, e corrupção, com 17,9%.
Esses indicadores são apresentados somente para o conjunto estadual. O relatório não oferece uma divisão regional dos problemas, razão pela qual não é possível afirmar que a mesma ordem de prioridades se reproduz especificamente em Santo Antônio de Jesus, Ilhéus ou Itabuna.
Da mesma forma, os dados sobre imagem e rejeição dos líderes políticos são estaduais. No conjunto da Bahia, Jerônimo Rodrigues registra rejeição de 41,5%, e ACM Neto, de 41,1%, mas o documento não informa esses índices por agrupamento territorial.
Metodologia e limites da pesquisa AtlasIntel
A população-alvo do levantamento é o eleitorado da Bahia. A AtlasIntel informa que utiliza recrutamento digital aleatório, denominado Atlas Random Digital Recruitment, com abordagem de usuários durante a navegação na internet em dispositivos localizados geograficamente.
Segundo a descrição metodológica, a amostra passa por pós-estratificação com variáveis como sexo, idade, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior. O objetivo declarado é aproximar o perfil dos respondentes daquele da população pesquisada.
A margem de ±2 pontos percentuais e o nível de confiança de 95% referem-se à amostra estadual de 1.804 entrevistados. O documento não publica intervalo de confiança, efeito de desenho, quantidade de casos ou margem específica para o agrupamento Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna.
Consequentemente, a diferença nominal de 7,1 pontos entre ACM Neto e Jerônimo no primeiro cenário não deve ser confrontada diretamente com a margem estadual como se o recorte tivesse a mesma precisão da amostra completa. Uma conclusão estatística regional dependeria de informações metodológicas adicionais.
Análise da pesquisa
O principal significado político do recorte é a coexistência de duas escolhas majoritárias distintas: ACM Neto lidera nominalmente a disputa estadual, enquanto Lula permanece à frente na eleição presidencial. Essa dissociação indica que a preferência pelo presidente não se transfere automaticamente para Jerônimo Rodrigues e que parte do eleitorado regional pode avaliar separadamente as disputas. Sem o cruzamento individual das respostas, porém, não é possível medir a extensão desse eventual voto combinado.
A vantagem de Neto aparece acompanhada por indicadores desfavoráveis à continuidade do governador: a desaprovação de Jerônimo alcança 51%, e 53,5% dizem que ele não merece ser reeleito. A proximidade entre esses resultados e a intenção de voto oposicionista oferece uma interpretação política plausível, mas não constitui prova de relação causal entre avaliação administrativa e escolha eleitoral.
O principal limite está na agregação territorial. Santo Antônio de Jesus, Ilhéus e Itabuna possuem realidades políticas e administrativas próprias, mas o relatório não separa os resultados nem informa o tamanho das subamostras. Tratar o percentual agrupado como resultado individual de qualquer município seria metodologicamente incorreto. Uma avaliação mais precisa depende da divulgação da distribuição das entrevistas, dos intervalos de confiança regionais e, quando possível, de tabelas ou microdados adicionais.
O núcleo factual é que ACM Neto registra 53,2%, contra 46,1% de Jerônimo Rodrigues, no primeiro cenário do agrupamento Santo Antônio de Jesus + Ilhéus-Itabuna, enquanto Lula lidera a disputa presidencial e quatro candidaturas aparecem próximas para o Senado. A relevância pública decorre do peso eleitoral e da diversidade política do recorte. As campanhas, os partidos, o instituto responsável e a Justiça Eleitoral deverão acompanhar os próximos levantamentos e eventuais esclarecimentos metodológicos necessários para determinar se o cenário se mantém ao longo da campanha.








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