Os superintendentes regionais da Polícia Federal (PF) divulgaram, nesta quarta-feira (09/09/2026), manifestação pública de apoio e solidariedade ao diretor-geral Andrei Augusto Passos Rodrigues e ao diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa, em reação ao que classificam genericamente como “acontecimentos recentes” com “graves reflexos para a Instituição”. A categoria sustenta que a PF deve permanecer protegida de interesses circunstanciais, disputas político-eleitorais e iniciativas capazes de comprometer sua autonomia.
A nota foi enviada ao Jornal Grande Bahia e é assinada pelo Serviço Público Federal — MJSP — Polícia Federal, com título “Manifestação dos Superintendentes Regionais da Polícia Federal”. Os subscritores afirmam acompanhar diariamente o funcionamento da corporação nas unidades federativas e declaram ser testemunhas da “seriedade, do equilíbrio e do compromisso” que atribuem à atual gestão da PF.
Superintendentes manifestam confiança em Andrei Rodrigues e Leandro Almada
Ao tratar especificamente dos dois dirigentes, a nota afirma que Andrei Rodrigues construiu sua trajetória profissional com base na defesa da instituição, na atuação técnica e no respeito à Constituição e às leis. Sobre Leandro Almada, os superintendentes registram uma trajetória de dedicação à PF e atuação profissional na área de inteligência policial.
A manifestação transforma essa avaliação funcional em uma declaração expressa de respaldo. Segundo o documento, ambos contam com “respeito, confiança e irrestrita solidariedade” dos signatários.
Polícia Federal é apresentada como instituição permanente de Estado
Os superintendentes definem a Polícia Federal como instituição permanente de Estado e afirmam que sua atuação não pode ser subordinada a interesses circunstanciais nem constrangida por disputas ou narrativas de natureza político-eleitoral.
Segundo o comunicado, qualquer tentativa de interferência externa que comprometa a autonomia da PF, deslegitime seus dirigentes ou prejudique o exercício regular de suas atribuições deve ser repelida. A nota estabelece, portanto, uma defesa simultânea da direção da corporação e da independência funcional do órgão.
Nota rejeita acusações consideradas sem fundamento
Outro ponto central é a reação às acusações que, na avaliação dos superintendentes, seriam “desprovidas de fundamento”. Os dirigentes afirmam não ser admissível utilizar acusações dessa natureza para atingir a honra dos responsáveis pela PF e, consequentemente, a credibilidade da própria corporação.
A classificação de eventuais acusações como infundadas constitui a posição dos signatários e deve ser compreendida nesses termos. Os subscritores acrescentam que divergências institucionais devem ser enfrentadas dentro dos limites da Constituição, das leis e das atribuições próprias de cada órgão. Também sustentam que iniciativas capazes de comprometer a independência e o funcionamento regular da PF seriam incompatíveis com o papel desempenhado por uma instituição que qualificam como essencial ao Estado Democrático de Direito.
Dirigentes regionais reafirmam unidade em defesa da PF
Na parte final, os superintendentes afirmam estar unidos em defesa da Polícia Federal, de sua autonomia e de seus dirigentes. O documento associa diretamente essa posição a Andrei Rodrigues e Leandro Almada, apresentados pelos signatários como profissionais vinculados à história e aos valores institucionais da corporação.
A declaração é reforçada por uma formulação curta e categórica:
“Nosso apoio é inequívoco. Nossa defesa da Polícia Federal, inegociável.”








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