Lula conquista quarto mandato: os fatores da virada histórica e da derrota de Flávio Bolsonaro | Por Carlos Augusto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais de domingo (25/10/2026) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos, ou 48,21%, de Flávio Bolsonaro (PL). O resultado anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu uma vantagem de 4.430.191 votos para o petista.

A eleição reúne duas marcas históricas: Lula tornou-se o primeiro brasileiro escolhido quatro vezes pelo voto direto para a Presidência, após as vitórias de 2002, 2006, 2022 e 2026, e o primeiro candidato presidencial a terminar o primeiro turno em segundo lugar e vencer a rodada decisiva. O quarto mandato corresponde ao período conquistado nas urnas, ainda a ser iniciado.

A pesquisa dos resultados, dos levantamentos eleitorais e da cobertura da campanha aponta uma combinação de fatores: maior comparecimento, reorganização da comunicação, mobilização de apoiadores, vínculo com o eleitorado de menor renda e avanço em territórios decisivos. Teorias da ciência política ajudam a interpretar esses movimentos, mas não permitem atribuir, sem investigação adicional, uma parcela exata da vitória a cada um deles.

A dimensão da virada: Lula ampliou sua votação muito mais que Flávio

No balanço divulgado pelo TSE após o primeiro turno, com 99,99% das urnas apuradas, Flávio aparecia com 56.104.268 votos, ou 47,03%, enquanto Lula registrava 53.876.617 votos, equivalentes a 45,16%. A diferença era de aproximadamente 2,23 milhões de votos a favor do candidato do PL.

A comparação desse balanço com o resultado anunciado para o segundo turno mostra que Lula acrescentou aproximadamente 10,38 milhões de votos, enquanto Flávio ganhou cerca de 3,72 milhões. A mudança no saldo entre os adversários foi, portanto, de aproximadamente 6,66 milhões de votos. Os cálculos utilizam a fotografia praticamente concluída do primeiro turno e os números posteriores divulgados pelo tribunal.

O mecanismo eleitoral central está nessa diferença de expansão. Flávio também cresceu, mas não no ritmo necessário para preservar a liderança. Os totais, entretanto, não revelam quantos eleitores migraram diretamente entre os candidatos, quantos haviam escolhido outros nomes e quantos retornaram às urnas depois de se abster.

Gary Cox: o segundo turno permite reorganizar a maioria

Em Making Votes Count: Strategic Coordination in the World’s Electoral Systems (1997), o cientista político Gary W. Cox examina como as regras eleitorais criam problemas de coordenação para partidos, candidatos e eleitores. Uma força política precisa concentrar preferências dispersas em alternativas capazes de vencer.

Essa abordagem ajuda a compreender por que liderar o primeiro turno não assegura a vitória no segundo. Quando restam duas candidaturas, eleitores de nomes eliminados reorganizam suas escolhas. Parte deles pode apoiar alguém que não era sua primeira preferência para impedir a vitória do adversário.

Aplicada à eleição de 2026, a interpretação é que Lula conseguiu formar uma maioria diferente daquela existente na primeira etapa. O desafio era somar sua base a novos apoios e ampliar a participação. Essa aplicação é uma análise da reportagem: a obra de Cox é anterior à disputa e não constitui uma avaliação do autor sobre o resultado brasileiro de 2026.

Queda da abstenção aumentou a participação na etapa decisiva

A abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para cerca de 19,2% no segundo, segundo o TSE. A redução próxima de 1,9 ponto percentual ampliou o universo de participantes na escolha final.

Antes da votação, o Datafolha já oferecia um indício sobre a importância desse movimento. Levantamento divulgado em 23 de outubro apontava empate de 50% a 50% nos votos válidos, mas vantagem de Flávio, por 51% a 49%, quando considerados somente os entrevistados que haviam votado no primeiro turno.

A campanha petista concentrou esforços no comparecimento. A cobertura da reta final registrou orientações para votar cedo, oferecer caronas e procurar indecisos e eleitores que haviam votado em branco ou anulado. A estratégia coincide com a redução posterior da abstenção, embora essa associação não permita atribuir todos os novos votos ao presidente.

Verba, Schlozman e Brady: preferência precisa se transformar em participação

Em Voice and Equality: Civic Voluntarism in American Politics (1995), Sidney Verba, Kay Lehman Schlozman e Henry E. Brady explicam a participação política a partir de recursos, engajamento e recrutamento. Tempo, dinheiro, habilidades cívicas e convites para participar influenciam a capacidade de agir politicamente.

O modelo ajuda a investigar uma questão concreta: preferir um candidato não garante chegar à urna. Transporte, distância, informação e disponibilidade de tempo podem afetar o comparecimento. A mobilização também pode reduzir essas barreiras.

Sua aplicação ao Brasil exige considerar o voto obrigatório e outras diferenças institucionais. Ainda assim, oferece um mecanismo relevante para interpretar a virada: uma campanha pode crescer ao levar às urnas apoiadores que já existiam, sem depender exclusivamente da conversão de eleitores adversários.

Nordeste assegurou a maior vantagem; Minas contribuiu para a recuperação

O Nordeste forneceu a principal vantagem regional de Lula. Levantamento do UOL com dados eleitorais aponta 24.450.432 votos, ou 69,37%, para o presidente, contra 10.796.736 votos, equivalentes a 30,63%, de Flávio. A diferença foi de 13.653.696 votos, com vitória petista nos nove estados nordestinos.

Essa margem compensou derrotas em outras regiões. No Sudeste, Flávio terminou à frente com 52,76%, contra 47,24% de Lula, e vantagem de aproximadamente 2,81 milhões de votos. O resultado nacional dependeu tanto da sustentação das bases petistas quanto da capacidade de reduzir perdas em áreas favoráveis ao adversário.

Em Minas Gerais, Lula reverteu a derrota do primeiro turno e alcançou aproximadamente 50,4% dos votos válidos. Foi a única unidade da Federação em que mudou o candidato vencedor entre as duas etapas. A recuperação mineira contribuiu diretamente para a virada nacional, embora não a explique isoladamente.

O avanço ocorreu também em municípios onde Lula permaneceu derrotado

Levantamento da Folha de S.Paulo, baseado nos resultados do TSE, identificou melhora da posição de Lula diante de Flávio em 96,7% dos municípios, pela ampliação da vantagem ou redução da desvantagem. O petista reverteu o vencedor em 211 cidades, enquanto Flávio conseguiu uma virada municipal.

Esse movimento mostra por que contar apenas municípios ou estados vencidos é insuficiente. Reduzir uma derrota em um grande centro pode produzir mais votos do que conquistar diversas cidades pequenas.

Na capital paulista, Lula obteve 55,5% dos votos válidos, embora Flávio tenha vencido no conjunto do estado, com 53,85%. A cidade de São Paulo também registrou queda da abstenção entre os turnos, de 23,4% para 20,36%, conforme o Tribunal Regional Eleitoral.

Proteção social sustentou uma das bases da candidatura

Pesquisa do Datafolha, realizada em 13 e 14 de outubro, mostrou que 48% dos entrevistados que pretendiam votar em Lula citaram proteção social e classe entre as razões da escolha. Os participantes podiam indicar mais de um motivo.

Entre os apoiadores de Flávio, as motivações mais frequentes eram mudança e alternância de poder, mencionadas por 41%, e rejeição a Lula e ao PT, citada por 31%. O levantamento ouviu 2.520 pessoas em 153 municípios, com margem de erro geral de dois pontos percentuais e registro BR-00466/2026.

Os resultados revelam forças distintas: o desejo de substituir o governo e a defesa de políticas associadas ao presidente. A continuidade permaneceu competitiva porque parte do eleitorado a relacionava à proteção de suas condições de vida.

André Singer: o lulismo e a representação dos setores de menor renda

Em Raízes sociais e ideológicas do lulismo (2009), André Singer identifica uma reorganização da base eleitoral de Lula, especialmente em 2006. Sua interpretação destaca a aproximação de setores de baixíssima renda com uma liderança associada à redução da pobreza, preservando a ordem econômica e evitando uma ruptura radical.

O conceito ajuda a compreender como proteção social, estabilidade e memória de ascensão material podem sustentar uma candidatura em ambiente de desgaste. Nessa leitura, o vínculo com Lula envolve experiências de representação acumuladas ao longo dos governos.

Para 2026, a hipótese é que esse vínculo tenha oferecido uma base resistente para a reconstrução da maioria. Sua confirmação exige cruzar renda, trajetória social, avaliação das políticas públicas e voto individual. A predominância eleitoral em regiões pobres, isoladamente, não demonstra a motivação de cada cidadão.

Morris Fiorina: experiências anteriores influenciam a escolha

A teoria do voto retrospectivo, desenvolvida por Morris P. Fiorina, examina como o desempenho anterior de governos e partidos influencia decisões eleitorais. Experiências e avaliações do passado ajudam o eleitor a decidir pela manutenção ou substituição dos governantes. www.hss.caltech.edu

O mecanismo pode operar nos dois sentidos. Dificuldades com preços, renda e serviços públicos favorecem a punição ao governo; lembranças de benefícios e oportunidades podem estimular a continuidade.

No caso de Lula, essa abordagem permite investigar a avaliação simultânea do governo em exercício e dos mandatos anteriores. A vitória, portanto, não equivale automaticamente à aprovação integral da gestão atual. Uma possibilidade é que experiências positivas acumuladas tenham compensado insatisfações presentes.

A disputa econômica envolveu o cotidiano das famílias

Na análise publicada por Igor Gielow, na Folha, a campanha de Lula precisou corrigir a distância entre o discurso sobre indicadores gerais da economia e problemas concretos das famílias, especialmente endividamento, renda e insegurança. Trata-se de uma interpretação jornalística sobre os erros da primeira etapa.

A mesma análise aponta uma mudança de direção, com maior destaque para benefícios, renegociação de dívidas de microempreendedores e medidas voltadas ao cotidiano dos trabalhadores. O efeito eleitoral de cada anúncio, contudo, não foi isolado pelos dados consultados.

O dado mais sólido sobre motivação é o peso declarado da proteção social entre os apoiadores de Lula. Ele oferece uma explicação mais específica do que presumir satisfação generalizada com a economia.

Campanha digital e presença nas ruas atuaram em conjunto

A reorganização digital teve como personagem central o deputado André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ultrapassou 10 milhões de usuários, segundo o UOL. O presidente reconheceu publicamente sua participação depois da vitória.

O canal esteve no centro de disputas judiciais. Conforme a mesma reportagem, Google, Meta e X informaram não ter encontrado indícios das irregularidades investigadas na atuação dos perfis examinados. Questionamentos judiciais precisam ser distinguidos da comprovação das acusações.

A interpretação é que a comunicação digital ajudou a organizar a ação presencial, difundindo mensagens e estimulando a participação. Seguidores, visualizações e tamanho de manifestações, entretanto, não equivalem automaticamente a votos.

Bennett e Segerberg: a lógica da ação conectiva

W. Lance Bennett e Alexandra Segerberg desenvolveram o conceito de ação conectiva para explicar mobilizações baseadas no compartilhamento personalizado de conteúdos em redes digitais. Pessoas podem participar por motivações próprias e conectar suas ações sem depender integralmente de organizações centralizadas.

Essa perspectiva ajuda a examinar como vídeos, mensagens e convocações podem estimular conversas com familiares, presença em atos e organização de deslocamentos para votar.

Como a campanha de Lula também possuía comando partidário e coordenação formal, a hipótese mais adequada é de combinação entre estruturas tradicionais e redes de participação personalizada. A teoria explica um mecanismo possível de mobilização; não comprova, por si, sua dimensão eleitoral.

Samuels e Zucco: a rejeição também organiza o voto

Em Partisans, Antipartisans, and Nonpartisans: Voting Behavior in Brazil (2018), David Samuels e Cesar Zucco distinguem identificação partidária positiva, antipartidarismo e ausência de identificação. Seus estudos mostram a importância da adesão ao PT e da oposição ao partido na organização das preferências brasileiras.

Essa distinção permite compreender que o eleitor pode escolher um candidato para elegê-lo ou para impedir a vitória de outro. A rejeição a Lula favorecia Flávio, enquanto a resistência ao bolsonarismo poderia reunir cidadãos que não aprovavam integralmente o governo petista.

A hipótese para o segundo turno é que o antipetismo encontrou um limite diante da mobilização antibolsonarista. Isso não pressupõe equivalência entre os campos. Significa que descontentamento com o governo e disposição para eleger seu adversário são atitudes diferentes.

A possibilidade de vitória de Flávio pode ter reativado seus opositores

Em debate da TV Folha, Mônica Bergamo interpretou o segundo turno como um deslocamento do julgamento do lulismo para o julgamento do bolsonarismo. Na mesma discussão, o professor e pesquisador Wilson Gomes avaliou que a liderança de Flávio na primeira etapa pode ter reativado o sentimento antibolsonarista.

Essas interpretações oferecem uma hipótese para a reorganização do eleitorado: a possibilidade concreta de vitória do candidato do PL teria aumentado a disposição de seus opositores para participar.

Sua comprovação depende de pesquisas posteriores à votação. O resultado agregado mostra a expansão de Lula, mas não permite determinar quantos cidadãos agiram especificamente para impedir o retorno da família Bolsonaro à Presidência.

Por que a liderança de Flávio não se converteu em vitória

A derrota do candidato do PL pode ser examinada em três dimensões complementares:

  • Expansão insuficiente: sua votação cresceu aproximadamente 3,72 milhões, diante de cerca de 10,38 milhões incorporados por Lula.
  • Recuperação territorial do adversário: a vantagem nordestina e o avanço petista em Minas Gerais e em grandes centros alteraram o saldo nacional.
  • Limite da mensagem de alternância: o desejo de mudança sustentou sua competitividade, mas não produziu a maioria necessária diante da mobilização adversária.

A cobertura da Folha também apontou excesso de confiança depois do primeiro turno, com antecipação de discussões sobre ministério e mudanças constitucionais enquanto Lula reorganizava a campanha. A avaliação oferece uma hipótese sobre a estratégia do derrotado, mas não prova seu efeito sobre o eleitor.

Também seria precipitado atribuir o desfecho a um único debate. Na pesquisa final relatada pela Folha, 36% dos entrevistados consideraram Lula o melhor no encontro da Globo e outros 36% escolheram Flávio. O dado recomenda cautela com explicações centradas exclusivamente em episódios televisivos.

Bahia participou de uma estratégia anunciada antes da votação

Na Bahia, a busca por maior participação havia sido explicitada no início do segundo turno. Em reportagem publicada pelo Jornal Grande Bahia em 7 de outubro, Rui Costa anunciou mobilização ao lado de Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner, com foco na redução da abstenção e na conquista de novos eleitores.

O registro anterior ao resultado documenta um objetivo concreto. A mobilização já integrava a estratégia divulgada publicamente, antes de ser apresentada como explicação para a vitória.

Medir sua contribuição exige comparar comparecimento, crescimento dos candidatos e distribuição territorial dos votos. A atuação das lideranças pode ser documentada; sua parcela exata no resultado não deve ser presumida.

Prorrogação da votação exige investigação específica

A eleição foi marcada pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que estendeu a votação até as 19 horas nas seções ainda abertas. Segundo a Agência Senado, urnas encerradas não foram reabertas, e a campanha de Flávio também havia solicitado extensão do horário por problemas relacionados às chuvas.

Depois da derrota, Flávio afirmou que contestaria o resultado. Sua manifestação constitui um fato político, mas não demonstra, por si, irregularidade capaz de invalidar a eleição.

Nas fontes examinadas, não há quantificação que permita atribuir a vitória à extensão do horário. Para sustentar essa conclusão, seria necessário identificar os votos efetivamente registrados no período adicional e demonstrar seu impacto no saldo nacional.

O que está demonstrado e o que permanece em aberto

As evidências mais firmes estão no crescimento superior da votação de Lula, na redução da abstenção, na vantagem nordestina e na recuperação territorial. As teorias apresentadas permitem organizar hipóteses sobre esses movimentos, sem atribuir aos seus autores análises específicas da eleição de 2026.

Coordenação eleitoral ajuda a compreender a formação da maioria; lulismo e voto retrospectivo, a persistência dos vínculos sociais; antipartidarismo, a força das rejeições; e mobilização e ação conectiva, a transformação de preferências em participação.

Permanece necessário evitar a falácia ecológica: deduzir escolhas individuais a partir de resultados territoriais. Uma cidade registrar menor abstenção e mais votos para Lula não demonstra que os antigos abstencionistas votaram nele. Pesquisas que acompanhem os mesmos eleitores entre os turnos serão especialmente relevantes para determinar quanto da virada veio de mobilização, transferência de votos e mudança efetiva de preferência.

*Carlos Augusto, jornalista, cientista social e editor do Jornal Grande Bahia.

Leia +

Eleições 2026: Lula obtém 71,31% na Bahia e vence em 413 municípios, incluindo os dez maiores colégios eleitorais; Flávio Bolsonaro ganha em quatro cidades

Como Salvador votou para presidente no 2º turno de 2026: Lula tem 73,24%, Flávio Bolsonaro 26,76% e abstenção cai

Eleições 2026: veja como o eleitor de Feira de Santana votou para presidente no segundo turno

Eleições 2026: segundo turno leva 2,96 milhões de eleitores a mais às urnas, reduz brancos e nulos e permite virada inédita de Lula

Presidente Lula promete mudar forma de governar, ampliar participação popular e priorizar educação, tecnologia, SUS e segurança no quarto mandato

Bahia se torna eixo nacional de Lula em 2026: da multidão na Barra à força política construída em duas décadas | Por Carlos Augusto

Bahia se consolida como principal bastião de Lula em 2026 e vira peça estratégica na disputa pelo quarto mandato | Por Carlos Augusto


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.

Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo