Nesta sexta-feira (09/05/2025), o deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou duramente a gestão do União Brasil em Salvador, ao comentar o desempenho da capital baiana no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). Elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o ranking revelou que Salvador ocupa apenas a 7ª colocação entre os municípios baianos em indicadores de desenvolvimento socioeconômico.
Segundo o levantamento, Salvador obteve nota 0,6442, ficando atrás de Luís Eduardo Magalhães (0,6865), Irecê, Brumado, Barreiras, Mata de São João e Mucuri. O IFDM avalia as áreas de emprego e renda, educação e saúde, utilizando dados oficiais das administrações públicas municipais.
Críticas ao modelo de gestão municipal
Robinson Almeida atribuiu a má colocação da capital à condução política do ex-prefeito ACM Neto e do atual prefeito Bruno Reis, ambos do União Brasil. Para o parlamentar, o resultado revela o fracasso de um modelo de gestão que privilegia o marketing e obras de fachada, em detrimento de políticas públicas estruturantes.
“Mais um vexame da dupla ACM Neto e Bruno Reis: Salvador estagnou o seu desenvolvimento nas gestões do União Brasil, fruto de um modelo excludente, que não combate às desigualdades nem fortalece o desenvolvimento social e econômico da cidade”, afirmou o deputado.
Indicadores negativos agravam cenário da capital baiana
Além da colocação no IFDM, o deputado destacou uma série de dados que, segundo ele, evidenciam o abandono de políticas públicas essenciais:
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Maior taxa de desemprego entre capitais do Nordeste, segundo o IBGE.
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Segunda capital menos arborizada do Brasil.
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Liderança nacional em moradores de ruas sem calçadas.
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Baixa cobertura da atenção básica em saúde.
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Aumento da população em situação de rua.
Robinson também chamou atenção para o dado referente à desnutrição infantil, que atinge 4,03% das crianças de até 5 anos, o pior índice entre todas as capitais do país, segundo dados de 2021. Ele denunciou ainda a ausência de investimentos em creches e educação integral, especialmente nos bairros periféricos.
“Essa política do asfalto e da maquiagem esconde a dura realidade da maioria dos soteropolitanos. É preciso governar para o povo, não para a propaganda”, declarou.
Avaliação política e perspectivas
O parlamentar concluiu sua análise afirmando que Salvador, que historicamente deveria liderar o desenvolvimento na Bahia, passou a representar a falência de um projeto político voltado para interesses restritos.
“Salvador deveria ser locomotiva, mas virou símbolo de desigualdade. Essa gestão do União Brasil serve aos poucos e exclui muitos”, pontuou.
Para ele, a sucessão de indicadores negativos compromete a imagem da capital e impõe a necessidade de um debate mais profundo sobre o futuro da administração pública no município.








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