Nesta terça-feira (31/03/2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros no Palácio do Planalto para a primeira reunião ministerial do ano, marcada por um balanço detalhado das ações do governo entre 2023 e 2025 e por um recado direto sobre a necessidade de continuidade das políticas públicas até o fim do mandato. Durante o encontro, o presidente enfatizou que ainda há “muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro”, destacando a obrigação de manter o funcionamento da máquina pública sem paralisações e reforçando os avanços sociais, econômicos e institucionais apresentados pela equipe ministerial.
A reunião foi estruturada como uma prestação de contas interna do governo federal, com apresentação de indicadores que, segundo o Palácio do Planalto, evidenciam uma mudança de trajetória do país desde 2023. O presidente afirmou que o Brasil saiu de um cenário de disfuncionalidade institucional para um ambiente de funcionamento regular da máquina pública, com melhora em indicadores sociais e econômicos.
Entre os principais dados apresentados está a retirada de 26,5 milhões de pessoas da fome entre 2023 e 2024, além da redução da pobreza, com 8,7 milhões de brasileiros saindo dessa condição e 3,1 milhões deixando a extrema pobreza. Também foi destacada a queda do coeficiente de Gini para 50,4 em 2024, apontado como o menor nível da série histórica recente.
No campo do emprego, o governo destacou a menor taxa de desemprego já registrada, de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, com 102,5 milhões de pessoas ocupadas, além do crescimento do rendimento médio do trabalho, que atingiu R$ 3.742.
Políticas sociais e expansão de programas estruturantes
O balanço também enfatizou a ampliação de programas sociais e de transferência de renda, com destaque para a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, medida que, segundo estimativas do governo, beneficia cerca de 16 milhões de brasileiros.
Na área de segurança alimentar, o orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) registrou crescimento de 213%, totalizando R$ 3,6 bilhões. Já no acesso ao crédito, cerca de 9,4 milhões de trabalhadores passaram a contar com taxas de juros reduzidas, com volume de empréstimos que alcança R$ 117,1 bilhões.
Programas voltados à energia e ao custo de vida também foram destacados, como o acesso à energia gratuita para 16 milhões de famílias e o benefício do gás de cozinha para 15 milhões de famílias, dentro das iniciativas voltadas à redução do impacto inflacionário sobre a população de baixa renda.
Saúde e educação apresentam indicadores recordes
Na área da saúde, o governo apontou recordes na realização de procedimentos e ampliação do acesso a medicamentos. Foram 14,5 milhões de cirurgias eletivas em 2025, crescimento de 41,3% em relação a 2022, além de 27,3 milhões de atendidos pelo programa Farmácia Popular, aumento de 31% no mesmo período.
O Novo PAC destinou R$ 25 bilhões para obras de saúde, com 3.201 intervenções realizadas entre 2023 e 2025, número significativamente superior ao período anterior.
Na educação, os dados apresentados indicam que 66% das crianças foram alfabetizadas na idade adequada, cumprimento da meta do Plano Nacional de Educação. Também foram registradas 8,8 milhões de matrículas em escolas de tempo integral e mais de 4 milhões de estudantes beneficiados pelo programa Pé-de-Meia, voltado à permanência no ensino médio.
Infraestrutura, meio ambiente e agronegócio ganham destaque
O governo também destacou avanços em infraestrutura e meio ambiente, com investimentos do Novo PAC que somam R$ 1,8 trilhão, dos quais R$ 1,1 trilhão já executados, alcançando 99% dos municípios brasileiros.
No setor habitacional, a meta inicial de 2 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida foi atingida ainda em 2025, com nova projeção de 3 milhões de unidades até 2026.
No campo ambiental, os dados indicam redução de 50% do desmatamento na Amazônia, queda de 32,3% no Cerrado e redução de 98,77% do garimpo em terras Yanomami.
Já no agronegócio, o Plano Safra apresentou crescimento de 117%, totalizando R$ 1,54 trilhão, além da abertura de 552 novos mercados internacionais para produtos brasileiros entre 2023 e 2026.
Governo reforça discurso de continuidade até o fim do mandato
Durante a reunião, Lula fez um apelo direto aos ministros para que mantenham o ritmo de execução das políticas públicas até o encerramento do atual ciclo governamental. O presidente ressaltou que não haverá espaço para desaceleração administrativa, especialmente diante de um cenário de transição política com a aproximação das eleições de 2026.
A fala também incluiu agradecimento aos ministros que deixarão seus cargos, indicando um processo de reorganização da equipe ministerial nos próximos meses, em função das disputas eleitorais.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçou a narrativa de mudança estrutural do país, afirmando que o Brasil “voltou a crescer, reduziu desigualdades e fortaleceu as instituições públicas”, enquanto o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou a combinação entre crescimento econômico, redução da inflação e aumento da renda como pilares do atual momento econômico.
A sistematização dos dados apresentados na reunião ministerial permite organizar as informações em categorias temáticas, facilitando a leitura, análise comparativa e uso editorial.
Principais dados apresentados pelo ministro Rui Costa
Os dados do Governo Lula 3 revelam três eixos centrais
- Expansão de políticas sociais com forte impacto distributivo
- Melhora consistente em indicadores de emprego e renda
- Aumento expressivo do investimento público em infraestrutura e serviços
Combate à fome e redução da pobreza
- 26,5 milhões de pessoas saíram da fome (2023–2024)
- 8,7 milhões deixaram a pobreza
- 3,1 milhões saíram da extrema pobreza
- Coeficiente de Gini: 50,4 (menor nível recente)
Emprego, renda e mercado de trabalho
- Taxa de desemprego: 5,4% (mínima histórica)
- 102,5 milhões de pessoas ocupadas
- Rendimento médio recorde: R$ 3.742
- 16 milhões beneficiados com isenção de IR até R$ 5 mil
- 9,4 milhões com acesso a crédito mais barato
- R$ 117,1 bilhões em empréstimos liberados
Programas sociais e custo de vida
- +213% no orçamento do PAA (R$ 3,6 bilhões)
- 16 milhões de famílias com energia gratuita
- 15 milhões de famílias beneficiadas com gás
Saúde pública
- 14,5 milhões de cirurgias eletivas em 2025 (+41,3%)
- 27,3 milhões atendidos pelo Farmácia Popular (+31%)
- R$ 25 bilhões investidos em obras de saúde
- 3.201 obras realizadas (vs. 219 no período anterior)
Educação
- 66% das crianças alfabetizadas na idade certa
- 8,8 milhões de matrículas em tempo integral
- 4 milhões de estudantes no programa Pé-de-Meia
Infraestrutura e investimentos públicos
- R$ 1,8 trilhão em investimentos do Novo PAC
- R$ 1,1 trilhão já executados
- 99% dos municípios atendidos
- 620 vezes mais recursos para prevenção de desastres (R$ 12,4 bilhões)
Habitação
- 2 milhões de moradias contratadas (meta atingida em 2025)
- Nova meta: 3 milhões até 2026
Meio ambiente
- –50% no desmatamento da Amazônia
- –32,3% no desmatamento do Cerrado
- –98,77% do garimpo em terras Yanomami
Agricultura e desenvolvimento rural
- 230.592 famílias assentadas (11x mais que período anterior)
- Plano Safra: R$ 1,54 trilhão (+117%)
Comércio exterior
- 552 novos mercados internacionais abertos (2023–2026)
Infraestrutura hídrica
- 1.130 km de adutoras e canais
- 1 bilhão de m³ em capacidade de reservação
- Crescimento de 1.067% nas obras hídricas
Segurança e direitos sociais
- 5.238 prisões por crimes de violência contra a mulher
- 19 novas unidades de atendimento








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