Salvador, quinta-feira (02/04/2026) — O governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram da autorização para o início das obras do Tramo IV da Linha 1 do Metrô de Salvador, entre a Estação da Lapa e a futura Estação Campo Grande. A intervenção integra o programa federal de investimentos em mobilidade urbana e amplia a rede metroviária em direção ao Centro da capital baiana.
O novo trecho terá 1,105 km de extensão, integralmente construído em túnel. O investimento previsto supera R$ 1,518 bilhão, com recursos federais e estaduais, conforme informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia. A ordem de serviço foi assinada durante agenda conjunta dos governos estadual e federal em Salvador.
A previsão apresentada para a futura estação é de aproximadamente 12 mil passageiros por dia. Na etapa de autorização do edital, em junho de 2025, a estimativa oficial indicava 11,5 mil usuários diários. O equipamento ficará próximo a escritórios, estabelecimentos comerciais, hotéis, escolas e ao Campus Universitário do Canela da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Obra prevê empregos e novos fluxos econômicos no Centro
A ordem de serviço assinada em abril de 2026 formalizou o início da implantação do Tramo IV. O projeto abrange obras civis, escavação do túnel, construção da estação e instalação dos sistemas necessários à operação ferroviária. A execução está sob responsabilidade do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), em parceria com o Ministério das Cidades.
A projeção divulgada para a fase de construção é de aproximadamente mil empregos diretos. Esses postos estarão vinculados às diferentes etapas da intervenção, incluindo engenharia, escavação, montagem de estruturas, instalação de equipamentos, segurança e serviços de apoio.
A futura operação também poderá alterar o fluxo de consumidores e trabalhadores na região do Campo Grande. O entorno reúne restaurantes, bares, hotéis, lojas, instituições de ensino e prestadores de serviços. A dimensão desse impacto econômico dependerá do cumprimento do cronograma, da integração com os demais modais e da frequência de utilização do novo trecho.
Transferência ao Governo da Bahia antecedeu início da operação
A construção do Metrô de Salvador começou em 2000 e permaneceu sob responsabilidade municipal por aproximadamente 13 anos, sem entrada em operação comercial. Em abril de 2013, um acordo entre o então prefeito ACM Neto e o governador Jaques Wagner transferiu ao Governo da Bahia o controle da companhia responsável pelo metrô e pelo sistema ferroviário do Subúrbio.
A operação assistida da Linha 1 começou em 11 de junho de 2014, com as estações Lapa, Campo da Pólvora, Brotas e Acesso Norte. A abertura ocorreu após a contratação, pelo Governo da Bahia, de uma parceria público-privada para concluir, operar, manter e expandir o sistema.
Durante a gestão do governador Rui Costa, as linhas 1 e 2 foram ampliadas com a construção de estações, terminais de integração e novos trechos. Atualmente, o sistema possui duas linhas, 42 km de extensão, 21 estações e 40 trens, além de terminais integrados. O Tramo IV constitui uma nova etapa dessa expansão sob a gestão de Jerônimo Rodrigues.
Estação aproximará metrô de equipamentos culturais e bairros centrais
A implantação da Estação Campo Grande aproximará a rede metroviária do Teatro Castro Alves, da Concha Acústica e do projeto do Centro Cultural Banco do Brasil, previsto para funcionar no Palácio da Aclamação. Esses equipamentos integram uma área com atividades culturais, educacionais, comerciais e turísticas.
A localização também deverá facilitar o acesso ao Centro Histórico de Salvador e reduzir a distância entre o metrô e bairros como Vitória, Canela e Graça. A estação não substituirá os deslocamentos complementares por ônibus, caminhada ou outros meios, mas poderá reduzir o percurso atualmente realizado a partir da Lapa.
Entre os pontos que deverão ser acompanhados durante a execução estão o cronograma físico-financeiro, as alterações no trânsito, a acessibilidade, a segurança dos túneis, a integração tarifária e os impactos sobre imóveis e bens de interesse histórico. O atendimento da demanda projetada dependerá ainda da conexão da estação com as linhas de ônibus e dos padrões operacionais definidos para o novo trecho.








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