Divulgada na quinta-feira (03/09/2026), a pesquisa AtlasIntel/A Tarde sobre as eleições de 2026 mostra o governador Jerônimo Rodrigues com 48,8% das intenções de voto e ACM Neto com 45,5% no agrupamento territorial formado por Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê. No mesmo recorte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcança 60,7% no cenário estimulado de primeiro turno, enquanto Rui Costa e Jaques Wagner aparecem nas primeiras posições da disputa pelo Senado. O levantamento ouviu 1.804 eleitores da Bahia, entre 28/08 e 02/09/2026, mas não informa o número de entrevistas nem a margem de erro específica do agrupamento regional.
Jerônimo registra vantagem nominal sobre ACM Neto
No primeiro cenário apresentado para o Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues soma 48,8%, enquanto ACM Neto registra 45,5%. A diferença nominal é de 3,3 pontos percentuais.
O candidato Ronaldo Mansur aparece com 0% nesse recorte. Outros 5,7% dos entrevistados indicaram voto branco ou nulo, e não houve registro de eleitores que não soubessem responder.
No segundo cenário, que acrescenta outros nomes à lista, os percentuais dos dois principais concorrentes permanecem inalterados: 48,8% para Jerônimo e 45,5% para ACM Neto. Ronaldo Mansur, Ariel Capistrano e Aroldo Félix não pontuam no agrupamento, enquanto os votos brancos e nulos continuam em 5,7%.
| Cenário para o Governo da Bahia | Jerônimo Rodrigues | ACM Neto | Diferença nominal |
|---|---|---|---|
| Primeiro turno — cenário 1 | 48,8% | 45,5% | 3,3 pontos |
| Primeiro turno — cenário 2 | 48,8% | 45,5% | 3,3 pontos |
| Segundo turno | 48,9% | 45,5% | 3,4 pontos |
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, Jerônimo alcança 48,9%, diante de 45,5% de ACM Neto. Brancos e nulos representam 5,6%, sem registro de indecisos. A diferença nominal sobe para 3,4 pontos percentuais.
Os resultados indicam estabilidade no confronto entre os dois principais nomes. Entretanto, o documento não apresenta uma margem de erro específica para o recorte de Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê. Por essa razão, não é possível afirmar, com base apenas nos dados publicados, se a diferença configura uma liderança estatisticamente consolidada.
Resultado regional contrasta com equilíbrio estadual
No conjunto da Bahia, a pesquisa apresenta uma disputa mais equilibrada. No primeiro cenário estadual, ACM Neto marca 49,1%, enquanto Jerônimo Rodrigues tem 47,9%. A diferença nominal é de 1,2 ponto percentual.
No segundo cenário, o ex-prefeito de Salvador registra 48,8%, e o atual governador, 47,5%. Em uma simulação de segundo turno, ACM Neto aparece com 49,2%, ante 48,6% de Jerônimo.
Como a margem de erro estadual é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os resultados gerais situam os dois concorrentes em condição de empate técnico. Já no agrupamento de Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê, o governador passa numericamente à frente.
A comparação mostra que o comportamento eleitoral desse recorte difere do resultado agregado da Bahia. A pesquisa, porém, não oferece dados individualizados que permitam determinar qual das três localidades produz a maior contribuição para a vantagem regional de Jerônimo.
Recorte representa 15,6% da distribuição territorial
O agrupamento Juazeiro + Paulo Afonso + Irecê responde por 15,6% da distribuição territorial apresentada no perfil da amostra ponderada. Os resultados das três localidades são publicados em uma única coluna, classificada pelo levantamento como uma mesorregião.
Isso significa que os percentuais não podem ser atribuídos separadamente a Juazeiro, Paulo Afonso ou Irecê. Também não é possível concluir, a partir do relatório, que determinado candidato esteja à frente em cada uma das cidades.
O estudo não informa o número bruto de entrevistados nesse agrupamento, nem apresenta intervalo de confiança ou margem de erro regional. A margem de dois pontos percentuais divulgada pela AtlasIntel refere-se ao conjunto dos 1.804 entrevistados da Bahia e não deve ser automaticamente aplicada a subdivisões territoriais.
Aprovação de Jerônimo fica dividida no agrupamento
A avaliação da administração estadual revela uma divisão exata entre os entrevistados do recorte. Segundo a pesquisa, 50% aprovam o desempenho de Jerônimo Rodrigues e 50% desaprovam. Não houve registro de participantes que não soubessem avaliar.
Na classificação qualitativa, 48% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 6% avaliam a gestão como regular, enquanto 46% a classificam como ruim ou péssima.
Quando questionados se o governador merece ser reeleito, 51,1% respondem que não. Outros 47,6% entendem que Jerônimo deve receber um novo mandato, e 1,3% não sabem.
Os indicadores colocam o governador próximo da metade do eleitorado regional tanto na intenção de voto quanto na aprovação. Ao mesmo tempo, a maioria nominal contrária à reeleição revela um nível de resistência que poderá influenciar a disputa. O levantamento não apresenta cruzamentos capazes de indicar se os eleitores que desaprovam a gestão pretendem votar integralmente em ACM Neto ou em outros candidatos.
Lula alcança 60,7% no primeiro turno presidencial
Na disputa pela Presidência da República, Lula registra 60,7% das intenções de voto no agrupamento de Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê. O percentual é 7,9 pontos superior aos 52,8% obtidos pelo presidente no resultado estadual da pesquisa.
Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição regional, com 17,7%. Na sequência estão Augusto Cury, com 9,1%; Ronaldo Caiado, com 6%; Renan Santos, com 2,8%; e Samara, com 1,1%.
Romeu Zema, Edmilson Costa, Hertz Dias e Rui Costa Pimenta não pontuam no recorte. Votos brancos e nulos correspondem a 1,2%, e 1,5% não souberam responder. Eventuais diferenças na soma decorrem do arredondamento dos percentuais apresentados no relatório.
| Candidato à Presidência | Intenção de voto no agrupamento |
|---|---|
| Lula | 60,7% |
| Flávio Bolsonaro | 17,7% |
| Augusto Cury | 9,1% |
| Ronaldo Caiado | 6% |
| Renan Santos | 2,8% |
| Samara | 1,1% |
| Branco ou nulo | 1,2% |
| Não sabe | 1,5% |
A distância entre Lula e Jerônimo — 60,7% contra 48,8% nos respectivos cenários de primeiro turno — indica que o desempenho presidencial é numericamente superior ao do governador no mesmo agrupamento. O relatório, contudo, não divulga cruzamentos de voto que permitam identificar para quais candidatos ao Governo da Bahia se dirigem os eleitores de Lula.
Lula fica acima de 60% nas quatro simulações de segundo turno
O presidente também supera os adversários nas quatro simulações regionais de segundo turno. O maior percentual é registrado contra Flávio Bolsonaro: 65,7% para Lula, diante de 25% do adversário.
Contra Ronaldo Caiado, Lula marca 60,9%, e o governador de Goiás aparece com 29,6%. No confronto com Romeu Zema, o presidente soma 63,9%, ante 24%. Diante de Renan Santos, os resultados são de 62,1% e 24,9%, respectivamente.
| Simulação de segundo turno | Lula | Adversário | Branco, nulo ou não sabe |
|---|---|---|---|
| Lula x Flávio Bolsonaro | 65,7% | 25% | 9,3% |
| Lula x Ronaldo Caiado | 60,9% | 29,6% | 9,5% |
| Lula x Romeu Zema | 63,9% | 24% | 12,1% |
| Lula x Renan Santos | 62,1% | 24,9% | 13% |
Os números mostram uma vantagem nominal ampla de Lula em todos os confrontos testados. Novamente, a ausência de uma margem de erro própria para o agrupamento impede transpor para esses resultados regionais os parâmetros estatísticos válidos para a amostra estadual.
Rui Costa e Jaques Wagner lideram disputa pelo Senado
Na soma consolidada do primeiro e do segundo votos para o Senado, Rui Costa aparece com 30,3% no recorte regional. Jaques Wagner ocupa a segunda posição, com 27,9%.
João Roma tem 15,5%, enquanto Angelo Coronel registra 15%. Professora Delliana aparece com 0,4%; Carlos Sodré, com 0,3%; e Gregorio Gould, com 0,6%. Marcelo Carvalho, Marcelo Millet e Marcelo Santtana não pontuam.
Votos brancos e nulos representam 9,8%, e 0,3% não souberam responder. Como cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado, os números consolidados precisam ser interpretados como distribuição conjunta do primeiro e do segundo votos, e não como uma disputa de escolha única.
No resultado estadual, Rui Costa também lidera, com 28,2%, seguido por Jaques Wagner, com 23,7%. João Roma registra 18,3%, e Angelo Coronel, 16%. O agrupamento de Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê, portanto, apresenta percentuais superiores aos estaduais para os dois candidatos que ocupam as primeiras colocações.
Aprovação de Lula supera desaprovação
A administração Lula é aprovada por 49% dos entrevistados no agrupamento. A desaprovação fica em 38%, enquanto 13% não souberam responder.
Na avaliação qualitativa, 45% classificam o governo federal como ótimo ou bom. A categoria regular reúne 31%, e ruim ou péssimo soma 25%. A soma chega a 101% em razão do arredondamento publicado.
Os dados apontam uma diferença entre aprovação administrativa e intenção de voto. Embora 49% aprovem o governo federal, Lula chega a 60,7% no cenário eleitoral. A pesquisa não apresenta cruzamentos que expliquem essa diferença, de modo que não é possível atribuí-la a um grupo específico de eleitores.
Avaliação dos prefeitos não permite análise por município
Ao perguntar sobre o desempenho do “prefeito de sua cidade”, o levantamento registra 45% de aprovação, 41% de desaprovação e 15% de entrevistados que não souberam responder no agrupamento. A soma também sofre efeito de arredondamento.
Na avaliação qualitativa, 34% consideram a administração municipal ótima ou boa. Outros 34% classificam o desempenho como regular, enquanto 32% avaliam a gestão como ruim ou péssima.
Como Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê aparecem reunidos no mesmo recorte, os percentuais não podem ser atribuídos individualmente aos prefeitos dos três municípios. Qualquer avaliação específica exigiria a divulgação dos resultados desagregados ou a realização de levantamentos municipais próprios.
Maioria vê Brasil e Bahia no caminho certo
Entre os entrevistados do agrupamento, 54% consideram que o Brasil está no caminho certo, enquanto 46% avaliam que o país segue por uma direção errada. Outros 1% não souberam responder, com diferença na soma decorrente de arredondamento.
Em relação à Bahia, 52% afirmam que o estado está no caminho certo e 48% consideram a direção errada. Outros 1% não sabem.
No resultado estadual, 53% veem o Brasil no caminho certo, diante de 45% que avaliam a direção como errada. Para a Bahia, há igualdade numérica: 47% dizem que o estado está no caminho certo e outros 47%, no caminho errado; 6% não sabem.
A percepção mais favorável sobre os rumos da Bahia no agrupamento coincide com a vantagem nominal de Jerônimo Rodrigues. Essa correspondência é apenas descritiva: sem cruzamentos individuais ou modelos explicativos, o relatório não permite estabelecer uma relação causal entre avaliação da direção estadual e escolha eleitoral.
Criminalidade lidera preocupações no resultado estadual
A pesquisa também pergunta quais são os principais problemas enfrentados pelos moradores da Bahia, mas apresenta os resultados somente para o conjunto estadual. Não há detalhamento próprio para Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê.
A criminalidade é citada por 82% dos entrevistados na Bahia. Em seguida aparecem dificuldade de acesso à saúde, com 52,3%; qualidade da educação, com 21,8%; violência contra a mulher, com 19,5%; e corrupção, com 17,9%.
Violência policial é mencionada por 10,8%, enquanto inflação e preços elevados aparecem com 10,1%. Como a questão admite respostas múltiplas, a soma supera 100%.
Esses dados ajudam a identificar a agenda geral do eleitorado baiano, mas o documento não permite afirmar que a ordem das preocupações seja a mesma no agrupamento das três localidades.
Pesquisa utilizou recrutamento digital e geolocalização
A AtlasIntel entrevistou 1.804 eleitores da Bahia por meio do método Atlas Random Digital Recruitment, identificado como Atlas RDR. Segundo a metodologia descrita no relatório, os participantes foram recrutados digitalmente e geolocalizados durante a navegação na internet.
A amostra passou por pós-estratificação com base em sexo, idade, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior. A margem de erro informada para o resultado estadual é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A coleta ocorreu entre 28/08 e 02/09/2026. O estudo está registrado sob os números BA-08891/2026, para a eleição estadual, e BR-07739/2026, para a disputa nacional.
O relatório informa término do embargo às 7 horas de 03/09/2026. O documento não reproduz declarações de candidatos, partidos ou autoridades; seu conteúdo é composto por metodologia, perguntas, tabelas, gráficos e resultados eleitorais.
Analise da pesquisa
O recorte territorial apresenta dois movimentos eleitorais distintos. Jerônimo Rodrigues obtém uma vantagem nominal estreita sobre ACM Neto, enquanto Lula registra uma distância mais ampla em relação aos adversários presidenciais. A diferença entre o desempenho do presidente e o do governador sugere que a preferência por Lula não se transfere integralmente para a candidatura estadual, embora essa interpretação dependa de cruzamentos de voto não apresentados no relatório.
Os indicadores da gestão estadual também revelam um eleitorado dividido. A aprovação de Jerônimo fica exatamente em 50%, enquanto 51,1% dizem que ele não merece ser reeleito. Ao mesmo tempo, o governador alcança 48,8% no primeiro turno. A proximidade entre esses percentuais mostra uma disputa concentrada ao redor da metade do eleitorado regional, mas não permite antecipar como as opiniões poderão evoluir até a eleição.
A principal limitação documental é a agregação de Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê em um único conjunto. Sem resultados municipais, quantidade regional de entrevistas e margem de erro específica, não há fundamento para declarar vencedores em cada cidade ou transformar diferenças nominais em conclusões estatísticas definitivas. A publicação de tabelas desagregadas ou de informações adicionais sobre a amostra seria necessária para uma leitura territorial mais precisa.
O núcleo factual da pesquisa é a vantagem nominal de Jerônimo sobre ACM Neto, a liderança ampla de Lula e as primeiras colocações de Rui Costa e Jaques Wagner no agrupamento. Esses resultados têm relevância pública por indicarem como uma parcela territorial equivalente a 15,6% da distribuição ponderada se posiciona no início de setembro de 2026. Partidos, candidatos, coordenações de campanha, institutos de pesquisa, veículos de comunicação e a Justiça Eleitoral terão a responsabilidade de acompanhar novos levantamentos, fiscalizar registros e esclarecer limitações metodológicas durante os próximos desdobramentos da campanha.








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