STF torna réus deputados do PL por suspeita de propina em emendas

O Supremo Tribunal Federal (STF), nesta primeira semana de março de 2025, formou maioria de votos para tornar réus dois deputados federais e um suplente do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

Os parlamentares Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propina para a liberação de emendas parlamentares.

Acusações e Processo

Segundo a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os investigados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Até o momento, os ministros Cristiano Zanin (relator), Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia votaram favoravelmente ao recebimento da denúncia.

O relator, ministro Cristiano Zanin, destacou que há “indícios suficientes” para prosseguimento da ação penal. Ele ressaltou que, nesta fase processual, cabe ao STF avaliar apenas se a denúncia preenche os requisitos formais para admissibilidade.

“Não se exige, para este juízo de admissibilidade, prova completa do crime e de sua autoria, bastando a fundada suspeita quanto aos imputados e a prova da materialidade dos fatos. O recebimento da denúncia, pois, não implica julgamento antecipado nem conduz à conclusão sobre culpabilidade”, escreveu Zanin.

O julgamento virtual está previsto para ser finalizado em 11 de março. Ainda restam os votos dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux.

Defesas dos Acusados

A defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao STF que as acusações da PGR são “frágeis e desfundamentadas”.

Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da denúncia por falta de provas. Segundo a defesa, a acusação estaria baseada em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.

A defesa de Pastor Gil alegou que as provas utilizadas na investigação foram obtidas de maneira ilegal, pois o caso deveria ter sido iniciado diretamente no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também argumentaram que a denúncia se baseia em “hipóteses e conjecturas”.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.




Deixe um comentário

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da PMSE: Campanha do São João 2026.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading