A Câmara de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana (CDL Feira) participa, neste mês de maio de 2026, de uma agenda institucional em Brasília voltada ao fortalecimento do setor produtivo, à ampliação do acesso ao crédito, ao debate sobre a reforma tributária e à defesa de medidas de apoio às micro, pequenas e médias empresas. A comitiva é formada pelo presidente da entidade, Juscelino Brito, pelo vice-presidente Luís Mercês e pelo consultor empresarial Glício Oliveira, com articulação do deputado federal José Neto, em encontros realizados na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
CDL Feira participa de debates sobre crédito e renegociação de dívidas
Entre os compromissos cumpridos pela comitiva está a participação em reuniões promovidas pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), com foco na nova etapa do programa Desenrola Brasil, no acesso ao crédito e na renegociação de dívidas empresariais. O tema é considerado estratégico para empresas que enfrentam restrições financeiras, aumento de custos operacionais e dificuldades de capital de giro.
Durante os debates, foram discutidas propostas voltadas à ampliação de mecanismos de financiamento para pequenos negócios. Entre os pontos apresentados está a elevação do limite de financiamento do Pronampe, de R$ 250 mil para R$ 500 mil, além da ampliação de prazos e da melhoria das condições de pagamento.
Para a CDL Feira, a participação nesses fóruns nacionais busca aproximar as demandas do comércio local das decisões tomadas no Congresso Nacional. A entidade defende que o acesso ao crédito, quando associado a condições sustentáveis de pagamento, pode contribuir para a recuperação financeira das empresas, a manutenção de empregos e a preservação da atividade econômica.
Juscelino Brito defende presença ativa do setor produtivo no Congresso
O presidente da CDL Feira, Juscelino Brito, afirmou que a agenda em Brasília reforça o compromisso institucional da entidade com pautas que impactam diretamente o comércio, o empreendedorismo e a geração de empregos.
Segundo ele, a atuação da CDL em espaços de decisão nacional representa a defesa dos interesses do setor produtivo e a busca por um ambiente mais favorável para quem empreende.
“A CDL Feira entende que é fundamental participar ativamente dos espaços onde são discutidas medidas que impactam diretamente o comércio, os empreendedores e a geração de empregos. Nossa presença aqui representa a defesa dos interesses do setor produtivo e a busca por um ambiente mais favorável para quem empreende e movimenta a economia”, declarou Juscelino Brito.
Glício Oliveira aponta necessidade de políticas permanentes
O consultor empresarial Glício Oliveira, representante da instituição na agenda, defendeu a adoção de políticas permanentes de fortalecimento econômico. Para ele, medidas pontuais são relevantes, mas precisam estar inseridas em uma estratégia de longo prazo para reduzir o endividamento empresarial e estimular um ambiente de negócios mais equilibrado.
Glício destacou que o equilíbrio financeiro das empresas tem efeito direto sobre a economia real, especialmente na geração de empregos, renda e desenvolvimento local.
“O equilíbrio financeiro das empresas impacta diretamente a geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico”, afirmou o consultor.
Reforma tributária e Simples Nacional entram na pauta da missão
A agenda da CDL Feira também incluiu participação em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, voltada ao aprimoramento do novo modelo de tributação sobre o consumo.
Durante o encontro, a comitiva apresentou posicionamentos em defesa da modernização do Simples Nacional, regime tributário utilizado por micro e pequenas empresas em todo o país. A entidade sustenta que o modelo precisa ser atualizado para acompanhar a realidade econômica do setor produtivo e reduzir entraves à competitividade.
Entre os pontos defendidos estão:
- Atualização do limite de faturamento do Simples Nacional;
- Redução da burocracia tributária;
- Adoção de mecanismos de maior previsibilidade para empresas;
- Promoção de equidade competitiva entre o varejo físico e o comércio eletrônico;
- Criação de condições mais equilibradas para pequenos e médios empreendedores.
Luís Mercês defende pequenos e médios empreendedores
O vice-presidente da CDL Feira, Luís Mercês, posicionou-se em defesa dos pequenos e médios empreendedores brasileiros, destacando os desafios enfrentados pelo setor diante do atual cenário econômico.
A avaliação apresentada pela entidade é que a reforma tributária, embora represente uma tentativa de simplificação do sistema de impostos sobre o consumo, precisa considerar as especificidades das empresas de menor porte. Para a CDL Feira, a ausência de ajustes adequados pode ampliar assimetrias competitivas e pressionar negócios que operam com margens reduzidas.
Nesse contexto, a atualização do Simples Nacional é tratada como uma das principais prioridades da pauta empresarial. O regime é visto como instrumento de formalização, sobrevivência e crescimento para pequenos negócios, especialmente em cidades de médio e grande porte, como Feira de Santana.
Reunião com senador Laércio Oliveira amplia articulação política
A missão institucional também incluiu reunião com o senador Laércio Oliveira, com participação de empresários feirenses e do deputado federal Zé Neto. O encontro fortaleceu o diálogo entre representantes do setor produtivo de Feira de Santana e o Congresso Nacional.
A pauta foi concentrada em temas considerados prioritários para o empreendedorismo brasileiro, como crédito, tributação, simplificação de obrigações fiscais, segurança jurídica e competitividade.
A presença de empresários de Feira de Santana na agenda reforça a tentativa de ampliar a representação do comércio local nas discussões nacionais. O município ocupa posição estratégica na economia baiana, com forte presença nos setores de comércio, serviços, logística e distribuição regional.
Agenda busca aproximar demandas locais das decisões nacionais
A atuação da CDL Feira em Brasília ocorre em um momento de intensificação dos debates sobre o ambiente de negócios no Brasil. O setor produtivo acompanha os efeitos da reforma tributária, a política de crédito para empresas e a necessidade de redução de custos administrativos e fiscais.
Para entidades empresariais, a articulação institucional no Congresso é uma forma de apresentar demandas concretas de quem atua na ponta da economia. No caso da CDL Feira, a agenda busca traduzir preocupações do comércio local em propostas capazes de influenciar políticas públicas nacionais.
A missão também evidencia a importância das entidades representativas na interlocução entre empresários, parlamentares e órgãos públicos. Em um cenário de mudanças tributárias e restrições de crédito, a defesa de regras mais claras e de políticas de apoio às empresas ganha relevância para a estabilidade do setor produtivo.









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