Prefeitura de Feira de Santana inicia rescisão contratual com INSV após desqualificação da organização social; vereador Marcus Carvalhal comenta

A Prefeitura de Feira de Santana iniciou o processo de rescisão contratual com a INSV, organização social que atua na rede municipal de saúde, após a publicação da desqualificação da entidade no Diário Oficial do Município. A medida foi informada na quarta-feira (20/05/2026) pelo vereador Marcus Carvalhal (PL) durante pronunciamento na Tribuna da Câmara Municipal e ocorre após a conclusão de processo administrativo que, segundo os parlamentares, observou os ritos do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. O Governo Municipal também passou a planejar a transição dos serviços, com a finalidade de evitar descontinuidade no atendimento à população usuária do SUS.

Desqualificação da INSV abre caminho para rescisão contratual

A desqualificação da INSV representa um passo administrativo decisivo para o encerramento da relação contratual entre a organização social e o Município de Feira de Santana. Conforme divulgado pela Câmara Municipal, a Prefeitura já deu início ao processo de rescisão, incluindo o planejamento necessário para manter a prestação dos serviços sob responsabilidade da entidade durante o período de transição.

No pronunciamento, o vereador Marcus Carvalhal afirmou que acompanhou, ao longo de 2025, a execução do contrato firmado com a INSV. Segundo ele, a entidade não vinha cumprindo adequadamente as obrigações pactuadas, o que motivou a atuação fiscalizatória do poder público municipal. O parlamentar classificou a decisão como resultado de um processo administrativo conduzido com observância às garantias legais.

Carvalhal também atribuiu à Secretaria Municipal de Saúde a adoção de medidas para impedir que a população seja prejudicada pela mudança. De acordo com o vereador, o secretário Rodrigo Matos atuou com firmeza na fiscalização da execução contratual e respeitou os prazos legais e administrativos do procedimento.

Câmara Municipal repercute decisão e cobra continuidade dos serviços

A decisão foi recebida com manifestações favoráveis por vereadores de diferentes partidos, que relataram problemas envolvendo a atuação da INSV na saúde municipal. O presidente da Câmara, Marcos Lima (União), afirmou que a desqualificação significa que a organização social não deverá permanecer no quadro de entidades contratadas pelo Município.

Segundo Marcos Lima, a empresa vinha provocando transtornos tanto para trabalhadores quanto para usuários do SUS. O parlamentar também afirmou que a decisão deve servir de alerta para futuras organizações contratadas pela administração municipal, sobretudo em relação ao cumprimento de obrigações contratuais, trabalhistas e assistenciais.

A vereadora Lu de Ronny (PV) destacou a necessidade de preservar os serviços de saúde prestados à população. Ela lembrou que muitos trabalhadores estão vinculados à Prefeitura por meio da organização social, mas ressaltou que os atendimentos não devem ser interrompidos durante a transição. A preocupação central, nesse ponto, é impedir que a mudança administrativa se transforme em prejuízo direto aos usuários da rede pública.

Lei Anti-calote é citada como base para proteção dos trabalhadores

O vereador Ismael Bastos (PL) afirmou que a chamada Lei Anti-calote, aprovada pela Câmara Municipal, serviu de base para a decisão adotada pela gestão municipal. O parlamentar orientou trabalhadores eventualmente afetados a buscarem assistência jurídica para a defesa de direitos trabalhistas, especialmente diante do risco de inadimplência por parte da empresa.

A menção à legislação reforça uma das dimensões mais sensíveis da rescisão: a situação dos profissionais contratados por meio da organização social. Em processos dessa natureza, a administração pública precisa equilibrar três frentes simultâneas: continuidade dos serviços, regularidade jurídica da transição e proteção dos trabalhadores envolvidos na execução contratual.

Embora a rescisão ainda dependa da conclusão formal dos procedimentos administrativos, a desqualificação da entidade reduz a margem de permanência da INSV na estrutura de prestação de serviços municipais. A partir desse ponto, o desafio passa a ser a substituição ordenada da organização social, sem colapso operacional nas unidades atendidas.

Saúde municipal deve passar por período de transição

A Prefeitura de Feira de Santana informou, conforme repercussão na Câmara, que o processo de rescisão prevê planejamento para garantir a continuidade dos serviços. Esse ponto é central porque a saúde pública depende de regularidade operacional, especialmente em contratos que envolvem unidades, equipes, escalas, atendimento direto e suporte administrativo.

A transição exigirá definição de responsabilidades, preservação de documentos, regularização de vínculos, manutenção de equipes essenciais e eventual contratação ou substituição de prestadores. Sem esse planejamento, a saída de uma organização social pode gerar filas, desassistência, insegurança trabalhista e perda de controle sobre a execução dos serviços.

A decisão também recoloca em debate o modelo de contratação de organizações sociais na saúde municipal. Embora esse formato seja usado por diferentes administrações públicas para dar agilidade à gestão, sua legitimidade depende de fiscalização permanente, metas claras, transparência nos pagamentos e mecanismos eficazes de responsabilização em caso de descumprimento contratual.

Pontos centrais do caso

  • A INSV foi desqualificada pela Prefeitura de Feira de Santana após processo administrativo.
  • A medida foi publicada no Diário Oficial do Município em 20 de maio de 2026.
  • O Governo Municipal iniciou o processo de rescisão contratual.
  • Vereadores afirmaram que a empresa gerava problemas para funcionários e usuários do SUS.
  • A Secretaria Municipal de Saúde planeja a continuidade dos serviços durante a transição.
  • A Lei Anti-calote foi citada como instrumento de proteção a trabalhadores.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.




Deixe um comentário

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading