Deputado Robinson Almeida critica atenção básica em Salvador sob gestões de ACM Neto e Bruno Reis e diz que rede estadual absorve demanda municipal

O deputado estadual Robinson Almeida afirmou, neste sábado, 13/06/2026, que falhas da Prefeitura de Salvador, durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis (União Brasil), na atenção básica estariam sobrecarregando a rede estadual de saúde, ao deslocar para hospitais, maternidades, policlínicas e centros especializados uma demanda que, segundo ele, deveria ser acompanhada preventivamente pela estrutura municipal do Sistema Único de Saúde — SUS — na capital baiana.

De acordo com Robinson Almeida, a capital baiana dispõe de uma rede estadual em expansão, mas enfrenta dificuldades assistenciais porque a estrutura municipal de saúde não estaria cumprindo plenamente sua função de prevenção, acompanhamento contínuo e ordenamento do acesso da população aos serviços públicos.

O parlamentar afirmou que a Atenção Primária à Saúde é responsabilidade central do município e representa a principal porta de entrada do SUS. Na avaliação dele, quando esse nível de atendimento não funciona adequadamente, o cidadão deixa de receber acompanhamento nos postos de saúde, perde acesso a ações preventivas e acaba buscando atendimento em unidades estaduais com quadros clínicos mais agravados.

“O problema começa quando o cidadão não encontra atendimento no posto de saúde, não consegue acompanhamento adequado ou não tem acesso a ações preventivas. Esse paciente acaba procurando uma unidade estadual já com um quadro agravado, aumentando filas e pressionando serviços que deveriam atuar de forma complementar”, declarou Robinson Almeida.

Plano Municipal de Saúde é citado em crítica à gestão local

Robinson Almeida citou o Plano Municipal de Saúde de Salvador ao afirmar que uma em cada cinco internações poderia ser evitada com uma atenção básica mais eficiente. Para o deputado, o dado evidencia a relação direta entre prevenção, acompanhamento territorial e redução da pressão sobre hospitais e serviços de maior complexidade.

A crítica do parlamentar se concentra no papel da rede municipal como etapa inicial de cuidado. Em grandes centros urbanos, a atenção básica é responsável por organizar o fluxo dos pacientes, acompanhar doenças crônicas, realizar ações de vacinação, orientar famílias, monitorar riscos sanitários e evitar que problemas simples evoluam para situações que demandem atendimento hospitalar.

Segundo Robinson, quando essa estrutura falha, o impacto não se limita ao atendimento local. A consequência alcança toda a rede pública, pois amplia filas, aumenta custos, sobrecarrega equipes e compromete a eficiência de serviços estaduais que deveriam atuar de maneira complementar, sobretudo em média e alta complexidade.

Governo do Estado teria ampliado estrutura em Salvador, afirma deputado

O deputado também destacou que o Governo do Estado da Bahia ampliou a assistência em Salvador nos últimos anos, com investimentos em novos hospitais, maternidades, policlínicas e centros especializados. Conforme o parlamentar, os aportes superaram R$ 600 milhões nos últimos três anos.

Na avaliação de Robinson Almeida, a expansão da rede estadual demonstra compromisso com o atendimento da população, mas não substitui a necessidade de uma atenção básica municipal estruturada. Para ele, o equilíbrio do SUS depende da atuação coordenada entre os entes federativos, com cada esfera cumprindo atribuições compatíveis com sua função institucional.

O parlamentar argumentou que hospitais e unidades especializadas não podem ser transformados na primeira alternativa de atendimento para problemas que poderiam ser acompanhados em postos de saúde, unidades básicas e equipes territoriais. Essa inversão, segundo ele, prejudica o cidadão e reduz a capacidade de resposta do sistema.

Baixa cobertura de agentes comunitários e controle de doenças entram no debate

Robinson Almeida também mencionou indicadores relacionados à baixa cobertura de agentes comunitários de saúde, dificuldades na área de saúde bucal e problemas no controle de doenças como a dengue. Para o deputado, esses fatores reforçam a necessidade de fortalecimento da estrutura municipal de prevenção.

“Salvador precisa recuperar a capacidade de cuidar das pessoas antes que elas cheguem ao hospital. A saúde pública funciona melhor quando cada ente cumpre sua responsabilidade”, afirmou.

O material-base não apresenta manifestação da Prefeitura de Salvador sobre as declarações do parlamentar. Em temas dessa natureza, o contraditório é relevante para esclarecer dados de cobertura, investimentos municipais, planejamento da rede básica e eventuais medidas adotadas pela gestão para enfrentar gargalos assistenciais.

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