Na sexta-feira, 12/06/2026, a Superintendência Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Feira de Santana informou ter alcançado 41% de resolução dos atendimentos registrados entre janeiro e maio de 2026, com cerca de 3.650 demandas solucionadas em até 30 dias, de um total aproximado de 9 mil atendimentos realizados no período. Os dados foram apresentados ao prefeito José Ronaldo de Carvalho pelo superintendente do órgão, Maurício Carvalho, durante visita à sede do Procon, localizada na Rua Castro Alves, nº 635, no Centro.
Procon apresenta índice de resolução em Feira de Santana
O desempenho foi considerado satisfatório pela gestão municipal, sobretudo em razão da agilidade no tratamento das reclamações relacionadas às relações de consumo. Segundo as informações apresentadas, as demandas começam a ser encaminhadas logo após a triagem inicial, realizada no mesmo dia do atendimento.
O prefeito José Ronaldo destacou a relevância institucional do Procon para a população de Feira de Santana, especialmente pela atuação na mediação de conflitos entre consumidores e fornecedores, na fiscalização de práticas comerciais e na busca por soluções administrativas antes que os casos avancem para outras instâncias.
A visita também permitiu a apresentação da dinâmica interna de funcionamento do órgão. A equipe do Procon é composta por cerca de 60 profissionais e estagiários da área de Direito, responsáveis pelo acolhimento dos consumidores, triagem dos casos, orientação jurídica inicial, encaminhamento das reclamações e tentativa de conciliação.
Atendimento diário e triagem antecipada
De acordo com o superintendente Maurício Carvalho, o órgão atende, em média, 50 pessoas por dia, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, de forma ininterrupta. Ele informou ainda que a sede inicia a recepção do público às 7h40, com a abertura das portas para a triagem dos consumidores.
A antecipação da triagem busca reduzir o tempo de espera e organizar o fluxo interno de atendimento, medida considerada relevante em um serviço público que lida com demandas urgentes, como cobranças indevidas, falhas na prestação de serviços, problemas com produtos, conflitos contratuais e reclamações contra fornecedores.
A resolução de aproximadamente 3.650 casos em até 30 dias indica que parte significativa das reclamações vem sendo solucionada ainda na fase administrativa. Esse tipo de atuação tem impacto direto sobre o cotidiano dos consumidores, pois pode evitar judicialização, reduzir custos e acelerar a recomposição de direitos em conflitos de menor ou média complexidade.
Relação entre consumidores e fornecedores
O Procon exerce papel estratégico nas relações de consumo porque atua como canal de orientação, fiscalização e conciliação. Em cidades de grande porte regional, como Feira de Santana, o órgão assume relevância adicional diante do intenso movimento comercial, da diversidade de serviços ofertados e da presença de consumidores de diferentes municípios.
A mediação feita pelo órgão permite que clientes e empresas busquem solução para conflitos sem necessidade imediata de ação judicial. Quando bem estruturado, esse modelo fortalece a cultura da conciliação, estimula o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor e contribui para o equilíbrio nas relações comerciais.
O índice de resolução apresentado pela Superintendência também sinaliza capacidade operacional, embora a análise completa do desempenho exija acompanhamento permanente de outros indicadores, como volume de reclamações por setor econômico, reincidência de empresas, tempo médio de resposta, acordos efetivamente cumpridos e tipos de demandas mais frequentes.
Equipe adota identificação temática durante período junino e Copa do Mundo
Durante a visita, a equipe do Procon foi apresentada vestida com camisa azul da Seleção Brasileira, em referência ao clima de festejos juninos e aos jogos da Copa do Mundo. A iniciativa também incluiu a identificação individual dos servidores, com o nome de cada atendente ao lado do número da camisa.
A medida tem caráter simbólico e funcional. Além de aproximar a instituição da comunidade em um período de grande mobilização social, a identificação dos profissionais facilita o reconhecimento dos atendentes pelo público e contribui para uma relação mais direta entre consumidores e órgão público.
A humanização do atendimento, contudo, deve caminhar ao lado da eficiência administrativa. Em serviços de proteção ao consumidor, a credibilidade institucional depende de acolhimento adequado, registros precisos, fiscalização efetiva, transparência dos resultados e capacidade de transformar reclamações em soluções concretas.









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