A presidenta da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, criticou nesta quinta-feira, 02/07/2026, durante as celebrações da Independência da Bahia, a postura política do ex-prefeito de Salvador ACM Neto diante do cenário nacional e de obras estruturantes em execução no estado. A parlamentar afirmou que o líder da oposição baiana evita definir posição sobre o campo bolsonarista, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançam em projetos como a Ponte Salvador-Itaparica, a reabertura do Teatro Castro Alves, a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, e investimentos no interior baiano.
Ivana Bastos acusa ACM Neto de indefinição política
A declaração de Ivana Bastos ocorreu em meio ao ambiente simbólico do 2 de Julho, data magna da Bahia e marco da consolidação da Independência do Brasil no estado. A chefe do Legislativo baiano afirmou que ACM Neto mantém uma postura de indefinição quando confrontado com temas nacionais sensíveis, especialmente aqueles relacionados ao bolsonarismo e às alianças eleitorais para 2026.
Segundo a deputada, o ex-prefeito de Salvador repete comportamento observado na eleição de 2022, quando declarou neutralidade no segundo turno presidencial entre Lula e Jair Bolsonaro enquanto disputava o Governo da Bahia contra Jerônimo Rodrigues. Para Ivana, essa postura reaparece no atual ciclo político, diante das pressões do campo bolsonarista por uma definição sobre apoio ao senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa presidencial.
“Isso não me surpreende, porque ele sempre está em cima do muro. Ele fica vendo como a maré está para se posicionar. E a maré aqui na Bahia é Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula”, afirmou Ivana Bastos.
Ponte Salvador-Itaparica entra no centro do embate
Além da disputa eleitoral, a parlamentar direcionou críticas à forma como setores da oposição têm tratado projetos estruturantes do Governo da Bahia, especialmente a Ponte Salvador-Itaparica. Na véspera do 2 de Julho, Lula e Jerônimo Rodrigues participaram, em Vera Cruz, do ato simbólico de cravação da primeira estaca da ponte, marco político e administrativo do início da construção civil do empreendimento.
O projeto prevê 12,4 quilômetros de extensão e integra o Novo PAC, com investimento estimado em R$ 11,6 bilhões. A obra é apresentada pelo Governo da Bahia como um eixo de integração entre Salvador, Ilha de Itaparica, Recôncavo, Baixo Sul e demais regiões do estado, com efeitos esperados sobre mobilidade, turismo, logística, empregos e desenvolvimento regional.
Ivana afirmou que a oposição deveria torcer pelo êxito de obras que, segundo ela, respondem a demandas históricas da população baiana. “Quando ele vai para a imprensa criticar a Ponte Salvador-Itaparica, precisava alguém dizer: isso é o que a Bahia quer. Ele deveria torcer para que as coisas deem certo. O que a gente vê é uma torcida ao contrário, do quanto pior, melhor. Mas isso não tem acontecido na Bahia”, declarou.
Governo estadual tenta transformar obras em ativo político
Na avaliação da parlamentar, a parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal tem produzido entregas capazes de alterar o ambiente político estadual. Ela citou a reabertura do Teatro Castro Alves, a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, e o conjunto de investimentos anunciados para o interior como sinais de uma agenda administrativa em movimento.
O Hospital Estadual do Litoral Norte foi entregue em Alagoinhas como unidade regional de saúde voltada ao atendimento pelo SUS, com serviços especializados e abrangência sobre municípios da região. Já a Ponte Salvador-Itaparica, pela dimensão econômica e simbólica, tornou-se um dos principais projetos da atual gestão estadual e um dos alvos centrais da disputa narrativa entre governo e oposição.
“É lamentável, porque a gente vê a torcida contra. Os projetos estão acontecendo. A Bahia está fazendo a sua parte, o Governo do Estado está fazendo a sua parte. E, para tristeza deles, as obras estão saindo”, afirmou Ivana Bastos.
2 de Julho reforça simbolismo político das declarações
A escolha do 2 de Julho como cenário das declarações ampliou o sentido político da manifestação. A data remete à luta pela Independência da Bahia e à participação popular na consolidação da emancipação brasileira, com forte carga cívica, histórica e institucional para o estado.
Ivana Bastos associou o momento à ideia de continuidade entre memória histórica e ação administrativa. Para a deputada, a Bahia reafirma sua relevância nacional não apenas pela celebração de sua trajetória, mas também pela execução de obras, serviços públicos e investimentos em diferentes regiões.
“Hoje, 2 de Julho, é hora de comemorar esse estado onde o Brasil nasceu livre, onde a independência se consolidou. É comemorar, cuidar da vida e seguir em frente”, completou a presidenta da ALBA.







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