PGP reúne cerca de 10 mil pessoas em Jequié, e deputados destacam força política do governador Jerônimo no interior da Bahia

Na quinta-feira (09/07/2026), uma plenária do Programa de Governo Participativo (PGP 2026) reuniu público estimado em cerca de 10 mil pessoas no Jequié Tênis Clube, em Jequié, no sudoeste da Bahia, com a participação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), parlamentares, movimentos sociais, lideranças regionais e aproximadamente 60 prefeitos, segundo informações divulgadas pela base governista. O encontro, destinado à coleta de propostas para um novo programa de governo, também adquiriu dimensão eleitoral por ocorrer em um município politicamente associado ao grupo do ex-prefeito Zé Cocá (PP), articulado para integrar a chapa oposicionista liderada por ACM Neto (União Brasil) nas eleições de 2026. mentares interpretam mobilização como resposta à oposição

O líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Rosemberg Pinto (PT), e os deputados estaduais Bobô (PCdoB) e Niltinho (PSD) avaliaram que a presença de milhares de participantes e dezenas de gestores municipais demonstrou a capacidade de articulação política do governador no interior do estado.

Na interpretação dos parlamentares, a plenária contrariou avaliações da oposição sobre um eventual enfraquecimento da administração estadual e mostrou que o grupo governista mantém capacidade de reunir prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, dirigentes partidários e representantes de movimentos sociais em diferentes regiões da Bahia.

Rosemberg afirmou que a realização do encontro em Jequié possui significado político por se tratar de uma cidade onde o grupo ligado a Zé Cocá mantém forte presença eleitoral.

“Enquanto a oposição aposta em discursos, Jerônimo reúne prefeitos, lideranças e milhares de pessoas para discutir o futuro da Bahia. Fazer isso em Jequié, um dos principais redutos políticos de Zé Cocá, é um recado claro de que a força do governo ultrapassa qualquer divisa eleitoral”, declarou.

A afirmação representa a leitura política do líder governista sobre a mobilização e não constitui, isoladamente, uma medição da intenção de voto ou da correlação eleitoral de forças. O público de aproximadamente 10 mil pessoas foi apresentado como uma estimativa dos organizadores e participantes, sem divulgação de metodologia independente de contagem. nça de prefeitos amplia dimensão regional do encontro

Bobô destacou a participação de gestores municipais como um dos principais indicadores da capilaridade política do governo estadual. Para o parlamentar, a presença de representantes de diferentes territórios demonstra que o Executivo baiano preserva canais de interlocução com as administrações locais.

“Quando quase 60 prefeitos atravessam a Bahia para participar de um evento como esse, fica evidente quem está liderando o diálogo com o interior”, afirmou.

O deputado mencionou, entre os participantes, Marquinhos, de Itagibá; Sandro Futuca, de Ibirataia; Laryssa Dias, de Ipiaú; Marcelo Pecorelli, de Jitaúna; Tinho, de Ubatã; Gabriel de Parísio, de Wenceslau Guimarães; e Edione, de Jaguaquara.

A adesão de gestores municipais possui relevância política porque os prefeitos exercem influência direta sobre redes partidárias, lideranças comunitárias e estruturas administrativas no interior. A participação em uma plenária governista, entretanto, não deve ser interpretada automaticamente como compromisso eleitoral formal, especialmente nos casos em que não houve declaração pública de apoio a uma candidatura.

Prefeitos mencionados pela organização

A relação divulgada pelos parlamentares e organizadores também inclui:

  • Valéria, de Aiquara;
  • Betão, de Apuarema;
  • Lucas de Aete, de Boa Nova;
  • Mari, de Dário Meira;
  • Adriano Mendonça, de Gongogi;
  • Dr. Tom, de Itamari;
  • Corró, de Marcionílio Souza;
  • Gel da Farmácia, de Buerarema;
  • Sandro, de Santa Inês;
  • Rick de João de Lulu, de Brejões;
  • Juraci da Saúde, de Barro Preto;
  • Rosa, de Teolândia;
  • João Carlos, de Mutuípe;
  • Vitor do Povo, de Santanópolis;
  • Bira, de Itiruçu;
  • Marcos Queiroz, de Milagres;
  • Kity, de Taperoá;
  • Edas, de Caetanos;
  • Jaqueline, de Nilo Peçanha;
  • Didi, de Contendas do Sincorá;
  • Ricardo, de Nova Itarana;
  • Nelson, de Maracás;
  • Dói Rocha, de Nova Canaã;
  • Dai, de Gandu;
  • Jaci, de Laje;
  • , de Ibirapitanga;
  • Márcio Tarantini, de Nova Ibiá;
  • Sampaio, de Irajuba;
  • Paulo do Gás, de Camacan;
  • Helder Fontes, de Itaju do Colônia;
  • Marquinhos, de Lajedo do Tabocal;
  • Edinho do Maracujá, de Mirante;
  • Romi, de Planaltino;
  • Lucas, de Jiquiriçá;
  • Salomão, de Ibicuí;
  • Gracinha, de Ubaitaba;
  • Saulo, de Itagi.

Também foram relacionados os ex-prefeitos Wagner Ramos, de Mirante; Toinho de Dilma e Aete Meira, de Boa Nova; Roque, de Gongogi; Delmar, de Aiquara; Toninho, de Iramaia; Danilo, de Nova Itarana; Paulo dos Anjos, de Maracás; Willian de Alemão, de Dário Meira; Cascalho e Juvenal, de Jiquiriçá; e Lula Brandão, de Ibicaraí.

A extensa representação municipal reforçou o caráter regional da plenária, mas a natureza da presença de cada liderança — institucional, partidária ou eleitoral — deverá ser observada individualmente. Eventos dessa dimensão costumam reunir tanto aliados consolidados quanto gestores interessados em apresentar demandas administrativas ao Governo do Estado.

Niltinho projeta impacto sobre a disputa eleitoral de 2026

O deputado estadual Niltinho avaliou que a plenária evidenciou um contraste entre a estratégia de mobilização do governo e o movimento de reorganização da oposição baiana. Segundo ele, a escolha de Jequié ampliou o peso simbólico do encontro.

A oposição tentou transformar Jequié em vitrine eleitoral, mas viu Jerônimo ocupar esse espaço com participação popular e apoio de lideranças de toda a Bahia. Foi uma demonstração inequívoca de prestígio político e de que o governador chega forte à disputa de 2026”, declarou.

A avaliação integra o discurso político da base aliada e deve ser compreendida dentro do ambiente de pré-campanha. A dimensão do público, a participação de prefeitos e a ocupação de espaços considerados estratégicos constituem indicadores de mobilização, mas não substituem pesquisas eleitorais, resultados de convenções partidárias ou a manifestação dos eleitores nas urnas.

O encontro ocorreu em um momento de intensificação das articulações para a eleição estadual. Jerônimo Rodrigues deverá buscar a continuidade de seu grupo político no comando da Bahia, enquanto ACM Neto se organiza para uma nova disputa pelo Governo do Estado depois de ter sido derrotado no segundo turno da eleição de 2022.

Jequié é administrada por Flavinho Santana desde abril

Embora o conteúdo divulgado pelos deputados tenha apresentado Jequié como cidade administrada pelo grupo de Zé Cocá, o ex-prefeito renunciou ao cargo em 2 de abril de 2026. O então vice-prefeito Flavinho Santana, do União Brasil, foi empossado para concluir o mandato municipal até 31 de dezembro de 2028. deixou a prefeitura durante o processo de construção da chapa oposicionista para as eleições estaduais.

O ex-gestor passou a ser apresentado como nome para ocupar a candidatura a vice-governador ao lado de ACM Neto, embora as candidaturas somente adquiram caráter oficial após as convenções partidárias e o registro na Justiça Eleitoral.

A classificação de Jequié como “reduto da oposição” está relacionada principalmente à influência política de Zé Cocá, à atual filiação partidária do prefeito Flavinho Santana e à composição eleitoral construída no município. O evento governista realizado na cidade buscou demonstrar que essa predominância local não impede a mobilização de apoiadores de Jerônimo Rodrigues na região.

PGP combina formulação programática e mobilização política

O Programa de Governo Participativo foi apresentado pelos organizadores como um instrumento de consulta regional destinado a receber propostas da população para a elaboração de um novo plano de governo. A plataforma digital do projeto também permite o encaminhamento de sugestões e o acompanhamento das plenárias realizadas no estado. é, representantes da agricultura familiar, comunidades tradicionais, povos indígenas, movimentos sociais e administrações municipais apresentaram reivindicações relacionadas ao desenvolvimento regional.

O governador também expôs um balanço de 299 ações e investimentos próximos de R$ 1 bilhão executados ou programados para o Território de Identidade Médio Rio de Contas desde 2023, segundo dados apresentados durante a plenária. ação de encontros participativos para a formulação de programas de governo permite que demandas locais sejam incorporadas ao planejamento político. Para que o processo tenha efetividade, contudo, será necessário informar quais propostas foram recebidas, quais critérios serão usados na seleção das prioridades e de que maneira os compromissos serão transformados em metas verificáveis.

Os parlamentares sustentam que o PGP também contribui para preservar a unidade da base aliada. A presença conjunta de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, dirigentes partidários e movimentos sociais cria um ambiente de articulação que ultrapassa a elaboração formal de propostas e se conecta diretamente à organização eleitoral do grupo governista.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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