O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e as políticas de cotas raciais durante discurso no 10º Encontro Nacional do Partido Novo, realizado no sábado (18/07/2026), em São Paulo. O evento reuniu parlamentares, dirigentes estaduais e filiados da legenda em comemoração aos dez anos de fundação do partido.
Em pronunciamento com foco no cenário eleitoral, Zema afirmou que o Brasil enfrenta problemas relacionados à atuação de facções criminosas e fez críticas ao governo federal. Na sequência, direcionou declarações aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF, mencionando seus nomes durante o discurso.
O ex-governador de Minas Gerais declarou que o país teria sido “sequestrado por políticos vendidos e juízes milionários” e associou os dois ministros a “contratos inexplicáveis” e “tráfico de influência”, sem apresentar provas para sustentar as acusações.
Pré-candidato defende mudanças no STF e critica políticas públicas
Durante o evento, Romeu Zema afirmou que pretende articular, caso sua base obtenha maioria nas eleições legislativas, apoio no Senado para aprovar um eventual processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
O pré-candidato também criticou as políticas de cotas raciais adotadas em universidades e concursos públicos. Segundo ele, essas políticas priorizam critérios raciais na seleção de candidatos. Além disso, acusou o governo federal de promover “doutrinação progressista” nas escolas e de retratar famílias cristãs de forma negativa.
As declarações ocorreram durante o encontro nacional da legenda, realizado menos de três meses antes do primeiro turno das eleições presidenciais de outubro, período em que os partidos intensificam a apresentação de propostas e posicionamentos políticos.
Privatizações e infraestrutura estiveram entre as propostas apresentadas
Em entrevista concedida após o evento, Romeu Zema voltou a defender a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil. Segundo o pré-candidato, os recursos obtidos com a venda das estatais deveriam ser destinados a investimentos em infraestrutura.
De acordo com Zema, os valores arrecadados poderiam financiar estradas, ferrovias, hidrovias e portos, sem serem utilizados para despesas correntes da administração federal. O pré-candidato argumentou que o país precisa ampliar investimentos em logística para melhorar o escoamento da produção nacional.
As declarações integram a agenda econômica defendida pelo Partido Novo para a disputa presidencial de 2026 e fazem parte das propostas apresentadas durante o encontro partidário.
Vice, pesquisas eleitorais e cenário da campanha
Questionado sobre a composição da chapa presidencial, Romeu Zema afirmou que mantém conversas com diferentes nomes e partidos e informou que pretende anunciar o candidato a vice-presidência até o dia 05/08/2026.
Ao comentar a possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro integrar a chapa, o pré-candidato declarou que ficaria “muito satisfeito” com essa possibilidade, ressaltando, contudo, que outras alternativas também estão sendo analisadas.
Sobre o desempenho nas pesquisas eleitorais, nas quais aparece com 3% das intenções de voto, Zema afirmou que considera o cenário semelhante ao início de sua campanha ao governo de Minas Gerais, em 2018. Segundo ele, o eleitorado tende a acompanhar com maior intensidade a disputa presidencial à medida que a campanha avança e se aproximam os debates entre os candidatos.
*Com informações da Sputnik News.







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