Imprensa nacional repercute apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro, e fala de Valdemar Costa Neto amplia pressão por palanque na Bahia

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, na segunda-feira, 15/06/2026, que acredita em um futuro apoio de ACM Neto ao candidato do Partido Liberal à Presidência da República, em declaração que ampliou a repercussão nacional sobre a relação entre o ex-prefeito de Salvador, o senador Flávio Bolsonaro e o campo oposicionista ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu em meio às articulações para as eleições de 2026, no contexto da aliança entre o PL e o grupo político liderado por ACM Neto na Bahia, e provocou reação do deputado estadual Robinson Almeida, do PT, que afirmou que a aproximação entre os dois campos políticos já estaria consolidada.

Declaração de Valdemar amplia pressão sobre ACM Neto

A declaração de Valdemar Costa Neto ganhou destaque por tratar de um ponto sensível da pré-campanha baiana: a relação entre a disputa estadual e a sucessão presidencial. Segundo o dirigente do PL, apesar da proximidade política de ACM Neto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o ex-prefeito de Salvador deverá, ao final das articulações, caminhar com o nome do PL na eleição presidencial.

Valdemar afirmou ter “aproximação muito grande” com ACM Neto e reconheceu Caiado como “bom candidato”, mas sustentou que o líder do União Brasil na Bahia tende a apoiar o candidato do Partido Liberal. A fala foi interpretada por adversários como indicação de alinhamento entre o grupo de ACM Neto e o bolsonarismo, embora não haja, nos elementos disponíveis, uma declaração formal do próprio ACM Neto confirmando apoio a Flávio Bolsonaro.

O presidente do PL também relacionou a parceria estadual com fatores eleitorais objetivos, como tempo de rádio e televisão, estrutura partidária e capacidade de formação de palanque. Na leitura de Valdemar, a presença do PL ao lado de ACM Neto na Bahia teria peso estratégico para a disputa pelo Governo do Estado e poderia produzir reflexos na eleição nacional.

Aliança estadual e cenário nacional se cruzam na Bahia

A movimentação ocorre em um ambiente de reorganização das forças de oposição ao PT na Bahia. ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil e pré-candidato ao Governo do Estado, busca consolidar uma frente ampla contra o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo presidente Lula, enquanto o PL trabalha para garantir palanques estaduais ao seu projeto presidencial.

A aproximação entre ACM Neto e o PL já vinha sendo observada no cenário baiano. O partido integra a base de apoio ao projeto estadual do ex-prefeito de Salvador, o que amplia o tempo de propaganda eleitoral e fortalece a composição oposicionista. Esse vínculo, no entanto, também aumenta o custo político de uma indefinição nacional, especialmente em um estado onde Lula mantém forte presença eleitoral.

Em manifestações anteriores, ACM Neto admitiu diálogo com Flávio Bolsonaro e afirmou não ver impedimento para conversar com o senador. Ao mesmo tempo, evitou antecipar apoio presidencial e declarou que a decisão dependeria da consolidação do quadro nacional. Essa posição mantém margem de manobra, mas também alimenta a pressão de aliados e adversários em torno da definição de palanque.

Robinson Almeida associa ACM Neto a Flávio Bolsonaro

Na Bahia, o deputado estadual Robinson Almeida reagiu às declarações de Valdemar Costa Neto e afirmou que o apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro seria “fato”. Para o parlamentar petista, a aliança do ex-prefeito com o PL e a convergência política entre os dois campos indicariam uma aproximação já consolidada.

Segundo Robinson, ACM Neto e Flávio Bolsonaro teriam em comum a oposição ao presidente Lula. O deputado afirmou que a aliança com o PL rendeu ao grupo de ACM Neto ganho eleitoral relevante, sobretudo no tempo de rádio e televisão, e avaliou que a relação entre os dois campos ultrapassa uma articulação meramente estadual.

A fala do deputado integra a estratégia do PT e de aliados do governo estadual de vincular ACM Neto ao bolsonarismo no debate público baiano. A narrativa busca recuperar um eixo de disputa presente em eleições anteriores: a tentativa de nacionalizar a eleição estadual, associando candidaturas locais aos polos nacionais que disputam a Presidência da República.


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