Ponte Salvador-Itaparica terá fluxo diário de 140 mil veículos e faturamento com pedágio de aproximadamente R$ 5, 6 milhões dia

José Sérgio Gabrielli comenta sobre a ponte: “Ela criará um novo dinamismo, sobretudo, no Recôncavo, Baixo Sul e Litoral Sul, permitindo o surgimento de um novo polo industrial e logístico na Região Metropolitana de Salvador , ancorado por investimentos já em curso, a exemplo dos estaleiros em São Roque do Paraguaçu e Maragogipe, ou projetados, como a nova retroárea do porto de Salvador”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)
José Sérgio Gabrielli comenta sobre a ponte: “Ela criará um novo dinamismo, sobretudo, no Recôncavo, Baixo Sul e Litoral Sul, permitindo o surgimento de um novo polo industrial e logístico na Região Metropolitana de Salvador , ancorado por investimentos já em curso, a exemplo dos estaleiros em São Roque do Paraguaçu e Maragogipe, ou projetados, como a nova retroárea do porto de Salvador”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

O fluxo diário de automóveis, caminhões e motocicletas na ponte Salvador-Itaparica deve alcançar os 140 mil veículos até 2043. Projetada tarifa de R$ 40, a empresa que operar o pedágio pode faturar cerca de R$ 5, 6 milhões dia.

O secretário de planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli, explica que este é um projeto estruturante. “Ele criará um novo dinamismo, sobretudo, no Recôncavo, Baixo Sul e Litoral Sul, permitindo o surgimento de um novo polo industrial e logístico na Região Metropolitana de Salvador ,  ancorado por investimentos já em curso, a exemplo dos estaleiros em São Roque do Paraguaçu e Maragogipe, ou projetados, como a nova retroárea do porto de Salvador”, afirma.

Diferente desta proposta, alguns arquitetos propõem a construção de uma via litorânea no entorno da Baía de Todos-os-Santos, chamada de via bucólica. No entanto, ela “resume-se a uma estrada que passará dentro de cidades históricas, como Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, Maragogipe, São Roque e Itaparica, sem a preocupação, necessariamente, com os impactos desse fluxo de veículos”, diz Gabrielli.

Redução de tempo

Um dos benefícios com a construção de uma ponte ligando Salvador a Ilha é a redução do tempo entre a capital e 24 municípios em mais de 40%. “Isso possibilita, por exemplo, uma expansão urbana, com pessoas morando em Itaparica e Vera Cruz, ao tempo que trabalham em Salvador, ou mesmo ao contrário, morando na capital e trabalhando na ilha”, destaca o secretário.

Já a via bucólica, comenta Gabrielli, “prevê que a ligação entre Salvador e Itaparica seja de 110 km, o que sem dúvida é menos do que temos hoje, mas ainda sim, está a 1h30 no mínimo”, afirma o titular da pasta do Planejamento.

Outro aspecto que diferencia as propostas é que a construção de uma via litorânea, envolvendo a Baía de Todos-os-Santos, é essencialmente turística, visto que se trata de uma via de baixa intensidade de tráfego.

Por outro lado, o projeto da ponte Salvador-Itaparica, diferente da proposta de uma via bucólica e de baixo fluxo de veículos, envolve intervenções estruturantes, bem como o transporte de pessoas e cargas (pesadas e leves), minimizando seus efeitos sobre as áreas urbanas das cidades e dinamizando diversas atividades econômicas, entre elas, o turismo. “O fluxo de veículos na ponte Salvador-Itaparica crescerá ano a ano, alcançando 140 mil veículos por dia dentro de 30 anos”, afirma Gabrielli.

O secretário conclui que a proposta de construção da via litorânea não deve ser considerada como um projeto alternativo a ponte Salvador-Itaparica. Os impactos seriam negativos, sobretudo ao meio ambiente, visto que a área possui grande concentração de manguezais. Além disso, a estrutura dos municípios, em sua maioria centenários e considerados patrimônios históricos, não atenderiam a demanda crescente de veículos, o que geraria transtornos para a mobilidade urbana e a própria preservação das cidades.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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