Em Salvador, 400 fiéis passaram a madrugada de ontem na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Salvador, em vigília para homenagear a Irmã Dulce. A solenidade católica com objetivo de transladar os restos mortais da freira Irmã Dulce, faz parte do processo de beatificação e foi celebrado pelo arcebispo primaz do Brasil e cardeal de Salvador, dom Geraldo Majella Agnelo.
Após a missa, o corpo da baiana foi sepultado em definitivo, na Capela das Relíquias, construída dentro da mesma igreja – exumado da igreja no último 27 de maio, estava mumificado e seu traje de freira, preservado. O túmulo da religiosa será mantido lacrado.
Segundo a sobrinha de Dulce e coordenadora das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, a expectativa é de que a beatificação seja aprovada até o fim do ano e reconhecida pelo Papa no início do ano que vem.
A elevação de Irmã Dulce à condição de beata tem como base um milagre ocorrido em Sergipe e validado juridicamente pela Santa Sé em 2003. Após a beatificação, o Vaticano precisa reconhecer mais um milagre atribuído à religiosa – deve ser avaliado por especialistas – para que ela possa ser considerada santa.
+ Sobre Irmã Dulce
Em abril de 2009, o papa Bento XVI assinou o decreto que elevou o “anjo bom da Bahia”, como era conhecida Irmã Dulce, morta em 1992, à condição de venerável, o primeiro passo no processo de canonização.
Em vida, ela foi responsável pela criação das obras que levam o seu nome, com objetivo de prestar assistência social aos mais carentes. Dedicou-se unicamente ao auxílio dos pobres e enfermos. Um frade capuchinhos da cidade de Feira de Santana preparou relatório com objetivo de solicitar a beatificação e posteriormente a santificação de Irmã Dulce.













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