Suécia atinge níveis históricos dos preços de eletricidade, após suspensão do gasoduto Nord Stream da Rússia

Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia.
Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia.

De acordo com analista da Agência Sueca de Energia, há uma grande preocupação com o futuro do fornecimento de gás natural da Europa, especialmente quando o inverno [no Hemisfério Norte] começa a se aproximar. É provável que persista a escassez, o que provocará a volatilidade dos preços.

Os preços da eletricidade por toda a Suécia atingiram níveis históricos, tendo alcançado seu pico no sul do país e no Grande Estocolmo.

Nestas regiões, os preços da eletricidade excederam seis coroas suecas (R$ 3) por kWh, comparando com os preços habituais de julho, que normalmente são de cerca de 40 öre (R$ 0,2).

“Nunca antes tivemos preços tão altos em julho de 2022como agora”, afirmou a gerente de vendas Emma Borgstrem, citada pela emissora nacional SVT.

A analista da Agência Sueca de Energia, Rebecka Bergholtz, confirmou que os preços estão “a nível excepcionalmente alto”.

De acordo com ela, o aumento súbito dos preços da eletricidade nos últimos meses tem várias razões, o que torna difícil prever quando os preços voltarão a cair.

Uma das razões é o fato de a Rússia ter fechado para manutenção na segunda-feira (11/07/2022) o gasoduto Nord Stream 1, de 1.220 quilômetros de comprimento, através do qual é efetuado o fornecimento de gás à Europa. Embora isso ocorra a cada ano e geralmente dure por volta de duas semanas, os analistas europeus estão preocupados com a possibilidade de a Rússia não retomar o fornecimento do combustível.

Anteriormente, a empresa de energia russa Gazprom teve que cortar de forma significativa o fornecimento de gás através do gasoduto Nord Stream 1 devido aos atrasos na manutenção das turbinas por empresas alemãs e canadenses. Isso fez com que os europeus tivessem de usar o gás habitualmente reservado para os meses mais frios, com certos países até considerando a possibilidade de voltar à exploração do carvão.

Em termos gerais, a Europa tem sofrido com o aumento drástico dos preços do gás ao longo dos últimos meses por causa da crise dos combustíveis, que está agora se agravando, provocada pelas sanções de grande escala contra a Rússia. As autoridades alemãs reconheceram que as instalações nacionais de armazenamento de gás estão apenas cheias a 61%, bastante abaixo do nível normal para a temporada. A maior economia europeia possui volumes de gás que só vão dar para dois meses caso o fornecimento da Rússia seja cortado.

Além disso, o fluxo do gás proveniente da Noruega, o segundo fornecedor do gás na Europa, também está atualmente limitado devido aos trabalhos de manutenção. Ainda mais, o tempo na Suécia tem estado calmo ao longo dos últimos dias, o que afetou a geração de energia eólica.

“Existe uma grande preocupação sobre como será o fornecimento de gás natural à Europa no futuro, antes e durante o inverno que vem. Essa preocupação vai provavelmente persistir mesmo durante a próxima temporada, o que contribui para uma forte reação dos preços”, explica Rebecka Bergholtz.

Afinal de contas, as usinas nucleares suecas e finlandesas também estão entrando em uma temporada de manutenção, o que afeta a produção de eletricidade, esclareceu Bergholtz. Essa tendência está sendo repetida por outros grandes produtores da energia nuclear, inclusive nas usinas nucleares francesas, levando ao aumento dos preços da energia na Europa.

Os preços do carvão nesta semana também são mais altos do que os habituais, devido à proibição do fornecimento do carvão russo e problemas com o fornecimento a partir da Austrália.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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